Vivendo o auge – Camilo
26 de janeiro de 2017
Categoria: Entrevistas

Humilde e de enorme carisma, Camilo chamou a atenção de todos em 2016 sendo peça chave de uma incrível reação do Botafogo. Aos 30 anos, o meia que ganhou notoriedade na Chapecoense vive o melhor momento de sua carreira, sendo chamado inclusive para defender a seleção de Tite no “Amistoso da Paz”, contra a Colômbia e em homenagem ao seu ex-clube. Dos que entraram em campo, o botafoguense era o mais envolvido na partida, afinal, além de ter essa história em Chapecó, estava atuando no Estádio Nilton Santos, onde já se sente em casa.

“Sempre tive a intenção de jogar no Rio, já estava doze anos sem jogar aqui e tinha esse desejo. O Botafogo abriu as portas para mim e hoje sei que fiz a melhor escolha”, conta o camisa 10.

Apesar da enorme alegria de representar a seleção e realizar um sonho, o motivo do amistoso ainda deixa marcas no jogador, que tem ligação com a cidade de Chapecó e com o alviverde, onde teve uma bonita história.

“Foi um dia muito doloroso. Tenho uma ligação com a cidade e com o clube, que vai ficar marcado sempre na minha memória por tudo que passei lá. Foram dois anos maravilhosos, agradeço muito a todos de Chapecó e desejo toda força necessária”

Camilo teve uma excelente passagem por Chapecó e ainda guarda muito carinho pelo clube.

Agora na Libertadores, Camilo tende a ser peça chave de um bom time botafoguense, que se prepara forte para a competição, mais longa neste ano. Apesar da moral alta do momento, o meia chegou em uma fase dificil e enfrentou muita desconfiança, assim como seus companheiros. Por tudo isso, o jogador destaca o excelente trabalho de todos na hora de se levantar, seguir em frente e surpreender o Brasil.

“Sabemos que no inicio foi dificil. Na minha chegada, por exemplo, houveram protestos pela situação que o clube estava passando no Brasileirão. Mas com muito trabalho dos profissionais lá, desde a minha estreia a gente começou a ter uma mudança. Eu devo isso a todos que me ajudaram a estar nessa condição, todos meus companheiros, a chegada do Jair, fomos mudando nossa situação e hoje estamos na Libertadores graças ao trabalho coletivo”

No “jogo da amizade”, todos nós nos sentimos amigos de Camilo. Com um sorriso estampado no rosto, o jogador parecia estar em casa, se divertindo com quem gosta. Infelizmente, muitos dos que ele gostava nos deixaram, mas com muita força ele seguiu em frente e seguiu muito bem, sendo um dos principais jogadores do país hoje e caindo cada vez mais nas graças do torcedor do Botafogo. A dupla com Montillo promete.

Camilo é branco, preto, verde e, agora, amarelo.

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Postado por Andrew Sousa Formado em Jornalismo justamente pela paixão pelo esporte, sente enorme prazer em poder escrever sobre o que ama. Apaixonado por um bom domínio e alguns jogadores ruins, vive o futebol desde o primeiro dos seus 23 anos.