Legado imortal do Pibe de Oro
25 de novembro de 2020
Categoria: 4-3-3 e Futebol e Internacional

 

Letra D. Inicial de Diego. Inicial de Dón. Inicial de D10s.

A notícia desse 25 de novembro de 2020 chocou o mundo. Diego Armando Maradona, ou simplesmente Dios para os argentinos, faleceu após parada cardiorrespiratória aos 60 anos. O maior jogador da história da Argentina acumulou títulos coletivos, prêmios individuais e polêmicas durante sua carreira – e também após o término dela.

Mas definitivamente não é o momento de falarmos sobre suas polêmicas. Muito menos de fazer comparações com outras lendas. Maradona foi, com certeza, um dos maiores no esporte que tanto amamos. Sua idolatria, não só na Argentina, mas no mundo inteiro, não nos deixa dúvidas. O luto no país vizinho será eterno, e com razão.

Em mais de 20 anos de carreira, passou por Argentinos Juniors, Barcelona, Napoli, Sevilla, Newells e Boca Juniors, por duas vezes, além de ter sido o mais marcante de todos com a camisa de sua seleção. Um Mundial Sub-20 em 1979, três títulos em sua passagem pelo Barcelona, uma Liga Argentina com o Boca, cinco títulos com o Napoli – entre eles, as duas únicas ligas italianas e o único título da Taça Uefa do time napolitano, e claro, a coroação máxima com a Copa do Mundo de 1986. Mas nem os títulos coletivos, nem os individuais – como o prêmio de melhor jogador do Mundial no México, conseguem nos dar dimensão da grandeza que tinha Dón Diego. Sua magia transcende qualquer tipo de comparação que tentarmos fazer.

“La Mano de Dios” e “O Gol do Século”, num mesmo jogo – não um jogo qualquer, uma partida de quartas de final de Copa do Mundo. Mais dois gols na semifinal e grande atuação na decisão contra a Alemanha, alçaram Diego a um patamar de ídolo máximo do povo argentino. Nessa época, já era também venerado na Itália, onde desfilava sua classe com a camisa do Napoli, e na temporada que começou logo após a Copa do Mundo conseguiu levar a equipe ao seu primeiro scudetto, alcançando também outro patamar de idolatria entre os torcedores napolitanos.

Um gênio incontestável que deixa um legado enorme para o mundo do futebol. Cada um que ama esse esporte, certamente sabe da grandeza desse ícone e está sentindo muito nessa quarta-feira cinzenta de um ano de 2020 ainda mais cinzento. Um gênio de personalidade forte e com atos contestáveis para muitos, mas que nunca fugiu da raia, sempre se posicionou sobre todos os assuntos que era questionado. Um gênio, apenas um gênio.

Pela seleção de seu país, quatro copas disputadas e mais uma a beira do gramado. E é impossível falar em Albiceleste sem falar em Dieguito. É impossível falar sobre os maiores do esporte sem falar em Maradona. Diego foi ídolo. Foi lenda. Foi, até religião para os argentinos. É imensurável a grandeza que teve.

(Foto por Marcelo Endelli/Getty Images)

Durante o dia, diversas homenagens ao redor do mundo, inúmeras personalidades do mundo do futebol lamentaram a perda de um dos maiores. Messi, Cristiano Ronaldo, Pelé, Ronaldinho… E nem todas as homenagens possíveis serão capazes de nos mostrar tudo que representava. Na Argentina, comoção enorme nas ruas de todo o país, e um sentimento de luto que eternamente estará presente entre nossos vizinhos.

Em uma entrevista ao Clarín, algum tempo atrás, disse:

“Se eu morrer, quero nascer de novo e quero ser jogador de futebol. Quero voltar a ser Diego Armando Maradona.”

Nós, entusiastas do futebol e amantes de lendas esperaremos ansiosamente esse dia, Pibe. Vá em paz, D10s.

(Foto por JUAN MABROMATA/AFP via Getty Images)

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Postado por Leonardo Tudela Del Mastre Natural de Sorocaba-SP, amante do futebol do interior paulista e torcedor de São Bento e Corinthians. Além do amor pelo interior, viciado no futebol como um todo. Formado em Processos Gerenciais pelo IFRS.