Guia da Premier League 2020/2021
12 de setembro de 2020
Categoria: 4-3-3 e Futebol e Internacional

(Foto por Laurence Griffiths/Getty Images)

 

A Premier League está de volta, e essa edição promete ser tão boa quanto a anterior. Temos os consolidados Liverpool e Manchester City que deverão ser novamente os principais candidatos na briga pelo título, temos Chelsea e Manchester United tentando incomodar a dupla citada anteriormente, baseados nas contratações feitas para elevar o nível dos times de Solskjaer e Lampard. Mourinho e Arteta terão sua primeira temporada sob o comandando da dupla londrina Tottenham e Arsenal, respectivamente, desde o início do campeonato e teremos clubes menores que prometem serem bem interessantes de acompanhar, como o ótimo Leicester, o surpreendente Sheffield United, o Wolves da legião portuguesa sob a liderança de Nuno Espírito Santo e o Leeds de ‘El loco’ Bielsa de volta a Premier League. Por isso o 4-3-3 traz esse Guia para você ficar por dentro de como chega cada equipe nessa Premier League.

 

Arsenal

 

Cidade: Londres

 Fundação: 01/12/1886

 Técnico: Mikel Arteta

 Estádio: Emirates Stadium

 Posição na temporada passada:

 Pelo que luta nessa temporada: Vaga em competição europeia

 Principal jogador: Aubameyang

 Vale prestar atenção: Bukayo Saka

Transferências:

– Chegaram:

Pablo Marí (Flamengo, £14m); Cedric Soares (Southampton, free-agent); Willian (Chelsea, free-agent); Gabriel Magalhães (Lille, £27m); Dani Ceballos (Real Madrid, empréstimo); William Saliba (Saint-Etienne, volta de empréstimo)

 – Saíram:

Konstantinos Mavropanos (Stuttgart, empréstimo); Tobi Omole (dispensado); Robbie Burton (Dínamo Zagreb, não revelado); Zech Medley (Gillingham, empréstimo); Trae Colyn (Gillingham, empréstimo); Matt Smith (Swindon Town, empréstimo); Jordi Osei-Tutu (Cardiff City, empréstimo); Sam Greenwood (Leeds United, não revelado); Henrikh Mkhitaryan (Roma, free-agent); Ben Sheaf (Coventry City, empréstimo); Tyreece John-Jules (Doncaster Rovers, empréstimo)

Provável escalação (4-2-3-1): Leno; Bellerin, Saliba, David Luiz e Tierney; Xhaka e Ceballos; Pepé, Willian e Aubameyang; Lacazette.

 

A última temporada dos Gunners começou muito mal, o time não engrenava e por consequência se distanciava cada vez mais da parte de cima da tabela. O técnico Unai Emery foi demitido e para seu lugar chegou o ex-auxiliar de Guardiola, Mikel Arteta. O time demorou um pouco para pegar o jeito de jogar do novo técnico, mas já deu para ver que o projeto é muito interessante e que, por mais que tenha terminado na modesta 8ª colocação, as vitorias contra Liverpool e Manchester City no fim da temporada e o titulo da FA Cup dão um pingo de esperança aos torcedores.

A zaga é, sem dúvidas, o setor mais criticado do time, para isso, o clube trouxe o destaque Gabriel, ex-Lille, e o defensor William Saliba, já adquirido pelo Arsenal, mas que ficou emprestado, além da aquisição em definivo de Pablo Marí. Para o setor ofensivo a manutenção de Dani Ceballos e a chegada de Willian encorpam o elenco e dão mais opções para Arteta, que ainda conta com o desenvolvimento de jovens bem promissores como Saka, Willock e Gabriel Martinelli. Com o time assimilando a filosofia de jogo do espanhol, Aubameyang resolvendo na frente e a defesa não entregando atrás, o Arsenal tem tudo para brigar por vaga na Champions League e fazer uma campanha mais regular.

Aston Villa

 

Cidade: Birmingham

 Fundação: 01/03/1874

 Técnico: Dean Smith

 Estádio: Villa Park

 Posição na temporada passada: 17ª

 Pelo que luta nessa temporada: Contra o rebaixamento

 Principal jogador: Jack Grealish

 Vale prestar atenção: Matty Cash

Transferências:

– Chegaram:

Ben Chrisene (Exeter City, não revelado); Matty Cash (Nottingham Forest, £16m); Ollie Watkins (Brentford, £28m)

– Saíram:

Callum O’Hare (Coventry City, free-agent); Ross McCormack (dispensado); Jack Birch (dispensado); Anton Hooper (dispensado); Colin Odutayo (dispensado); Dimitri Sea (dispensado); Jamie Searle (dispensado); Matija Sarkic (Wolverhampton Wanderers, free-agent); Kelsey Mooney (Scunthorpe United, free-agent); James Chester (Stoke City, free-agent); James Bree (Luton Town, não revelado); Borja Bastón (Leganés, free-agent); Pepe Reina (Milan, término de empréstimo).

Provável escalação (4-1-4-1): Heaton; Cash, Engels (Konsa), Mings e Targett; Douglas Luiz; El Ghazi, McGinn, Grealish e Trezeguet; Watkins.

 

O final da última temporada foi um teste para cardíaco, até mesmo para os não torcedores do time de Birmingham. O Villa, até então recém promovido da Championship, investiu milhões de libras em reforços, montou um time interessante, mas que não deu liga. Com um futebol muito pobre, sem quase nenhuma qualidade e extremamente dependente de Grealish, o Aston Villa permaneceu na primeira divisão mais por incompetência dos adversários do que por mérito próprio.

A diretoria deu um voto de confiança ao técnico Dean Smith e o manteve no cargo. O time não sofreu nenhuma perda considerável no time, manteve seu principal jogador, o meia Jack Grealish, e tem reforços de dois dos melhores jogadores da última Championship, o lateral-direito Matty Cash e o atacante Ollie Watkins. O time não é ruim no papel, tem jogadores muito interessantes, mas que precisam dar liga nesta temporada. Se der, o Villa tem tudo para fazer uma campanha segura nesta temporada, se não, o torcedor pode esperar mais uma briga ferrenha contra o rebaixamento.

Brighton & Hove Albion

 

Cidade: Brighton

 Fundação: 24/07/1901

 Técnico: Graham Potter

 Estádio: Amex Stadium

 Posição na temporada passada: 15ª

 Pelo que luta nessa temporada: Contra o rebaixamento

 Principal jogador: Mathew Ryan

 Vale prestar atenção: Ben White

 Transferências:

– Chegaram:

Jensen Weir (Wigan Athletic, não revelado); Zak Emmerson (Oldham Athletic, não revelado); Adam Lallana (Liverpool, free-agent); Joel Veltman (Ajax, £900k); Lars Dendoncker (Club Brugge, não revelado)

 – Saíram:

Jurgen Locadia (FC Cincinnati, empréstimo); Leon Balogun (Rangers, não revelado); Anthony Knockaert (Fulham, £15m); Archie Davies (Crawley Town, empréstimo); Lewis Freestone (Cheltenham Town, free-agent); George Cox (Fortuna Sittard, não revelado); Beram Kayal (dispensado); Percy Tau (Anderlecht, empréstimo); Warren O’Hara (Milton Keynes Dons, empréstimo); Taylor Richards (Doncaster Rovers, empréstimo); Martin Montoya (Real Bétis, £1.8m); Matt Clarke (Derby County, empréstimo); Ryan Longman (Wimbledon, empréstimo); Leo Östigard (Coventry City, empréstimo); Aaron Mooy (Shanghai SIPG, £4m); Glenn Murray (Watford, empréstimo); Shane Duffy (Celtic, empréstimo); Tom McGill (Crawley Town, empréstimo); David Button (West Bromwich Albion, £1m)

Provável escalação (4-2-3-1): Ryan; Veltman, White, Dunk e Burn (Bernardo); Bissouma e Propper; March, Lallana e Trossard; Maupay.

 

Um time um tanto quanto curioso. Na última temporada, por mais que tivesse um elenco mais fraco que outros concorrentes e frequentado a parte debaixo da tabela por quase todo o campeonato, sempre mostrava um bom futebol, uma filosofia de jogo bem definida e não passou por grandes sustos, fruto do excelente trabalho de Graham Potter. O treinador, que se destaca por trabalhar bem com jovens, lançou nomes como Connolly, Burn e Trossard que receberam bons minutos, agradaram e foram boas surpresas.

Para a temporada 2020/2021, o time sofreu as perdas dos titulares Montoya, Duffy e Mooy. O time repôs com o versátil Veltman, ex-Ajax, o retorno de Ben White, um dos melhores zagueiros da última Championship e o experimente Adam Lallana, ex-Liverpool, reforços muito bons que, por mais que não subam o patamar do time, são boas aquisições que tem tudo para agregar bastante. O elenco ainda é fraco se comparado com outros times e imagina-se que o time irá sempre ali na parte debaixo da tabela, mas, se o bom trabalho se manter, o Brighton, provavelmente, se manterá na Premier League por mais uma temporada.

Burnley

 

Cidade: Burnley

 Fundação: 01/01/1882

 Técnico: Sean Dyche

 Estádio: Turf Moor

 Posição na temporada passada: 10ª

 Pelo que luta nessa temporada: Meio de tabela

 Principal jogador: Nick Pope

 Vale prestar atenção: Dwight McNeil

 Transferências:

– Chegaram:

Will Norris (Wolverhampton Wanderers, não revelado)

 – Saíram:

Joe Hart (Tottenham Hotspur, free-agent); Aaron Lennon (dispensado); Jeff Hendrick (Newcastle United, free-agent); Adam Legzdins (dispensado); Oliver Younger (dispensado); Scott Wilson (Barrow, free-agent); Joel Senior (dispensado); Ryan Cooney (Morecambe, empréstimo); Adam Phillips (Morecambe, empréstimo); Jordan Cropper (Chesterfield, empréstimo); Ben Gibson (Norwich City, empréstimo); Aiden O’Neill (Melbourne City, não revelado)

Provável escalação (4-4-2): Pope; Lowton, Tarkowski, Mee e Taylor; Gudmundsson, Cork, Westwood e McNeil; Barnes e Wood

 

Querido por alguns e odiado por outros, principalmente pelo seu estilo de jogo considerado feio e pouco vistoso, o Burnley quase sempre faz campanhas seguras e se consolida cada vez mais como um time de Premier League. O técnico Sean Dyche implementou um estilo que casou perfeitamente com as pretensões do time e com os jogadores que possui, se tornando pedra no sapato dos times do Big Six.

O time não trouxe praticamente nenhum reforço para a atual temporada e a única perda realmente sentida foi de Hendrick, que foi para o Newcastle, as saídas de Hart, Lennon e Gibson não tirarão o sono do treinador. Os destaques ficam com o goleiro Pope, a dupla de zaga Mee e Tarkowski, McNeil e Wood, o primeiro foi o melhor goleiro da última temporada na Premier League, o segundo é um meia-esquerda rápido e criativo e o terceiro um atacante muito perigoso, principalmente pelo alto. Com bons destaques em cada setor e coadjuvantes de confiança, como Cork, Barnes e Gudmundsson, espera-se mais uma campanha segura do Burnley nesta temporada.

Chelsea

 

Cidade: Londres

 Fundação: 10/03/1905

 Técnico: Frank Lampard

 Estádio: Stamford Bridge

 Posição na temporada passada:

 Pelo que luta nessa temporada: Vaga em competição europeia

 Principal jogador: N´Golo Kanté

 Vale prestar atenção: Kai Havertz

 Transferências:

– Chegaram:

Hakim Ziyech (Ajax, £33.6m); Timo Werner (RB Leipzig, £47.5m); Xavier Mbuyamba (Barcelona, não revelado); Ben Chilwell (Leicester City, £50m); Malang Sarr (Nice, free-agent); Thiago Silva (Paris Saint-Germain, free-agent); Kai Havertz (Bayer Leverkusen, £72m)

– Saíram:

Álvaro Morata (Atlético de Madri, £59.2m); Mario Pasalic (Atalanta, £13.5m); Pedro Rodríguez (Roma, free-agent); Nathan (Atlético-MG, £2.7m); Josh Grant (Bristol Rovers, free-agent); Marcel Lavinier (dispensado); Richard Nartey (dispensado); Nícolas Tié (Vitória Guimarães, não revelado); Willian (Arsenal, free-agent); Jamie Cumming (Stevenage, empréstimo); Trevoh Chalobah (Lorient, empréstimo); Ike Ugbo (Cercle Brugge, empréstimo); Izzy Brown (Sheffield Wednesday, empréstimo); Armando Broja (Vitesse Arnhem, empréstimo); Jamal Blackman (Rotherham United, empréstimo); Marc Guehi (Swansea City, empréstimo); Tariq Uwakwe (Accrington Stanley, empréstimo); Ethan Ampadu (Sheffield United, empréstimo); Kenedy (Granada, empréstimo); Michy Batshuayi (Crystal Palace, empréstimo)

Provável escalação (4-2-3-1): Kepa; James, Thiago Silva, Rudiger e Chilwell; Kanté e Kovacic; Ziyech, Havertz e Pulisic; Werner.

 

Após a punição e não poder fazer nenhuma contratação na última temporada, o Chelsea apostou no ídolo Frank Lampard para comandar um time recheado de jovens. O começo foi muito bom, o clube se estabeleceu no top 3, porém, como era esperado de um time com muitos garotos, houve uma oscilação que quase custou uma vaga na Champions League, mas, no fim das contas, os Blues conseguiram se classificar.

Vários garotos renderam bastante e se estabeleceram no elenco, como James, Mount e Abraham e o veterano Willian deixou o clube. Com isso, o Chelsea, contando com o dinheiro de vendas e de arrecadação, tirou o escorpião do bolso e trouxe muitos reforços de qualidade. Antes mesmo da temporada acabar o clube assegurou a contratação de Hakim Ziyech, da Alemanha vieram os destaques Havertz e Werner, da Inglaterra veio Chilwell e da França veio Malang Sarr e o excelente e experiente Thiago Silva. O goleiro Kepa falhou muito na última temporada e não é mais unanimidade, por isso o clube ainda busca um goleiro no mercado, porém, até agora, o Chelsea faz uma das melhores janelas da Europa e, se os reforços encaixarem, tem tudo para subir de patamar e encostar nos colossos Liverpool e Manchester City.

Crystal Palace

 

Cidade: Londres

 Fundação: 01/01/1905

 Técnico: Roy Hodgson

Estádio: Selhurst Park

Posição na temporada passada: 14ª

Pelo que luta nessa temporada: Meio de tabela

Principal jogador: Wilfried Zaha

Vale prestar atenção: Eberechi Eze

Transferências:

– Chegaram:

Nathan Ferguson (West Bromwich Albion, free-agent); Jake Giddings (West Ham United, não revelado); Eberechi Eze (Queens Park Rangers, £16m); Michy Batshuayi (Chelsea, empréstimo)

 – Saíram:

Kian Flanagan (dispensado); Dion-Curtis Henry (dispensado); Daniel Tupper (dispensado); Jason Lukilo (Doncaster United, free-agent)

Provável escalação (4-4-2): Guaita; Ferguson, Cahill, Sakho e Van Aanholt; Townsend, Milivojevic, McArthur e Eze; Zaha e Batshuayi.

 

Mais um time que não se destaca pelo futebol vistoso e atraente, mas que cumpre bem sua proposta de jogo e se mantem na 1ª divisão. Após uma desastrosa passagem de Frank De Boer na temporada 2017/2018 que prometia revolucionar o modo de jogar do time, o pra-lá-de-experiente Roy Hodgson chegou e recolocou o time nos trilhos, e desde então permanece no comando do clube do sul de Londres. A proposta de jogo do time é clara, se defender e depender das bolas paradas de Milivojevic ou das jogadas individuais de Zaha, proposta essa que vem dando certo, mas que não se pode confiar para sempre.

Para esta temporada o clube não teve nenhuma perda considerável e trouxe bons reforços. Da Championship vieram os jovens Ferguson, lateral-direito que também faz a zaga e Eze, a revelação do campeonato, e repatriou o atacante Batshuayi, que teve boa passagem pelo clube. Cada janela de transferências é uma novela da saída ou não de Zaha do clube, enquanto ela não acontece, e o marfinense continua performando bem pelo clube, o Palace pode esperar mais uma campanha tranquila e sem sustos.

Everton

 

Cidade: Liverpool

 Fundação: 01/06/1878

 Técnico: Carlo Ancelotti

 Estádio: Goodison Park

 Posição na temporada passada: 12ª

 Pelo que luta nessa temporada: Vaga em competição europeia

 Principal jogador: Richarlison

 Vale prestar atenção: Allan

 Transferências:

– Chegaram:

Niels Nkounkou (Olympique de Marselha, £240k); Abdoulaye Doucouré (Watford, £20m); Allan (Napoli, £22.5m); James Rodríguez (Real Madrid, £20m)

– Saíram:

Oumar Niasse (dispensado); Cuco Martina (dispensado); Luke Garbutt (dispensado); Morgan Schneiderlin (Nice, £2m); Fraser Hornby (Reims, £1.8m); Morgan Feeney (Sunderland, free-agent); Alexander Denny (dispensado); Matthew Foulds (dispensado); Leighton Baines (aposentadoria); Maarten Stekelenburg (Ajax, free-agent); Nathangelo Markelo (Twente, empréstimo); Kieran Dowell (Norwich City, não revelado)

Provável escalação (4-4-2): Pickford; Coleman, Keane, Mina e Digne; James Rodriguez, Allan, Doucouré e Gordon; Richarlison e Calvert-Lewin

 

O roteiro da última temporada foi o mesmo de muitas outras, o time se reforça bem, empolga o torcedor, não engrena e acaba sempre em posições intermediárias na tabela, o famigerado “G-Everton”. O clube demitiu o treinador Marco Silva após chegar a ocupar a zona de rebaixamento, trouxe Carlo Ancelotti que teve um impacto bem positivo, potencializou Richarlison e Calvert-Lewin mas viu o time amargar a 12ª colocação do campeonato.

Para esta temporada o clube se reforçou muito bem, um novo meio campo com os excelentes Allan e Doucouré, além do midiático James Rodriguez, que viveu uma das melhores fases de sua carreira justamente sob o comando de Ancelotti no Real Madrid, reforços pontuais que encorpam ainda mais um elenco que já era considerado bom a nível de Premier League. Os reforços se encaixando, a dupla de ataque bem entrosada e de qualidade continuando a render e a defesa se acertando, podemos ver, finalmente, um Everton brigando por algo além do meio de tabela.

Fulham

 

Cidade: Londres

 Fundação: 21/12/1879

Técnico: Scott Parker

 Estádio: Craven Cottage

 Posição na temporada passada: 4ª colocação na Championship

 Pelo que luta nessa temporada: Contra o rebaixamento

 Principal jogador: Alexandr Mitrovic

 Vale prestar atenção: Anthony Knockaert

 Transferências:

– Chegaram:

Anthony Knockaert (Brighton & Hove Albion, £15m); Antonee Robinson (Wigan Athletic, £1.9m); Ivan Cavaleiro (Wolverhampton, €16m); Mario Lemina (Southampton, empréstimo); Harrison Reed (Southampton, £6m); Alphonse Areola (Paris Saint-Germain, empréstimo); Kenny Tete (Lyon, £3,2m)

 – Saíram:

Magnus Norman (Carlisle United, free-agent); Cody Drameh (Leeds United, não revelado); Marlon Fossey (Shrewsbury Town, empréstimo); Martell Taylor-Crossdale (Colchester United, empréstimo); Alfie Mawson (Bristol City, empréstimo); Steven Sessegnon (Bristol City, empréstimo); Marcus Bettinelli (Middlesbrough, empréstimo)

Provável escalação (4-2-3-1): Areola; Tete, Hector, Ream e Bryan; Reed e Lemina; Knockaert, Cairney e Ivan Cavaleiro; Mitrovic.

 

Por mais que tenha terminado o campeonato na 4ª colocação e conseguiu sua vaga nos playoffs, o Fulham foi um time competente e organizado que, após vencer a sensação Brentford, mereceu subir. Scott Parker assumiu o cargo de treinador ainda quando o clube estava na Premier League na temporada 18/19 e teve tempo e apoio do clube para implementar seu estilo de trabalho que levou o clube de Londres de volta a Premier League,

O time de Craven Cottage volta a 1ª divisão querendo não repetir o que fez há duas temporadas, gastando milhões em reforços e sendo rebaixado novamente. A diretoria parece ter confiança em Parker e, dessa vez, vem trazendo apenas reforços pontuais. O clube garantiu a contratação em definitivo dos titulares Reed, Knockaert e Cavaleiro, além de reforços para a defesa com Areola, que disputará posição com o excelente Rodák e Tete, lateral-direito ex-Lyon que com certeza vem para ser titular, além de Lemina e o lateral-esquerdo Robinson. Ainda é pouco para afirmar que o clube brigará por algo além de se manter na 1ª divisão, mas, com os gols de Mitrovic e o encaixe do time dando certo, podemos esperar bons jogos do clube londrino.

Leeds United

 

Cidade: Leeds

 Fundação: 17/10/1919

 Técnico: Marcelo Bielsa

 Estádio: Elland Road

 Posição na temporada passada: 1ª colocação na Championship

 Pelo que luta nessa temporada: Contra o rebaixamento

 Principal jogador: Kalvin Phillips

 Vale prestar atenção: Rodrigo Moreno

 Transferências:

– Chegaram:

Helder Costa (Wolverhampton Wanderers, £16m); Ilan Meslier (Lorient, £5m); Joe Gelhardt (Wigan Athletic, £1.5m); Jack Harrison (Manchester City, empréstimo); Charlie Allen (Linfield, não revelado); Cody Drameh (Fulham, não revelado); Rodrigo (Valência, £30m); Sam Greenwood (Arsenal, não revelado); Robin Koch (Freiburg, £12.9m)

 – Saíram:

Ryan Edmondson (Aberdeen, empréstimo); Kun Temenuzhkov (Real Unión, empréstimo); Rafa Mújica (Real Oviedo, empréstimo); Ben White (Brighton, fim do empréstimo).

Provável escalação (4-1-4-1): Casilla/Meslier; Ayling, Koch, Cooper e Alioski; Phillips; Helder Costa, Pablo Hernandez, Klich e Harrison; Rodrigo.

 

Enfim, depois de muito bater na trave, o Leeds está de volta a Premier League, e com estilo, vencendo a Championship. O time de Marcelo Bielsa engrenou, seu estilo de jogo casou perfeitamente com a proposta de jogo, jogadores como Phillips e o experiente Pablo Hernandez causaram ótima impressão, fazendo com que os frutos do projeto a longo prazo do Leeds fossem colhidos agora com este retorno, que, contudo, não pode ser visto como uma demonstração de que o time vai se manter facilmente na Premier League, basta ver os times recentes que subiram, criaram bastante expectativa em si e tornaram a cair.

O Leeds buscou manter a espinha dorsal do time assegurando as contratações em definitivo do promissor Meslier para o gol, do ponta Helder Costa e a renovação de empréstimo do também ponta Jack Harrison, além de trazer reforços pontuais como o bom zagueiro Koch e o competente atacante Rodrigo, contratação esta que causou impacto na mídia. Outros nomes continuam a ser mapeados no mercado e o Leeds ainda fará mais contratações, e, com o elenco ainda não muito profundo, espera-se que o time tenha um pouco de dificuldade nesta volta a 1ª divisão, mas, com a competência dos jogadores e de seu excelente técnico, os torcedores podem ter esperança de que o Leeds se estabelecerá novamente como um time tradicional de Premier League.

Leicester City

 

Cidade: Leicester

 Fundação: 01/01/1884

 Técnico: Brendan Rodgers

 Estádio: King Power Stadium

 Posição na temporada passada:

 Pelo que luta nessa temporada: Vaga em competição europeia

 Principal jogador: Jamie Vardy

 Vale prestar atenção: Harvey Barnes

 Transferências:

– Chegaram:

Timothy Castagne (Atalanta, £21.5m)

 – Saíram:

Calvin Bassey (Rangers, free-agent); Andy King (dispensado); Connor Tee (dispensado); George Thomas (Queens Park Rangers, free-agent); Daniel Iversen (OH Leuven, empréstimo); Bartosz Kapustka (Legia Varsóvia, não revelado); Ben Chilwell (Chelsea, £50m); Ryan Loft (Scunthorpe United, free-agent); Viktor Johansson (Rotherham United, free-agent)

Provável escalação (4-1-4-1): Schmeichel; Ricardo Pereira, Evans, Soyuncu e Castagne; Ndidi; Ayoze Perez, Tielemans, Maddison e Barnes; Vardy

 

Sem sombra de dúvidas o Leicester foi um dos times mais legais de se acompanhar no último campeonato. Depois de sua inédita Premier League e de patinar um pouco campeonatos seguintes, o Leicester vem, cada vez mais, se consolidando como um time de parte de cima da tabela, incomodando os grandes e brigando por competições europeias. O time caiu de produção pós-pandemia e viu a vaga na Champions League escapar na última rodada, frustração, mas que não pode de nenhuma maneira ser chamada de fracasso.

O time de Brendan Rodgers permanece praticamente o mesmo, com a saída do excelente Chilwell para o Chelsea. Para o seu lugar foi contratado Castagne, que, pelo fato de atuar majoritariamente como ala, pode dar mais opções de jogo para Rodgers, que flertou com três zagueiros após a lesão dos dois laterais. Ademais, é esperar a liderança e confiança de Schmeichel e Soyuncy, força ofensiva do ótimo Ricardo Pereira, vigor e técnica com Ndidi e Tielemans, o toque de qualidade de Perez e Maddison, as escapadas em velocidade de Barnes e os gols de Vardy, um dos grandes ídolos do clube e que se assemelha ao vinho, quanto mais a idade chega, melhor vai ficando.

Liverpool

 

Cidade: Liverpool

 Fundação: 3/06/1892

 Técnico: Jürgen Klopp

Estádio: Anfield Road

Posição na temporada passada:

Pelo que luta nessa temporada: Título

 Principal jogador: Mohamed Salah

 Vale prestar atenção: Takumi Minamino

Transferências:

– Chegaram:

Konstantinos Tsimikas (Olympiacos) €13m); Marko Grujic (hertha Berlim, fim do empréstimo); Bem Woodburn (Oxford United, fim do empréstimo); Harry Wilson (Bournemouth, fim do empréstimo); Taiwo Awoniyi (Mainz, fim do empréstimo); Ovie Ejaria (Reading, fim do empréstimo) e Rhian Brewster (Swansea, fim do empréstimo).

 – Saíram:

Dejan Lovren (Zenit, €12m); Ovie Ejaria (Reading, €3,90m); Adam Lallana (Brighton, custo zero); Sheyi Ojo (Cardiff, empréstimo); Nathaniel Clyne (sem clube); Andy Lonergan (sem clube).

Provável escalação (4-3-3): Alisson; Arnold, Gomez, Van Dijk e Robertson; Fabinho, Wijnaldum e Henderson; Salah, Mané e Firmino.

 

Após mais uma temporada de altíssimo nível e regularidade o Liverpool enfim conseguiu sair de uma fila de 30 anos e vencer o campeonato inglês pela 19 vez, o primeiro título da era Premier League. Agora a equipe de Klopp tentará manter o mesmo nível de desempenho pela terceira temporada seguida, principalmente porque disputando um campeonato que tenha um time treinado por Guardiola o nível de exigência de regularidade sempre será enorme.

O modo de atuação do clube no mercado sempre foi de pagar muito apenas em casos onde a contratação fosse uma necessidade grande do clube, como Van Dijk e Alisson. E com os impactos econômicos da pandemia o clube se limitou ainda mais nessa janela de transferências. A equipe trouxe apenas o lateral esquerdo Tsimikas para a reserva de Robertson e, muito provavelmente, a única grande contratação que pode ocorrer ainda é Thiago Alcântara, mas ela depende de uma possível saída de Wijnaldum para o Barcelona, até por conta do meio de campo ser o setor onde Klopp mais possui opções.

Klopp está conseguindo fazer o time ficar cada fez mais equilibrado, mantendo o poderio ofensivo e elevando a qualidade com que q equipe defende, tanto que o time terminou com o segundo melhor ataque e a melhor defesa do último campeonato. As jogadas pelos lados utilizando os excelentes apoios dos laterais se tornam uma arma cada vez mais importante, mas sem se tornar a única, com o time mantendo uma ótima transição ofensiva (Foi a equipe que fez mais gols de contra ataque na Premier League passada) e também melhorando cada vez mais seu jogo de posse de bola, sabendo como controlar a partida dessa forma. Vale destacar também a qualidade da equipe ao atacar pelo centro, que acaba tendo a ver as subidas dos laterais, já que esse movimento permite aos pontas se deslocarem para o centro para buscarem condições de finalizar, permite também a descida de Firmino para o meio de campo, para gerar espaço para os mesmos pontas atacarem e para que o brasileiro possa contribuir mais na armação de jogo. O entrosamento entre os jogadores e o alto nível que eles alcançaram nos últimos anos conta a favor para que a equipe não precise ir com tanta urgência ao mercado e algumas peças do elenco poderão contribuir melhor nessa temporada: com Takumi Minamino mais adaptado ao estilo de Klopp e Keita longe dos problemas físicos e conseguindo jogar com frequência o técnico tem ótimas opções no banco. Nessa temporada Klopp também tende a dar mais espaços aos garotos da base, principalmente aos que já foram utilizados com frequência na última temporada, como Curtis Jones e Neco Williams. Com um elenco cada vez mais encaixado e jogadores chegando no mais alto nível do seu futebol é esperado que o Liverpool brigue pelo título novamente.

Manchester City

 

Cidade: Manchester

 Fundação: 23/11/1880

 Técnico: Pep Guardiola

Estádio: Etihad Stadium

Posição na temporada passada:

Pelo que luta nessa temporada: Título

Principal jogador: De Bruyne

Vale prestar atenção: Phil Foden

Transferências:

– Chegaram:

Nathan Aké (Bournemouth, €45,30); Ferran Torres (Valencia, €23m); Yan Couto (Coritiba, €6m); Issa Kaboré (Mechelen, €4,5m), Daniel Arzani (Celti, fim do empréstimo); Aleix Garcia (Mouscron, fim do empréstimo); PedroPorro(Valladolid, fim do empréstimo); Marlos Moreno (Portimonense, fim do empréstimo) Tosin Adarabioyo (Blackburn, fim do empréstimo); Luka Ilic (NAC Breda, fim do empréstimo) Philippe Sandler (Anderlecht, fim do empréstimo) Zack Steffen (Düsseldorf, fim do empréstimo); Ante Palaversa (Ostende, fim do empréstimo); Ko Itakura (Groningen, fim do empréstimo) Patrick Roberts (Middlesbrough, fim do empréstimo).

– Saíram:

Leroy Sané (Bayern, €45m); David Silva (Real Sociedad, custo zero); Claudi Bravo (Real Bétis, custo zero); Ko Itakura (Groningen, empréstimo), Isa Kaboré (Mechelen, empréstimo); Daniel Arzani (Utrecht, empréstimo); Jack Harrison (Leeds, renovação do empréstimo); Pedro Porro( Sporting, empréstimo) Ante Palaversa (Getafe, empréstimo); Ryotaro Meshino (Rio Ave, empréstimo); Scott Carson (Derby, empréstimo); Aleix Garcia (sem clube).

Provável escalação (4-3-3): Ederson; Walker, Laporte, Aké e Mendy; Rodri, Gundogan e De Bruyne; Mahrez, Sterling e Aguero

 

A equipe de Guardiola não conseguiu manter a mesma regularidade que o Liverpool para brigar pelo título do campeonato passado e muito por conta dos problemas defensivos que a equipe apresentou. Primeiro pela falta de opções para a zaga, que fez o técnico ter que utilizar Fernandinho várias vezes na posição e segundo pela dificuldade da equipe em se defender de adversários que exploraram o contra ataque e as costas da defesa do City.

O clube trouxe Aké para aumentar as opções de Guardiola para o setor, resta saber se o técnico resolverá o problema da equipe em se defender de contra ataques. Outra contratação interessante da equipe foi o jovem ponta Ferran Torres que chega para suprir  a saída de Sané, o espanhol é um jogador muito técnico e de muito potencial.

A equipe segue como uma das melhores da liga quando o assunto é atacar. Pep consegue fazer sua equipe dominar completamente os adversários através da posse de bola. Contando com um elenco muito qualificado tecnicamente e com jogadores inteligentes taticamente seu jogo de posição consegue funcionar muito bem a ponto de mesmo se um jogador da equipe não fizer uma temporada tão boa ele ainda consegue terminá-la com ótimos números, por conta da alta produção de chances de gol da equipe. De Bruyne foi o melhor jogador da última edição da liga e o City tem nele uma liderança técnica e um dos jogadores mais criativos do campeonato. O belga será importante para que a equipe brigue pelo título novamente. A expectativa fica por conta de Bernardo Silva, o português teve uma temporada muito fraca e com a saída de David Silva sua responsabilidade dentro do time tende a crescer e ele precisa mostrar estar pronto para ajudar a equipe, seja jogando no meio de campo, seja aberto. A dificuldade que a equipe demonstrou para se defender de contra ataques não é um problema tão grave, até porque poucas equipes conseguiram explorar isso, mas num campeonato que tem exigido uma regularidade tão alta nos últimos anos para ser campeão, é importante que Pep solucione esse problema. Entretanto, mesmo com essa questão os Citizens também são candidatos fortes na briga pelo título.

Manchester United

 

Cidade: Manchester

Fundação: 05/03/1878

Técnico: Ole Gunnar Solskjaer

Estádio: Old Trafford

Posição na temporada passada:

Pelo que luta nessa temporada: Vaga em competição europeia

Principal jogador: Bruno Fernandes

Vale prestar atenção: van de Beek

Transferências:

– Chegaram:

Danny van de Beek (Ajax. €39m); Dean Henderson (Sheffield United, fim do empréstimo); Alexis Sánchez (Internazionale, fim do empréstimo); Crhis Smalling (Roma, fim do empréstimo); Marcos Rojo (Estudiantes, fim do empréstimo).

 – Saíram:

Camero Borthwick-Jackson (Oldham, custo zero); Alexis Sánchez (Internazionale, custo zero); Tahith Chong (Werder Bremen, empréstimo); Joel Pereira (Huddersfield, empréstimo).

Provável escalação (4-2-3-1): De Gea; Wan-Bissaka, Lindelof, Maguire e Shaw; Matic e Pogba; Greenwood, Bruno Fernandes e Rashford; Martial

            

Na edição passada os Reds Devils sofreram com a irregularidade, principalmente no primeiro turno, a chegada de Bruno Fernandes trouxe maior estabilidade e um maior nível de competitividade ao time de Solskjaer. Se as chegadas de Bissaka e Maguire no início da temporada foram importantes para melhorar o nível defensivo do time, a chegada do português elevou a qualidade do ataque com ele formando um quarteto de muita qualidade, ofensivdade e mobilidade com Rashford, Greenwood e Martial.

A chegada de van de Beek aumenta o leque de opções do técnico norueguês no banco, com o holandês e o brasileiro Fred sendo ótimas opções para adicionar algo novo ao time, junto com jogadores como Daniel James e McTominay. O retorno de Dean Henderson, após ótima temporada com o Sheffield United, traz uma sombra para De Gea que fez uma temporada irregular e abaixo do seu nível.

Com um 11 inicial cada vez mais qualificado, que ainda pode contar com a adição de um lateral esquerdo, Solskjaer tentará fazer com que a regularidade mostrada no retorno da Premier League passada torne se parte da equipe ao longo de todo o campeonato dessa temporada, para que assim os Reds Devils briguem pelo topo da tabela. O time tem uma ótima organização defensiva, tanto que terminou a última Premier League com a terceira melhor defesa. E o quarteto citado acima tornou o ataque do United muito móvel, com todos os quatro sem uma posição fixa durante as partidas, o que facilita a equipe a enfrentar defesa muito fechadas. O nível de futebol do quarteto também tirou um pouco das responsabilidades de Pogba, que retornou bem da lesão, que antes tinha que voltar para armar as jogadas e chegar ao ataque para construí-las, agora o francês pode focar mais em armar o jogo de trás, o que contribui muito para o seu jogo, pois permite que ele distribua a bola com mais liberdade e veja as defesas adversárias de frente. Caso consiga mostrar aquela segurança defensiva e poder de ataque ao longo de todo o campeonato o time pode ficar no G4 sem ser incomodado.

Newcastle United

 

Cidade: Newcastle

Fundação: 09/12/1892

Técnico: Steve Bruce

Estádio: St James’ Park

Posição na temporada passada: 13º

Pelo que luta nessa temporada: Meio de tabela

Principal jogador: Allan Saint-Maximin

Vale prestar atenção: Jamal Lewis

Transferências:

– Chegaram:

Callum Wilson (Bournemouth, €22,25m); Jamal Lewis (Norwich, €16,50m); Mark Gillespie (Motherwell, custo zero); Jeff Hendrick (Burnley, custo zero); Ryan Fraser (Bournemouth, custo zero); Jacoh Murphy (Sheffield Wednesday, fim do empréstimo); Achraf Lazaar (Cosenza, fim do empréstimo).

 – Saíram:

Jake Turner (Morecambe, empréstimo); Jack Colback (Nottigham Forest, custo zero); Freddie Woodman (Swansea, renovação do empréstimo); Jamie Sterry (sem clube); Rob Elliot (sem clube); Jetro Willems (Frankfurt, fim do empréstimo); Valentino Lazaro (Internazional, fim do empréstimo).

Provável escalação (5-4-1): Dubravka; De Yedlin, Schar, Lascelles, Fernandez e Lewis; Almirón, Hayden, Shelvey e Saint-Maximin; Joelinton/Wilson.

 

Os Magpies fizeram um campeonato mais tranquilo do que se esperava na edição passada. A escolha de Steve Bruce para substituir Rafa Benitez causou muita desconfiança aos torcedores, mas o experiente técnico inglês manteve a segurança defensiva que a equipe tinha com o técnico anterior. Seu principal problema foi fazer a equipe render ofensivamente, terminando o campeonato com o quarto pior ataque, com jogadores como Joelinton e Almirón rendendo aquém do que se esperava. A equipe teve uma melhora nesse sentido no retorno do campeonato, pós-paralisação por conta da pandemia, com Saint-Maximin conseguindo enfim transformar sua qualidade de dribles em jogadas que terminavam em gols e assistências.

A única saída importante no elenco foi a de Jetro Willems e a equipe buscou reforços pontuais bem interessantes, como Fraser e Wilson, para reforçar o ataque, com o inglês sendo uma sombra ao brasileiro Joelinton que não conseguiu causar um grande impacto na sua primeira temporada e o promissor lateral esquerdo Jamal Lewis, que conseguiu se destacar no Norwich e deve chegar para assumir a ala/lateral esquerda.

Por ter um estilo mais defensivo Steve Bruce deverá manter a escalação com três zagueiros que foi a mais utilizada na temporada passada e que deu bons resultados. Isso poderá ser bom para Jamal Lewis que é um lateral que tem um bom apoio e jogando como ala subirá com mais frequência ao ataque e poderá participar mais ativamente das jogadas da equipe. Fica o questionamento sobre como o técnico inglês armará a equipe do meio para frente, pois ele terá muitas opções em mãos. A formação mais provável é com uma linha de quatro no meio, com dois meias centrais e dois jogadores abertos, e apenas o centro avante no ataque. Jogando assim ele terá Saint-Maximin, Almirón e Fraser como as principais opções para jogar aberto e uma variedade de jogadores, com as mais diversas características, para formar a dupla de meias pelo centro, os mais indicados a começarem como titular são Hayden e Shelvey, com o primeiro entregando proteção a frente da área e chegada ao ataque e o segundo dando muita qualidade a distribuição de jogo da equipe e finalização de fora da área. Para a vaga de centro avante Bruce também poderá escolher jogadores de diversas características: Carroll para o jogo aéreo e o pivô, Wilson para a equipe ter um jogador de ótima finalização, Joeliton como um jogador com mais capacidade de sair da área e participar das jogadas e Gayle como um centro avante de velocidade e para atacar os espaços.

Steve Bruce tem um elenco qualificado e muito diversificado, ou seja, com qualidade para entregar mais do que entregou na última temporada. Entretanto, tendo pelo menos o mesmo desempenho que teve no campeonato passado o Newcastle ficará no meio de tabela sem passar qualquer susto.

Sheffield United

 

Cidade: Sheffield

Fundação: 22/03/1889

Técnico: Chris Wilder

Estádio: Bramall Lane

Posição na temporada passada:

Pelo que luta nessa temporada: Meio de tabela

Principal jogador: Sander Berge

Vale prestar atenção: Ethan Ampadu

Transferências:

– Chegaram:

Aaron Ramsdale (Bournemouth, €20,50m); Max Lowe (Derby, €3,85m) Jayden Bogle (Derby, €3,85m); Wes Foderingham (Rangers, custo zero); Ethan Ampadu (Chelsea, empréstimo); Ismaila Coulibaly (Sarpsborg, valor desconhecido); Oliver Burke (West Brom, valor desconhecido); Ravel Morrison (Middlesbrough, fim do empréstimo); Mark Duffy (ADO Den Haag, fim do empréstimo).

– Saíram:

Mark Duffy (Fleetwood, custo zero); Ismaila Coulibay (Beerschot, empréstimo); Jake Eastwoof (Kilmarnock, empréstimo); Luke Freeman (Nottigham Forest, empréstimo); Callum Robinson (West Brom, valor desconhecido); Dean Henderson (Man United, fim do empréstimo); Ricky Holmes (fim de carreira); Bem Heneghan (sem clube); Nathan Thomas (sem clube); Kieron Freeman (sem clube); Leon Clarke (sem clube) Ravel Morrison (sem clube); Panagiotis Retsos (Leverkusen, fim do empréstimo).

Provável escalação (5-3-2): Ramsale; Baldock, Basham, Egan, O’Connell e Stevens; Norwood, Berge e Fleck/Lundstram; McGoldrick e McBurnie

 

A campanha dos Blades no seu retorno à Premier League saiu muito melhor que a encomenda. A equipe de Chris Wilder teve um desempenho excelente, brigando por vaga em competição europeia até o fim do campeonato, se baseando numa defesa muito forte e numa maneira diferente de atacar, contando com o apoio dos zagueiros. A paralisação do campeonato fez a equipe perder o ritmo, tendo uma queda de desempenho no retorno da liga, mas o ótimo 9º lugar mostrou que a equipe tinha qualidade para jogar a competição

A principal perda para essa temporada foi a saída de Dean Henderson, após o fim do seu empréstimo. Mas a equipe repôs muito bem, trazendo o promissor Aaron Ramsdale, que conseguiu se destacar no Bournemouth. O time também reforçou a defesa buscando a dupla de laterais do Derby Max Lowe e Jayden Bogle e Ampadu do Chelsea, que também pode jogar no meio. A dupla de laterais permite que Chris Wilder tenha opções para Baldock e Stevens, os titulares das alas, possibilitando que eles tenham algum descanso ao longo da temporada, que promete ser intensa, mesmo sem a equipe estar em alguma competição europeia, por ela começar bem próxima da anterior e com menos tempo de descanso ao longo dela.

A equipe possui uma solidez defensiva muito grande, pela forma como a linha de 5 da defesa e a linha de 3 do meio conseguem trabalhar para fechar bem os espaços para os adversários, não à toa o time teve a quarta melhor defesa do campeonato passado. A questão que fica para essa temporada é o desempenho ofensivo do time. Os Blades tivera o quinto pior ataque da última edição do campeonato, com apenas 39 gols feitos e os artilheiros do time na liga tendo sido os atacantes Musset e McBurnie com 6 gols cada um. Isso foi reflexo da baixíssima produção ofensiva do time, que realizou em média apenas 9.3 chutes por partida. O time tem como principal forma de ataque as jogadas pelos lados do campo, que contam com as subidas dos alas e dos zagueiros que buscam troca de passes entre si e em alguns momentos contam com a participação do meia central do lado onde acontece a jogada, onde eles buscam passes geralmente pelo alto para a área para a dupla de ataque e o meia central do lado oposto da jogada tentarem concluir em gol.

O time precisa melhorar sua produção ofensiva para essa temporada e em Lundstram, Fleck e Berge a equipe tem um trio de meias que pode contribuir muito bem para isso, pois possuem qualidade para chegar ao ataque e contribuir para a construção ou a conclusão das jogadas. O time ainda busca um atacante no mercado, tendo havido rumores de Watkins, que acabou indo para o Aston Villa, e Brewster do Liverpool, ou seja, jogadores que podem adiciona qualidade nas finalizações. Um jogador desse tipo seria importante para fazer o time ter números ofensivos melhores nessa temporada. Será difícil que o Sheffield consiga repetir o desempenho da edição anterior, mas o trabalho de Chris Wilder é muito consistente e é bem provável que a equipe consiga fazer um bom campeonato e quem sabe terminando novamente na primeira parte da tabela.

Southampton

 

Cidade: Southampton

Fundação: 21/11/1885

Técnico: Ralph Hassenhüttl

Estádio: St Mary’s

Posição na temporada passada: 11º

Pelo que luta nessa temporada: Meio de tabela

Principal jogador: Danny Ings

Vale prestar atenção: Moussa Djenepo

Transferências:

– Chegaram:

Kyle Walker-Peters (Tottenham, €13,30m); Mohammed Salisu (Valladolid, €12m); Fraser Forster (Celtic, fim do empréstimo); Josh Sims (NY Red Bulls, fim do empréstimo); Harrison Reed (Fulham, fim do empréstimo); Guido Carrillo (leganés, fim do empréstimo); Wesley Hoedt (Antuérpia, fim do empréstimo); Mario Lemina (Fulham, fim do empréstimo); Cédric Soares (Arsenal, fim do empréstimo); Maya Yoshida (Sampdoria, fim do empréstimo).

 – Saíram:

Pierre-Emile Höjbjerg (Tottenham, €16,6m); Harrison Reed (Fulham, €6,5m); Mario Lemina (Fulham, empréstimo); Cédric Soares (Arsenal, custo zero); Jack Rose (Walsall, custo zero); Maya Yoshida (Sampdoria, custo zero); Kevin Danso (Augsburg, fim do empréstimo).

Provável escalação (4-4-2): McCarthy; Walker-Peters/Valery, Bednarek, Vestergaard e Bertrand; Armstrong, Ward-Prowse, Oriol Romeu e Redmond; Adams/Shane Long.

 

A temporada passada teve um começo muito complicado para o Southampton, com a equipe sofrendo uma das maiores goleadas da história do campeonato inglês ao perder em casa de 9 a 0 para o Leicester. Mesmo com esse vexame histórico, a diretoria resolveu acreditar no projeto de Hassenhüttl e a partida daquele momento técnico austríaco conseguiu recuperar o futebol da equipe que terminou num ótimo 11º lugar.

O único jogador importante que os Saints perderam até o momento foi Höjbjerg, que fora vendido ao Tottenham, mas num negócio que foi praticamente uma troca indireta de jogadores, já que o jovem Walker-Peters, que esteve emprestado ao clube na temporada passada foi contratado em definitivo e trás além de renovação a lateral direita, que teve a saída de Cédric para o Arsenal, também concorrência para o também jovem Valery. O promissor zagueiro Salisu que vem de uma boa temporada de La Liga jogando pelo Valladolid, é mais um que representa a renovação da defesa dos Saints.

Ralph Hassenhüttl aposta num futebol de alta intensidade, tanto com a bola, atacando de maneira vertical e veloz, como sem a bola, sempre pressionando o adversário ainda na defesa, tanto que foi a equipe com o terceiro número mais baixo de PPDA (8.26) que é uma métrica que mostra basicamente quantos passes um time permite que o adversário realize antes de realizar uma ação defensiva. O time se posiciona num 4-4-2 e na fase ofensiva tem um jogo associativo e muito móvel, buscando aproximações ao portador da bola para gerar opções de passes e ao mesmo tempo progressões rápidas ao ataque. Os meias que jogam abertos da linha de 4 tendem a fazerem o movimento em direção ao centro do campo, enquanto os laterais exploram os espaços gerados por essa movimentação deles. Os Saints terão em Ings, que foi espetacular na temporada passada, sua principal esperança de gols e em Ward-Prowse o responsável por organizar e distribuir o jogo a partir da sua posição de meia central além de qualidade na sua bola parada. Com um futebol ofensivo e intenso e com um time cada vez mais encaixado e compreendendo as ideias de Hassenhüttl o Southampton tem tudo para fazer uma Premier League muito mais tranquila do que foi a edição passada.

Tottenham Hotspur

 

Cidade: Londres

Fundação: 05/09/1882

Técnico: José Mourinho

Estádio: Tottenham Hotspur Stadium

Posição na temporada passada:

Pelo que luta nessa temporada: Vaga em competição europeia

Principal jogador: Harry Kane

Vale prestar atenção: Steven Bergwijn

Transferências:

– Chegaram:

Giovani Lo Celso (Real Bétis, €32m); Matt Doherty (Wolves, €16,8m); Pierre-Emile Höjbjerg (Southampton, €16,6m); Joe Hart (Burnley, custo zero); Kyle Walker-Peters (Southampton, fim do empréstimo); Cameron Carter-Vickers (Luton, fim do empréstimo).

– Saíram:

Kyle Walker-Peters (Southampton, €13,3m); Jan Vertonghen (Benfica, custo zero); Oliver Skipp (Norwich, empréstimo); Michel Vorm (sem clube); Giovani Lo Celso (Real Bétis, fim do empréstimo).

Provável escalação (4-2-3-1): Lloris; Doherty, Dier, Alderweireld e Davies; Winks e Sissoko/Lo Celseo; Lucas, Dele Alli e Son; Kane.

 

O começo da temporada passada foi um completo caos para o Tottenham, o clube que havia feito a final da última Champions League acabou tendo um começo de temporada terrível chegando a ficar próximo da zona de rebaixamento. Mesmo com a chegada de reforços de peso, como Lo Celso e Ndombélé, Pochettino não conseguiu extrair um bom futebol do time e acabou sendo demitido. Mourinho chegou para seu lugar e apesar de não causar uma grande revolução na equipe ou sequer melhorar tanto o futebol dos Spurs ele trouxe estabilidade para a equipe londrina que foi recompensada com a 6ª colocação e uma vaga na Europa League.

O fim do contrato do ídolo Vertonghen é o principal desfalque no elenco dos Spurs, mas Mourinho tem em Foyth e Tanganga uma jovem e promissora dupla de zaga reserva. Doherty chega do Wolves para tomar a vaga de titular da lateral direita de Aurier, oferecendo tanta qualidade no apoio ao ataque quanto o francês e Höjbjerg foi contratado junto ao Southampton para dar mais opções ao meio campo da equipe londrina que apesar de já ter uma boa quantidade de jogadores para o setor tem em Dier um jogador que Mourinho prefere usar como zagueiro e em Ndombélé alguém que não agradou ao técnico português e que deve ter poucas chances ao longo da temporada, isso se ele não for vendido.

Com José Mourinho a equipe do Tottenham ganhou mais equilíbrio e tornou-se uma equipe de solidez defensiva e velocidade na saída para o ataque, apoiando-se principalmente na velocidade de Lucas e Son pelos lados. O técnico português também foi o responsável por melhorar o desempenho de Dele Alli na temporada passada. Ao assumir o comando dos Spurs ele colocou Alli como meia atacante, jogando atrás de Kane, e isso fez o bom futebol do meia inglês reaparecer com o mesmo voltando a participar dos gols da equipe com frequência. Mourinho costuma escalar a equipe principalmente no 4-2-3-1, mas com o lateral direito tendo mais atribuições ofensivas que o esquerdo, o que explica o fato do time ter ido atrás de Doherty, que jogava de ala nos Wolves. O português contará com bons nomes no banco para tentar causar impacto durante os jogos, como Ryan Sessegnon, enfim bem fisicamente, o recém chegado Höjbjerg e, principalmente, Bergwijn, que será um sombra à titularidade de Lucas durante toda a temporada. Caso o time mantenha a sua solidez defensiva e o quarteto da frente mantenha o bom futebol que apresentaram quando estiveram juntos, o que leva a outro fator que é eles passarem longe das lesões, o Tottenham tem tudo para fazer uma campanha melhor e mais estável do que a da temporada passada. Um adendo importante a se fazer é para a falta de um centro avante para ser reserva de Kane. O inglês vem apresentando problemas de lesões à várias temporadas e quando o time ficou por um período grande sem jogar, durante a paralisação da pandemia, ao retornar Kane mostrou uma ótima forma tanto física quanto técnica, até por serem questões que se inter-relacionam. Essa temporada tende a ser bem intensa, então Mourinho tem que encontrar uma formar de não desgastar muito o principal jogador do seu time, para evitar perde-lo novamente por lesão, como os torcedores vem vendo acontecer ao longo das últimas temporada.

West Bromwich Albion

 

Cidade: West Bromwich

 Fundação: 01/11/1878

Técnico: Slaven Bilic

Estádio: The Hawthorns

Posição na temporada passada: 2º colocado na Championship

Pelo que luta nessa temporada:

Principal jogador: Matheus Pereira

Vale prestar atenção: Dara O’Shea

Transferências:

– Chegaram:

Grady Diangana (West Ham, €13,5m); Matheus Pereira (Sporting, €9,1m); Cédric Kipré (Wigan, €1,1m); David Button (Brighton, €1,1m); Callum Robinson (Sheff United, valor desconhecido); Oliver Burker (Alavés, fim do empréstimo).

 – Saíram:

Jonathan Leko (Birmingham, €1,1m) Nathan Ferguson (Palace, custo zero); Chris Brunt (Bristol City, custo zero) Alex Palmer (Lincoln City, custo zero); Oliver Burke (Sheff United, valor desconhecido); Matheus Pereira (Sporting, fim do empréstimo); Ali Al Habsi (fim de carreira); Gareth Barry (fim de carreira); Filip Krovinovic (Benfica, fim do empréstimo); Grady Diangana (West Ham, fim do empréstimo); Callum Robinson (Sheff United, fim do empréstimo).

Provável escalação (4-2-3-1): Johnstone; Furllong, Bartley, Ajayi e Gibbs; Sawyers e Livermore; Phillips, Matheus Pereira e Diangana; Robson-Kanu.

 

Na sua segunda temporada na Championship o West Bromwich conseguiu retornar a primeira divisão inglesa. Sob o comando do croata Slaven Bilic, que teve uma passagem marcante recente na Premier League no comando do West Ham, a equipe fez uma ótima campanha na segunda divisão, passando quase todo o campeonato entre as duas primeiras colocações, que classificam direto para a Premier League e terminando em segundo, garantindo assim o acesso.

Para essa temporada de retorno a equipe está fazendo apenas contratações pontuais, principalmente focando na manutenção de jogadores que foram importantes na temporada passada, como Diangana e Matheus Pereira. A perda mais notável do elenco foi a do ídolo Gareth Barry que se aposentou ao final da temporada passada.

Bilic costuma escalar a equipe no 4-2-3-1 e o seu trio de meias que joga atrás do centro avante será a principal arma da equipe para tentar evitar o bate-e-volta e permanecer na primeira divisão. Matheus Pereira joga como meia atacante, sendo o responsável pela armação da equipe, tendo realizado 16 assistências na Chamionship. O brasileiro tem muita técnica, criatividade e visão de jogo, sendo ótimo para realizar passes que quebram as linhas de marcação dos adversários. Diangana, que costuma jogar pela esquerda, é um ponta veloz, incisivo de muito bom drible e finalização e será importante para a equipe, que terá muito menos a bola do que teve na Championship e deverá apostar em mais jogadas de contra ataque e velocidade. Matt Phillips completa a linha pela direita e é um ponta que além de boa finalização também tem capacidade de armar o jogo e driblar. Os três serão os responsáveis de fazer com que a bola chegue ao centro avante do time, geralmente Robson-Kanu, trabalho esse que será mais difícil nessa temporada pelo nível de exigência da liga. O principal objetivo de Bilic será manter a equipe na primeira divisão e para isso precisará garantir boa solidez defensiva, que costuma ser a chave para não ser rebaixado, ser perder a boa qualidade que a equipe possui para atacar.

West Ham

 

Cidade: Londres

Fundação: 29/06/1895

Técnico: David Moyes

Estádio: Olímpico de Londres

Posição na temporada passada: 16º

Pelo que luta nessa temporada: Meio de tabela

Principal jogador: Declan Rice

Vale prestar atenção: Jarrod Bowen

Transferências:

– Chegaram:

Tomas Soucek (Slavia Praga, €16,2m);  Sead Haksabanovic (Norkoping, fim do empréstimo); Jordan Hugill (QPR, fim do empréstimo); Josh Culler (Charlton, fim do empréstimo); Grady Diangana (West Brom, fim do empréstimo); Roberto (Alavés, fim do empréstimo).

 – Saíram:

Grady Diangana (West Brom, €13,5m); Albian Ajeti (Celtic, €5,5m); Jordan Hugill (Norwich, €3,3m); Roberto (Valladolid, custo zero); Pablo Zabaleta (sem clube); Carlos Sánchez (sem clube); Tomas Soucek (fim do empréstimo).

Provável escalação (4-2-3-1): Fabianski; Fredericks, Diop, Ogbonna e Cresswell; Rice e Soucek; Bowen, Noble e Fornals/ Felipe Anderson; Antonio/Haller

 

A temporada passada foi muito frustrante para o West Ham. A equipe investiu em grandes contratações e no experiente Manuel Pellegrini para ser o técnico da equipe e tentar fazê-la brigar por vaga em competições europeias, mas o desempenho foi tão ruim que a equipe acabou lutando contra o rebaixamento. A chegada de David Moyes não melhorou muito o desempenho da equipe com ela apenas se salvando da queda apenas na reta final do campeonato.

Os Hammers estão fazendo uma janela de transferência muito mais tímida, em comparação com as janelas das últimas temporadas. Com o principal negócio sendo a compra definitiva de Soucek que teve um ótimo impacto na equipe. A equipe se desfez de alguns jogadores que não tinham espaço na equipe, como Zabaleta, Diangana e Carlos Sánchez.

A manutenção de David Moyes como técnico para a essa temporada não traz uma expectativa muito alta para o time, pelo escocês não fazer um bom trabalho desde sua época de Everton e pelo fraco futebol apresentado pelo time na sob seu comando no campeonato passado. O desempenho relativamente bom que foi suficiente para a equipe escapar do rebaixamento foi muito mais uma questão de encaixe e desempenho individual dos jogadores do que uma ideia clara de jogo. Soucek se firmou como um ótimo parceiro de Rice na volancia, mostrando segurança defensiva, bom passe e ótima chegada ao ataque, Bowen conquistou a titularidade da ponta direita e deu mais qualidade a um setor de ataque que vinha estando apagado ao longo da temporada e Antonio ganhou a vaga de centro avante titular mostrando sua característica entrega, muita força física e ótimo jogo aéreo. Claro que estando na equipe desde o começo da temporada, Moyes pode melhorar o jogo coletivo do time, principalmente defensivamente onde a equipe apresenta dificuldades à algumas temporadas, m as seus últimos trabalhos mostram que com ele o West Ham deve no máximo ficar no meio da tabela. O que é pouco para um time que investiu tanto.

Wolverhampton Wanderers

 

Cidade: Wolverhampton

Fundação: 13/01/1877

Técnico: Nuno Espírito Santo

Estádio: Molineux Stadium

Posição na temporada passada:

Pelo que luta nessa temporada: Vaga em competição europeia

Principal jogador: Raul Jiménez

Vale prestar atenção: Daniel Podence

Transferências:

– Chegaram:

Fábio Silva (Porto, €40m); Marçal (Lyon, €2m); Matija Sarkic (Aston Villa, custo zero); Vitinha (Porto, empréstimo); Hélder Costa (Leeds, fim do empréstimo); Léo Bonatini (Vitória SC, fim do empréstimo); Roderick Miranda (Famalicão, fim do empréstimo); Ryan Bennett (Leicester, fim do empréstimo).

 – Saíram:

Hélder Costa (Leeds, €17,7m); Matt Doherty (Tottenham, €16,6m); Jordan Graham (Gillingham, custo zero); Ming-Yang Tang (Grasshoppers, custo zero); Will Norris (Burnley, valor desconhecido); Connor Ronan (Grasshoppers, empréstimo); Morgan Gibbs-White (Swansea, empréstimo); Matija Sarkic (Shrewsbury Town, empréstimo); Bruno Jordão (Famalicão, empréstimo) Phil Ofosu-Ayeh (sem clube).

Provável escalação (3-5-2): Rui Patrício; Boly, Coady e Saiss/Marçal; Traoré, Dendoncker, Neves, Moutinho e Jonny; Jota e Jiménez.

 

Foi mais uma temporada de alto nível dos Wolves, o time mostrou novamente muita regularidade, qualidade, inclusive para enfrentar as equipes mais fortes do campeonato e terminou numa ótima sétima colocação. O time não conseguiu se classificar para alguma competição europeia e principalmente por ter caído um pouco no seu desempenho na volta do campeonato, perdendo inclusive confrontos diretos contra Sheffield e Arsenal que o impossibilitaram de permanecer na zona de classificação para a Europa League. Mas mesmo assim foi mais uma ótima campanha do time de Nuno Espírito Santo.

O time trouxe poucos jogadores nessa janela, mas fez um bom negócio ao trazer o lateral esquerdo brasileiro, que também joga na zaga, Marçal que fez uma ótima Champions League e apostou alto no promissor Fábio Silva, atacante de 18 anos que chega do Porto tendo custado €40 milhões. Nuno teve uma perda nessa janela que foi a saída de Doherty. Quem costumava substituir o irlandês quando ele não jogava era Traoré, mas com o atacante espanhol se firmando cada vez mais no setor ofensivo é mais provável que o técnico português vá buscar um ala/lateral ainda nesse mercado.

A qualidade defensiva da equipe de Nuno chama a atenção, tanto que ela foi a quinta melhor defesa do último campeonato. E suas transições ofensivas se tornaram ainda mais perigosas com o crescimento do futebol de Adama Traoré. Seja jogando numa dupla com Jiménez ou num trio de ataque com ele, o mexicano e Diogo Jota, Traoré deixou o ataque dos Wolves ainda mais perigoso, graças a sua incrível velocidade e excelente capacidade de drible. Nuno Espírito Santo montou um Wolverhampton muito sólido na defesa, perigoso nas transições e que vem melhorando cada vez mais peças disponíveis no banco, principalmente no setor de ataque. A equipe é muito qualificada e muito bem treinada e estando fora de competições europeia pode aproveitar que todos os times do Top 6 irão disputar algum campeonato continental para tomar isso como mais uma vantagem e entrar mais forte ainda na disputa por uma vaga no G6.

 

Matéria feita em colaboração com Thiago Zumpichiate.

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Postado por Wallas Vieira Técnico em Edificações, cursando Administração. Torcedor de Flamengo e Liverpool. Fã da intensa Premier League e do tático campeonato italiano. Gosta de táticas, crônicas e número sobre o futebol.