Guia 4-3-3 do Brasileirão 2018 – Atlético Paranaense
1 de abril de 2017

 

Diferente da montanha russa de 2017, o Atlético PR almeja um ano de maior regularidade e com maiores conquistas.

Superando as incertezas e com um calendário – teoricamente – mais apertado, o Furacão deu início ao ano com novos ares e trilhas. Primeiro, a contratação de Fernando Diniz, não apenas como técnico, mas gestor do Departamento de Futebol de maneira integral, na tentativa de implementar uma filosofia uníssona em todas as categorias do clube.

Além da contratação do treinador, o time acertou a renovação e manutenção de algumas peças importantes do elenco, como Lucho González, Jonathan, Thiago Heleno, Guilherme e Felipe Gedoz. Trouxe para o time principal, ainda, os atletas Raphael Veiga, Bruno Guimarães, Camacho e Bergson, para disputar as competições de 2018.

No extracampo, a melhor notícia para os jogos na Arena da Baixada é o “acordo de paz”, mediado pelo Ministério Público, entre a principal torcida organizada do rubro-negro, Os Fanáticos, e a diretoria. Outrora banida das arquibancadas, a torcida pode voltar a usar seus adereços, baterias, bandeiras e demais equipamentos nos dias de jogos – em especial as emblemáticas caveiras que rondam o setor sitiada por ela. Tal atitude já rendeu melhoras no público do estádio: contra o São Paulo e Coritiba, pela Copa do Brasil e final do Paranaense, respectivamente, cerca de 25 mil adeptos compareceram às tribunas.

Torcida poderá frequentar a Arena da Baixada.

No início das atividades do futebol no ano, o Furacão manteve a tradição de usar o campeonato Paranaense para dar rodagem a jovens atletas.  Contudo, dessa vez, houve a integração de quatro atletas que superam os 23 anos de idade, que buscavam se firmar no time principal: Ederson, Deivid, Emerson e Pierre.

O CAP utiliza a estratégia de jogar o estadual com uma equipe de aspirantes desde 2013. Entretanto, o triunfo de 2018 deu boas esperanças aos torcedores: melhor campanha geral, melhor ataque, melhor defesa, com o artilheiro (Ederson)  e craque do campeonato (João Pedro), bem como o título em cima do maior rival, Coritiba.

O elenco dos jovens atletas foi comandado pelo treinador de 38 anos de idade, Tiago Nunes, que já demonstrou interesse em permanecer na comissão técnica da equipe.

Por outro lado, o time principal se mantém estável, apesar das adversidades na única competição em que entrou em campo, a Copa do Brasil. Sob a batuta de Fernando Diniz, o escrete atleticano superou as três fases iniciais do campeonato, sem, no entanto, apresentar vitórias convincentes e com penosa aptidão física nos finais das partidas, causada pela pouca rotina de jogos, o que pode preocupar no começo do Brasileirão.

Eliminando Caxias, Tubarão/SC e Ceará, a equipe atleticana também bateu o São Paulo no primeiro jogo da quarta fase da Copa, mostrando evolução no estilo de jogo proposto por Diniz.

Com o final do Paranaense, a probabilidade de integração de alguns atletas que disputaram a competição se torna motivo de apreensão e esperança no andar da jornada. Nomes fortes para “subir” ao time principal são os zagueiros Zé Ivaldo e Leo Pereira, os laterais Renan Lodi e Diego, o volante Bruno Guimarães – um dos melhores na competição e com estilo de jogo que se aproxima da filosofia do atual treinador -, os meias Marcinho – emprestado pelo São Bernardo -, Matheus Anjos e João Pedro – joias da base rubro-negra – e o atacante Ederson.

João Pedro foi eleito o melhor jogador do Campeonato Paranaense.

Assim, o Atlético deve ter um elenco próximo de 30 atletas, que provavelmente sofrerá reduções no decorrer da temporada e com a abertura da janela de transferências de inverno.

Além do Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, o Furacão também terá a Copa Sul-americana pela frente, o que pode fazer com que o clube rotacione os jogadores na Liga, fato já presenciado em outras oportunidades, como por exemplo no ano passado, devido à presença do clube na Libertadores.

Assim, é possível dizer que o time base do Atlético-PR para a temporada seja: Santos (Felipe Alves/Léo); Thiago Heleno (Zé Ivaldo), Pavez (Bruno Guimarães) e Paulo André (Wanderson/Léo Pereira); Carleto (Renan Lodi) e Jonathan (Diego); Lucho González (Camacho) e Raphael Veiga (Rossetto); Nikão (João Pedro), Felipe Gedoz (Pablo/Marcinho) e Guilherme (Matheus Anjos) e; Bergson (Ederson/Ribamar).

As indenfinições quanto as posições dos atletas também pode ser um problema no começo dos trabalhos. Isso porque, não rara as vezes em que Pablo é utilizado como centroavante, Raphael Veiga como segundo volante, e outras improvisações já realizadas por Diniz. Quanto a presença de um volante na linha de defesa, tal fato já é marca registrada nos trabalhos do treinador e, até o momento, mostra ser uma aposta efetiva na saída de bola e na recuperação da jogada.

Portanto, o clube paranaense pode alçar bons vôos com a nova estruturação da equipe e da organização técnica. Contudo, evidentemente que o trabalho estará sujeito ao alinhamento e à assimilação da reunião dos dois elencos – aspirante e principal – com as propostas de jogo, bem como aos resultados imediatos e a médio prazo, que sempre podem interferir, especialmente no futebol brasileiro, na continuidade de um projeto.

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Postado por Luan Manicka Estudante de Direito. Acostumado desde pequeno a assistir jogos na Arena da Baixada, onde o fanatismo por futebol começou. De estadual, até as ligas europeias em um final de semana. Cornetada aqui, elogio ali e algumas opiniões mais ácidas.