Guia 4-3-3 do Brasileirão 2018 – Paraná
13 de abril de 2017

 

O ano até aqui:

Depois de 10 anos na Série B, o Paraná finalmente conseguiu retornar a elite em um ano para ficar guardado na memória dos torcedores. Com uma campanha quase perfeita como mandante (78,9% de aproveitamento), a equipe ficou no 4° lugar da competição, conquistando o acesso na penúltima rodada, com a vitória diante do CRB, no Rei Pelé. Além da excelente campanha na Segunda Divisão, o Tricolor da Vila também conseguiu uma boa campanha na Copa do Brasil, chegando até a fase de Oitavas de Final, deixando clubes da Série A pelo caminho; e também na Primeira Liga, onde conseguiu eliminar o Flamengo antes de ser eliminado nas duas competições pelo Atlético-MG.

Porém, após o final da competição, a realidade financeira do clube voltou a se mostrar. Com um orçamento baixo para a disputa do Paranaense e vários contratos encerrando no final do ano, o Paraná não conseguiu concorrer com as outras propostas e perdeu quase todos os jogadores titulares, permanecendo atualmente no elenco apenas o goleiro Richard, o lateral Igor e o volante Leandro Vilela. Tendo que remontar o elenco, o Paraná seguiu a fórmula que deu certo em 2017, apresentando um pacotão de reforços com salários menores para a disputa do estadual, utilizando a competição como um laboratório para testes de jogadores, além de recontratar o treinador Wagner Lopes, que esteve no clube no início do último ano, saindo após receber uma proposta do Albirex Niigata pouco antes do brasileiro. Infelizmente, a grande maioria dos jogadores contratados não conseguiu mostrar um bom futebol, e o time teve um péssimo desempenho na Taça Dionísio Filho, o 1° turno do Paranaense,  a equipe acabou terminando na lanterna do grupo, com apenas 5 pontos em 6 jogos. O baixo aproveitamento somado com o mau desempenho técnico da equipe acabou causando a troca da comissão técnica, logo após o término da fase inicial do estadual.

Uma semana depois, para piorar a pequena crise vivida pelo tricolor, ainda foi eliminado precocemente na Copa do Brasil pelo Sampaio Corrêa. Já com o novo treinador, Rogério Micale, contratado dois dias após o confronto contra o time maranhense, a equipe iniciou a Taça Caio Júnior  (2° turno da competição estadual) com uma motivação renovada para buscar o título que leva o nome de um dos maiores ídolos do clube. Apresentando um futebol muito mais vistoso, a equipe cresceu de rendimento, passando com facilidade pelo grupo e terminando na liderança com 13 pontos em 5 jogos. Na semifinal, a Gralha recebeu o Londrina em jogo único na Vila Capanema. Após uma pressão inicial, o meia Carlos Eduardo se lesionou, mostrando a fragilidade do elenco paranista, que esteve incapaz de criar jogadas ofensivas após a saída do jogador. Com um empate no tempo regulamentar, o Tubarão levou a melhor nos pênaltis, encerrando ali a participação do Paraná no Campeonato Paranaense.

Expectativas:

Apesar da melhora e da invencibilidade na fase final do Paranaense, o futebol apresentado durante os 3 primeiros meses do ano foi abaixo do esperado pela torcida, mostrando uma necessidade urgente de reforços mais renomados e experientes para o Brasileirão, onde o nível técnico é muito maior. Mesmo com alguns pontos positivos, como o meia Carlos Eduardo e o treinador Micale, o elenco ainda se mostra muito frágil, principalmente no sistema defensivo e no meio ofensivo. Os zagueiros Neris e Charles, contratados para serem titulares, além do remanescente Rayan, não conseguiram mostrar consistência, alternando entre altos e baixos, com 13 gols sofridos em 14 jogos no ano, entre estadual e Copa do Brasil. Nos últimos dias, foram apresentados os zagueiros Cleber Reis e Jesiel, o volante Caio Henrique e os atacantes Silvinho, Luan Viana, Rafhael Alemão e Leo Itaperuna. O foco é se manter na primeira divisão

Time base:

O time base do Paraná para buscar a permanência é: Richard; Alemão, Cleber Reis, Jesiel e Mansur; Leandro Vilela, Jhonny Lucas, Caio Henrique e Carlos Eduardo; Vitor Feijão e Carlos.

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Postado por Thiago Souza