Guia 4-3-3 do Brasileirão 2018 – Palmeiras
13 de abril de 2017

 

O 2018 do Palmeiras começou com altos e baixos. Líder do Campeonato Paulista na primeira fase, e acima de tudo apresentando um bom futebol, o time alviverde vive seu momento de maior instabilidade no ano, justamente por ter perdido de maneira melancólica a final em casa. O jogo, vale lembrar, não acabou dentro das quatro linhas, com o presidente e o departamento jurídico do clube disparando duras críticas à FPF e acusando o árbitro da partida, Marcelo Aparecido de Souza, de ter mudado sua opinião com interferência externa no lance capital da segunda perna da final.

Se a conturbada vida de bastidores do time atrapalhará o elenco é questão de debate, fato é que na primeira partida após a final, contra o Boca Juniors em São Paulo, o time palestrino (assim como os xeneizes) apresentaram um futebol lastimável, ambos fazendo seus solitários gols nos minutos finais com erros cruciais dos zagueiros. Entretanto, os dois outros jogos da equipe alviverde pela competição foram vencidos com pouca complicação, fazendo com que o resultado da última quarta-feira, mesmo não tendo sido o ideal, não prejudique muito as aspirações da equipe na competição.

Mas voltando ao foco, como foi a preparação e o que o torcedor do Palmeiras pode esperar do campeonato que coloca comida na mesa durante o ano inteiro? É ponto comum nas análises de que o Palmeiras é um favorito ao título, é o que se espera do time que mais investe quantitativamente e qualitativamente no país, mas o time paulistano agrega o que é necessário para de fato ser um postulante ao título? Ora, Roger ainda não tem uma máquina nas mãos, mas com a quantidade de jogadores bons é esperado que o grupo consiga vencer muitos jogos mesmo não apresentando um bom futebol.

O técnico apresenta desde o início do campeonato um plano de jogo bem definido: 4-3-3 com volantes que priorizam a técnica ao combate, alas muito acionados projetando-se e ampliando o campo de defesa adversário. Dois pontas móveis e Borja no ataque pressionando muito a defesa adversária. A estratégia está definida e os time titular em boa medida, entretanto, o Palmeiras atingiu já o ponto necessário para realmente entrar forte no Brasileirão?

Na minha opinião ainda não. O time apresenta sérios problemas defensivos, justamente na cobertura dos laterais e a dupla de zaga não passa a segurança necessária para se jogar com dois volantes que marcam pouco. Thiago Martins e Antonio Carlos aparentam ser jogadores que tem muito espaço para crescer e dada a confiança necessária do técnico é possível que se tornem bons zagueiros, entretanto, erros recorrentes atrapalham a evolução e a torcida começa a perder a paciência. Também é importante lembrar que os testes dos outros quatro zagueiros do time foram escassos e em situações de baixa competitividade.

A decepção do ano ficam a cargo dos que deveriam ser os dois principais jogadores ofensivos do Palmeiras: Dudu e Lucas Lima. Se ao primeiro nunca faltou entrega nem vontade nos jogos, também a técnica e qualidade acima da média que pontuam sua passagem pelo Palmeiras estiveram em falta durante o Paulistão, fazendo muitos jogos realmente fracos, e nas finais pouco produziu, embora tenha sido o jogador mais acionado. Lucas Lima é um jogador que possui qualidade técnica, no entanto, suas oscilações, na idade que ele está, não podem mais ser aceitas. Um jogador contratado para ser o comandante do meio campo do clube precisa ser efetivamente cobrado durante a competição a apresentar um desempenho constante.

Lucas Lima e Dudu: dupla precisa ser mais constante.

O Palmeiras almeja o título, e diferentemente de 2017 chega de fato com um plano de jogo definido e um técnico que já conhece bem o elenco. Tudo isso pode ser um diferencial no primeiro quarto do campeonato, onde uma boa arrancada pode definir o rumo da equipe no resto do ano. A Libertadores teoricamente deveria atrapalhar, mas por ser uma competição diluída durante o ano todo e com a quantidade de jogadores que o Palmeiras tem não pode ser uma desculpa para um eventual fracasso. O ano de 2018 do Palmeiras também é um ano eleitoral, com eleições devendo ocorrer no fim do campeonato, nos meses de novembro e dezembro, algo que pode tumultuar o ambiente do clube na reta final da competição.

Time base: Jailson; Marcos Rocha, Antonio Carlos, Thiago Martins, Victor Luís (Diogo Barbosa); Bruno Henrique, Felipe Melo, Lucas Lima; William (Keno), Borja e Dudu.

Folheie o álbum 4-3-3 completo

 

Avatar
Postado por Vito Villar Fanático assumido do ludopédio, não passa de um mendigo do bom futebol. Apaixonado por alguns times, e principalmente pelo campeonato italiano e inglês. Quando tem tempo, estuda Relações Internacionais.