Guia 4-3-3 do Brasileirão 2018 – Internacional
13 de abril de 2017

 

Após o pior biênio da sua história, o Internacional vem em 2018 com objetivos muito mais modestos do que sua história pode sugerir. A reconstrução planejada pela diretoria que assumiu o clube no ano passado faz com que os gastos sejam modestos e as investidas sejam mais eventuais do que de costume, onde o Inter atuava fortemente no mercado e sempre era tido como um dos favoritos no campeonato. O guia do Internacional do Blog 4-3-3 vai te deixar por dentro de como o colorado mais querido do Brasil está na temporada e quais são as grandes expectativas dos rubros do sul do Brasil.

Incertezas no estadual

A preparação pro Campeonato Gaúcho de 2018 começou quando, após a última rodada da segunda divisão do ano passado, o clube anunciou Odair Hellmann, seu auxiliar técnico de muitos anos, como treinador efetivado da equipe. Com poucos reforços – Patrick (ex-Sport) e Roger (ex-Botafogo) os mais renomados – o Internacional buscava, na competição, encontrar um padrão de jogo, coisa que não aparecia nas bandas do Estádio Beira-Rio há muito tempo. A ideia era usar o estadual e as primeiras fases da Copa do Brasil como laboratório preparatório para o grande desafio da temporada: o Brasileirão.

Após um começo oscilante, o Inter conseguiu encontrar um bom padrão de jogo e exibir um bom futebol. O desafio maior seria o clássico Gre-Nal, pois além de ser um time de primeira divisão, o primeiro adversário desse porte da temporada, tratava-se do maior rival e numa fase absolutamente fantástica, coroada por títulos recentes. As duas derrotas nos clássicos serviram de alerta para os problemas, mas acabaram, no imediatismo do futebol nacional, deixando uma má impressão do time colorado, com as pessoas em geral subestimando o elenco.

Velocidade como trunfo, defesa um pouco confusa

Com uma estruturação tática voltada para a saída em velocidade, o ataque colorado pelas pontas do campo transformou-se num trunfo muito positivo na temporada. A chegada de Patrick e o reposicionamento de Pottker fizeram com que o ataque colorado ficasse muito veloz, confundindo os adversários e fazendo os contra-ataques com muita fluidez e objetividade. O surgimento de Iago, lateral esquerdo que substituiu o lesionado Uendel e não perdeu mais a posição, foi fundamental para que o time ganhasse essa velocidade, uma vez que o jovem lateral se projeta ao ataque com facilidade e combina com o meio de campo, especialmente com D’Alessandro, dando uma opção muito qualificada no ataque.

Odair segue buscando equilíbrio no Internacional.

Se na frente não há grandes problemas, atrás não é bem assim. A dupla de zaga do ano passado – Klaus e Cuesta – não conseguiu repetir as boas atuações e foi desmanchada, com Klaus dando lugar a Rodrigo Moledo, repatriado. Ainda assim, o sistema defensivo como um todo não é confiável, é muito confuso e dá muito espaço pros adversários. Um exemplo claro foi o segundo dos três Gre-Nal, onde o ataque do Grêmio pôde transitar com facilidade na defesa do Inter no jogo e acabou fazendo três gols. Fabiano, contratado para lateral direita, também não é confiável e o time precisa urgentemente de reforços no setor.

Reencontro com a história: o Brasileirão de 2018 pro Inter

De volta à elite após o amargo ano na segunda divisão, o primeiro objetivo do Inter é não ser rebaixado. Não porque o time é candidato ao rebaixamento, mas sim pela segurança de não passar por tudo que passou duas temporadas atrás, onde o time também não era tão ruim pra disputar permanência na série A, e ainda assim não conseguiu se manter. Após a manutenção, os colorados ficariam extremamente contentes se assegurassem uma vaga em competições internacionais, que o Inter não dá as caras desde a Libertadores em 2015. Um lugar entre os classificados à Sul-Americana já seria uma campanha digna, embora exemplos recentes de times não tão qualificados se classificando à Libertadores devido à alta quantidade de vagas faça com que os vermelhos possam sonhar com um lugar na competição de clubes mais importante das Américas.

Time base:

Danilo Fernandes; Fabiano, Victor Cuesta, Rodrigo Moledo e Iago; Rodrigo Dourado e Edenilson; Pottker, D’Alessandro e Patrick; Leandro Damião.

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Postado por Diestéfano Oliveira Nascido em 1996, estudante de Engenharia Metalúrgica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Amante do futebol sul-americano em geral.