Guia 4-3-3 do Brasileirão 2018 – Corinthians
14 de abril de 2017

 

Se em 2017 o Corinthians chegou para a disputa do Campeonato Brasileiro como azarão, na atual temporada os comandados de Fábio Carille iniciam a competição entre os favoritos ao título. A mudança de patamar, no entanto, não tem necessariamente a ver com reforços ou uma qualificação expressiva do plantel. O que se vê é a continuidade do trabalho e a competência mantida – o clube venceu o bicampeonato paulista no início do ano.

Apesar da moral em alta para o início do maior torneio de pontos corridos do país, o Timão vai ter de lidar com alguns graves problemas se quiser conquistar o octa. Como esperado, o título do ano passado acabou fazendo com que as principais peças da equipe atraíssem o interesse do exterior. Carille perdeu, então, nomes como Guilherme Arana e Jô, essenciais na campanha. O zagueiro Pablo também deixou o clube, sem acordo por uma renovação.

Repor essas três peças tornou-se a prioridade alvinegra para 2018. De início, Juninho Capixaba chegou para suprir a lacuna na lateral-esquerda e Henrique passou a ocupar o lugar deixado por Pablo. Enquanto o zagueiro rapidamente se acertou, o jovem lateral ex-Bahia sentiu a pressão e acabou indo para o banco. Imediatamente, a diretoria corinthiana buscou o plano B: Sidcley.

Com o lado esquerdo da defesa refeito e encaixado, restava o ataque. E ainda resta. Sem encontrar um nome para substituir Jô, o Corinthians inicia o campeonato com o mesmo problema que teve de lidar durante todo o Paulistão: a falta de uma referência. Com Kazim contestadíssimo, Júnior Dutra e Emerson Sheik, dois reforços da temporada, foram as alternativas. Nenhum, no entanto, teve grande sucesso. Caso não chegue outro nome, a tendência é que Matheus Matias, jovem atacante que veio do ABC, ganhe oportunidades.

Se no ataque os problemas permanecem, no setor de meio campo o Timão manteve seu bom leque de jogadores. Atualmente, é possível falar que Carille tem mais opções para essa parte do time do que em 2017. Ralf, Renê Júnior e Mateus Vital chegaram para encorpar o elenco, que perdeu apenas Camacho, envolvido na troca por Sidcley. Os dois volantes foram importantes no Paulistão e dão opções de muita qualidade para as vagas de Gabriel e Maycon (esse, no entanto, parece próximo de uma negociação com o Shkhtar Donetsk).

O ex-vascaíno, por sua vez, já caiu nas graças da torcida, ganhou importância e é uma espécie de coringa para os vários esquemas alvinegros. Além disso, dá uma opção interessante de descanso para Jadson, que deve ser menos utilizado nesse ano, podendo se manter melhor fisicamente para decidir algumas partidas. Marquinhos Gabriel também pode ser muito útil, assim como o próprio Sheik, que possibilidade outros desenhos táticos.

Mateus Vital dá opções interessantes para Carille no Corinthians.

Além dos reforços, a temporada deve ser marcada por uma utilização ainda mais constante de Pedrinho, que aparenta estar cada vez mais pronto para grandes partidas. Sendo assim, cresce também o leque ofensivo de Carille, um pouco contestado mesmo com o título, em 2017.

Com a solidez defensiva mantida, a força da Arena, o espírito de campeão e a frieza da equipe, o Corinthians chega podendo ser apontado como um dos favoritos ao título do Brasileirão. As chances alvinegras só não são maiores pela falta de um centroavante, que deve pesar muito contra o time do Parque São Jorge.

Até o momento, o time base de Carille é escalado em um 4-2-4, sem referência no ataque: Cássio; Fagner, Balbuena, Henrique e Sidcley; Gabriel (Ralf) e Maycon (Renê Júnior); Romero, Vital, Rodriguinho e Clayson.

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Postado por Andrew Sousa Formado em Jornalismo justamente pela paixão pelo esporte, sente enorme prazer em poder escrever sobre o que ama. Apaixonado por um bom domínio e alguns jogadores ruins, vive o futebol desde o primeiro dos seus 23 anos.