Guia 4-3-3 do Brasileirão 2018 – Atlético Mineiro
14 de abril de 2017

 

Temporada até aqui

Ano após ano, os campeonatos estaduais são o trailer divulgado antes do lançamento de um grande filme, que gera reação no seu público. Esta reação pode vir cheia de expectativa, que o faz planejar a épica celebração de grandes títulos, mas pode gerar também apreensão e insegurança para os próximos 8 meses. O release emitido pelo Galo é preenchido destes dois sentimentos. Em poucos meses de 2017, muita coisa já aconteceu na Cidade do Galo. Entrada de novo presidente, confusão do técnico com um jornalista, contratações, afastamentos, temor pelo pior e até mesmo esperança um título (por que não?) – não exatamente nesta ordem.

Esse pequeno, mas já turbulento ano é a imagem que o Atlético imprime para a temporada 2018. Exatamente tudo pode acontecer. O time base atual já não é o mesmo que iniciou a temporada, e pode não ser o mesmo time titular nos próximos três meses. A temporada em Vespasiano começou muito mal: sob o comando de Oswaldo de Oliveira, o Galo teve o segundo pior início da década no campeonato mineiro – 5 pontos em 4 jogos -, sem exibir indícios de melhoria no futebol do clube. Aliado à mudança brusca de elenco na virada do ano, com as saídas de Marcos Rocha, Fred e Robinho, o novo Atlético demonstrava pouquíssimos sinais de reação e competitividade nos grandes cenários para 2018.

Enquanto a diretoria não achava um técnico consolidado para tocar em frente os projetos do clube, Thiago Larghi, nas funções de interino, produziu rapidamente efeitos no time: o Atlético esboçava uma filosofia de jogo, baseada em contra-ataques rápidos, que surtiram efeito imediato, engatando uma sequência longa de resultados que deram esperança ao torcedor para a decisão do Campeonato Mineiro que se aproximava, conseguindo até mesmo uma vitória no primeiro jogo da final.

Thiago Larghi se mostrou promissor no início de seu trabalho.

A derrota na finalíssima do estadual e para o misto time do San Lorenzo (ARG), pela Copa Sul-Americana, ressaltam as vulnerabilidades deste time, que deixa dúvidas para a temporada que se inicia.

Pontos negativos

Defesa: Se quiser buscar resultados em 2018, o Galo precisará definitivamente melhorar a defesa, consideravelmente lenta. Apesar dos números nem tão ruins assim – 14 gols sofridos em 22 jogos -, foram 6 gols nos últimos 8 jogos. Larghi e sua equipe devem dar atenção ao sistema defensivo, que passa por muitas dificuldades e deve ganhar caras novas para reforçar a equipe nos próximos dias.

Criação de jogadas

Se por um lado a reformulação do elenco rejuvenesceu a equipe – que era uma de maiores faixas etárias no Brasileirão – trazendo jogadores jovens e rápidos, por outro tal mudança representou gerou mudança no estilo da equipe. O “Galo Doido” de intensidade e pressão alta deu espaço a um time mais reativo, mas o elenco anda sofrendo para gerar oportunidades claras de gol.

Elenco enfraquecido: 2017 foi um ano frustrante para o Atlético: gastos elevadíssimos na busca de títulos que não vieram. Isso exigiu uma nova postura para 2018, visando manter a saúde financeira da equipe. Essa política da nova diretoria resultou em um elenco de poucos nomes de qualidade e referência técnica, expondo a fragilidade já existente no time titular, que fica maior ainda quando se olha para o banco de reservas.

Pontos Positivos

Bolas paradas: Uma das mais poderosas armas ofensivas do Atlético estão sendo as bolas paradas ofensivas. Os escanteios e faltas cobrados por Otero e Cazares já resultaram em vitórias importantes em 2018, principalmente em jogos difíceis decididos por detalhes.

Novo sistema de jogo:  Apesar de ainda possuir uma defesa frágil e dificuldade em criação de jogadas, o jogo mais seguro praticado por Thiago Larghi e seus comandados dá mais segurança ao time e demonstra sinais de evolução – vale lembrar que Larghi não tem nem 3 meses de trabalho – e pode significar um time mais coeso e equilibrado, preparado para enfrentar diferentes propostas de jogo.

Pelo que briga no Brasileirão

Considerando a situação do Galo e a comparando com a realidade do Campeonato Brasileiro, só mesmo os torcedores mais fanáticos acreditam no título. Isso nem de longe é expectativa na Cidade do Galo, mas graças a altíssima disponibilidade de vagas para a Libertadores, dá para esperar a volta do alvinegor na maior competição da América para 2019, já que ficamos de fora pela primeira vez desde 2013 – e já estamos com saudade.

Time base

No futebol brasileiro pode-se esperar tudo, menos planejamento a longo prazo e estabilidade. Dito isso, tudo pode mudar em pouco tempo, desde a composição titular até mesmo o comando da equipe técnica. Porém, para o início do Brasileirão, a base da equipe comandada por Thiago Larghi é: Victor; Patric, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Adilson e Elias; Luan, Cazares e Otero; Ricardo Oliveira.

O Galo estreia domingo, às 16h, contra o Vasco, em São Januário.

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Postado por Alex Penna Estudante de direito de 20 anos, é obstinado pela arte do futebol e torce contra o vento.