Erling Haland: quando nasce um craque?
18 de fevereiro de 2020
Categoria: 4-3-3 e Futebol e Internacional

(Foto por Tobias Schwarz/AFP via Getty Images)

 

Tu se lembra do jogo em que descobriu que Messi seria mesmo um grande craque? Ou o lance em que Neymar pareceu ser inigualável? O gol que só o CR7 conseguiria fazer? Hoje, Haland deixou claro que pode vir a ser o próximo grande centroavante de sua geração.

Essas coisas marcam.  É a percepção de que a história está a acontecer na sua frente. Os maiores do jogo tem seus momentos icônicos. Talvez o mais recente seja o de Mbappé, contra a Argentina na Copa do Mundo. Esse momento é quando o futuro parece só reservar coisas grandes para um jovem atleta.

A partida de hoje foi a estreia dele pelo seu time na Champions. Mas, qual estreante já debuta com 8 gols anotados? Haland já chegou gigante. No campeonato alemão, 7 jogos e 11 gols antes da partida. Um absurdo. E já era um absurdo no Red Bul Salzburg. Destacou-se. Ganhou seu destaque na imprensa esportiva e fechou com a equipe da muralha amarela. Uma escolha interessante se considerar o passado do Borussia com centroavantes. Até Paco Alcácer se criou por lá.

Mas Haland tem “aquele algo mais” que um determinado videogame de futebol nos diz. A movimentação, sempre bastante inteligente, deslocando os zagueiros e explodindo em velocidade nos metros finais é um diferencial importantíssimo. Além disso, seu pivô já é bastante considerável. Sua altura e força física ajudam muito. Aos 19 anos, essas características marcam de forma essencial seu potencial como um dos mais altos de sua geração. Além disso, o cara tem carisma, e já criou uma comemoração para si. O roteiro é ótimo.

Haland já tem comemoração “marca registrada” – e que devemos ver muitas vezes (Foto por Ina Fassbender/AFP via Getty Images)

O PSG com todo seu poder, com a volta de Neymar e a escalação no mínimo “duvidosa” de Thomas Tuchel, não foi páreo para o gigante norueguês e o interessante time alemão. Haland abriu o marcador mostrando o oportunismo, dádiva dos bons “noves”. Ney deu o ar da graça, tentando parar o fenômeno, mas convenhamos, é difícil parar um furacão.

O segundo gol marca muito bem a personalidade do garoto. Pancada, logo após o gol que jogou água na fogueira. Ele pôs fogo de novo. Sabe bem que é sua chance de se mostrar para o mundo. Logo na Champions ele constrói sua história. Assume a liderança da artilharia da competição, além de garantir lindíssima vantagem do Dortmund contra um PSG desesperado pelo título.

A ironia fica para o segundo colocado na lista de artilheiros. Lewandowski.

A história se repete?

Acho que na verdade, ela se reconstrói.

Avatar
Postado por Igor Varejano 19 anos. Estudante de Jornalismo. Do interior de São Paulo, morando em Minas. Vivo em ódio por amar o Palmeiras e o Liverpool. Futebol é o que move a humanidade. Bom, pelo menos a minha. twitter.com/varejanoiu