Desenvolvimento passo a passo – Igor Julio
18 de janeiro de 2017

Apesar de algumas críticas e discurso de ódio pela forte relação com uma empresa, é cada vez mais elogiável o que a RB faz com suas equipes de futebol. Brasil, Áustria, Alemanha e Estados Unidos tem seus times e todos apresentam boa estrutura para o desenvolvimento de um jogador, como conta Igor Julio, zagueiro que atualmente joga no FC Liefering, uma espécia de time B do RB Salzburg.

A trajetória do jovem jogador vem seguindo o “roteiro” da instituição. Depois de chegar muito novo ao RB Brasil, foi observado e levado para a Europa, onde, se tudo der certo, deve ser “promovido” mais duas vezes, até chegar no RB Leipzig, principal equipe da companhia.

“Sempre tem um wyscout da Áustria no Brasil. Como eu estava me destacando, gostaram de mim e me trouxeram. A tendência é jogar no RB Brasil, depois Salzburg e por fim no Leipzig. Depois disso é sair para um clube top da Europa”

Igor chegou aos 16 anos no RB Brasil. Não demorou para deixar o país.

Apesar de atuar no time B da filial austríaca, o zagueiro afirma estar sempre treinando com a equipe principal, além de contar com a observação do técnico do profissional em todos os jogos do Liefiring.

O desafio, então, é a adaptação. Muito novo, Igor já tinha se mudado várias vezes no Brasil, por isso, não sentiu tanto a mudança. No entanto, a enorme distinção das culturas do Brasil e Áustria assustaram um pouco no inicio.

“As vezes eu nem sei explicar isso. Você tem que se adaptar a comida, fuso horário e cultura diferente. Mas, por incrível que pareça, minha adaptação foi muito rápida. Eu estava disposto a isso. Vim sozinho, e essa é a parte dificil. Estar longe da família, namorada, amigos. Além disso, ainda não sei o idioma, mas estou estudando e, apesar de complicado, acho que nesse ano já começo a falar bem melhor”

Mesmo com as dificuldades, o que faz a diferença é a estrutura, principal trunfo do RB para crescer. Segundo o jogador, o clube tem tudo que um atleta precisa para se desenvolver e ser grande no meio. Além disso, é claro que o modo de treinamento é moderno e favorece o jogador que quer se inserir na Europa. Igor colhe os frutos disso, sendo inclusive convocado para a seleção brasileira sub-20, ainda com 18 anos.

“Jogar na seleção é uma sensação inexplicável. Você sente um pouco do clima e do peso de jogar um campeonato conhecido por todo mundo. Por mais que não seja a principal, você já sente o frio na barriga. Era um sonho que eu tinha e fico muito feliz. É minha maior conquista até aqui. Se você foi chamado, é por que está fazendo algo diferente e estão te vendo. Agora é buscar a principal”

A equipe dá toda a condição para que o brasileiro se desenvolva da melhor forma possível.

Igor sabe que, se depender do RB, ele tem tudo para crescer cada vez mais na carreira. “Eu vejo um trabalho que cada dia está crescendo mais e mais. São muito profissionais, responsáveis e inteligentes. As condições dadas é algo absurdo”, comentou o zagueiro.

Adptado ao jogo mais intenso e menos técnico (segundo ele) da Europa, o jogador já tem os objetivos traçados, e pensa em um passo de cada vez, assim como o RB.

“Meu próximo passo é, primeiramente, começar bem o ano e com muita saúde. Quero jogar logo no principal, ser convocado outras vezes e me destacar para que outros times se interessem no meu futebol para que eu possa ajudar minha família cada vez mais”

Se espelhando em inúmeros jogadores “embaçados”, o zagueiro sonha alto e conta com grande suporte de clube e família para continuar alçando grandes voos. Por mais que critiquem, o RB é exemplo de estrutura e preparação de atletas. As etapas são bem definidas e muito bem aproveitadas. Igor Julio, de 18 anos, é prova disso. Que venha o Leipzig.

“O recado que eu posso deixar é que na vida da gente nada acontece por acaso, mas também não vai acontecer sem trabalho e sem você correr atrás. Temos que abrir mão de muita coisa e não é nada fácil, mas no final tudo vale a pena. Todo o sofrimento que passei lá atrás está se cada vez mais se tornando uma ótima realidade, e isso não tem preço. O principal é: se você tem um sonho, lute por ele até o final. Se você largar, é por que nunca foi sonho”

Colaboração: Gabriel Tourino.
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Postado por Andrew Sousa Formado em Jornalismo justamente pela paixão pelo esporte, sente enorme prazer em poder escrever sobre o que ama. Apaixonado por um bom domínio e alguns jogadores ruins, vive o futebol desde o primeiro dos seus 23 anos.