Balanço da Premier League 2019/2020 – Parte 1: Seleção do campeonato
9 de setembro de 2020
Categoria: 4-3-3 e Futebol e Internacional

 

Com a temporada 2020/2021 batendo na porta, o Blog 4-3-3 resolve fazer um aquecimento trazendo os destaques da última temporada, que assim como todos os outros campeonatos mundo afora, teve um hiato por conta da pandemia do COVID-19 e terminou no mês de julho. A temporada 2019/2020 da Premier League foi ótima e tivemos muitos destaques, tanto positivos como negativos. Tivemos um Liverpool campeão que dominou o campeonato do começo ao fim, equipes que surpreenderam positivamente, como Sheffield United e Leicester e times que ficaram aquém das expectativas como West Ham e Tottenham. Nessa primeira parte trazemos a seleção do campeonato:

 

GOLEIROS

Nick Pope

Pope Commits Long Term To Clarets - News - Burnley Football Club

Em uma liga com alguns dos goleiros mais caros da história, pode surpreender alguns que, para nós, o melhor goleiro da Premier League é Nick Pope. O inglês até duas temporadas atrás estava no fim da fila de arqueiros dos Clarets e só foi estrear por problemas físicos do titular da época, e impressionou. Após não disputar nenhuma partida na temporada 2018/2019 por ter sofrido muito com problemas físicos, esta temporada foi uma afirmação de que o goleiro é um dos principais nomes da posição na liga.

Pope disputou os 38 jogos da Premier League e contribuiu bastante para uma campanha sem muitos sustos para o Burnley na temporada. Por mais que os Clarets tenham tido apenas a nona melhor defesa da liga, Pope disputou até a última rodada pelo posto de goleiro com mais clean sheets da temporada, o que mostra um pouco de sua qualidade e do bem montado sistema defensivo do time de Sean Dyche. Além disso, o inglês foi o quarto goleiro que mais fez defesas na liga, com 120, resultando em uma taxa de mais ou menos 71% de bolas defendidas.

Sempre seguro e confiável, Pope já foi inclusive sondado pelo Chelsea para a próxima temporada, e uma possível transferência é um prêmio e um reconhecimento incontestável de sua temporada de excelência e qualidade.

Alisson

Dispensa apresentações. Para muitos o melhor goleiro do mundo e indiscutivelmente top 3 da posição, Alisson foi um divisor de águas no Liverpool, que vinha sofrendo com goleiros pouco confiáveis. Sua chegada possibilitou ao time de Jurgen Klopp subir de patamar e, ao lado das outras estrelas do time, foi um dos responsáveis pela conquista da Champions League na temporada 2018/2019 e na inédita Premier League na última temporada. Mas ora, por que um dos tops da posição no mundo não foi o melhor da sua liga?

Diferentemente de sua última temporada e de seus concorrentes, Alisson sofreu com problemas físicos e, desta lista, é o goleiro que menos disputou jogos na temporada. É fato que, quando esteve disponível, o brasileiro desequilibrou positivamente e mostra jogo após jogo como ele e a defesa do Liverpool está em outro patamar.

Em termos estatísticos, Alisson foi o goleiro que menos fez defesas na liga, com apenas 58, com um aproveitamento de 72% em bolas defendidas. Impressiona o fato do brasileiro ter 100% de aproveitamento em saídas bem sucedidas do gol, outra mostra da gigantesca qualidade que o mesmo possui. Em condições normais, Alisson é o melhor da liga e espera-se muito do arqueiro nesta próxima temporada.

Kasper Schmeichel

Desde que subiu com o Leicester da Championship na temporada 2014/2015, o dinamarquês se destaca pela sua regularidade e liderança no elenco dos Foxes. O filho do lendário Peter Schmeichel chegou no momento que já é claramente desvinculado de seu pai, marcando época e sendo um dos maiores ídolos da história do clube. Nesta temporada, mais uma vez, foi um destaque positivo do time que ficou boa parte do campeonato no G4, porém voltou da pandemia extremamente irregular e deixou escapar na última rodada a vaga para a Champions League, um pouco frustrante, mas ainda assim uma campanha de destaque dos Foxes. Schmeichel jogou os 38 jogos do campeonato e foi o 10º goleiro que mais fez defesas, empatado com David De Gea do Manchester United, com 98 defesas e um aproveitamento de cerca de 70% nas mesmas. É inegável a segurança que o dinamarquês passa no gol do Leicester e, aos 33 anos, sonha em levar o time a uma conquista europeia já na próxima temporada, na Europa League.

Dean Henderson

Sheffield United in safe hands with Henderson

A temporada do Sheffield United, recém promovido da Championship, é absurdamente surpreendente e nem os mais otimistas torcedores poderiam imaginar algo do tipo. O que não surpreendeu alguns dos aficionados por futebol foram as atuações impressionantes e de encher os olhos do garoto Dean Henderson.

Eleito melhor goleiro da Championship na temporada anterior, Henderson, que pertence ao Manchester United, renovou seu empréstimo nos Blades para esta última jornada e protagonizou atuações de elite e se estabeleceu como um dos principais goleiros jovens do mundo. Óbvio que atuar no ótimo sistema defensivo do técnico Chris Wilder contribuiu para isso, mas suas atuações e segurança foram primordiais para a campanha brilhante do Sheffield na temporada e para ser a 4ª melhor defesa de todo o campeonato.

O inglês foi o 9º goleiro com mais defesas na liga, com 97, e um aproveitamento impressionante de 100% em saídas de gol e de 75% de defesas a bolas no gol. Já é oficial que Henderson permanecerá em Manchester para a próxima temporada e, com um De Gea irregular, pode-se esperar uma bela disputa pelo gol do United.

Martin Dubravka

Outra figurinha carimbada em listas de goleiros regulares da Premier League, Dubravka é titular do Newcastle desde que chegou por empréstimo na temporada 2017/2018, e é tão importante para os Magpies que não perdeu nenhum jogo das últimas duas temporadas!!

É óbvio que o time do Newcastle é irregular e, por mais que tenha se reforçado bem para a última temporada, não conseguiu se estabelecer e chegou a correr riscos de rebaixamento durante a competição. Muito se deve a uma defesa frágil que só não sofreu ainda mais por causa das atuações do eslovaco. Prova disso é que Dubravka foi o goleiro com mais defesas do campeonato com 140.

Não da para saber com precisão qual vai ser o papel do Newcastle na próxima temporada. Estava-se na expectativa do clube ser adquirido por magnatas sauditas e ser mais um “novo rico”, fato esse que acabou não se concretizando, e até agora o treinador Steve Bruce faz apenas um trabalho para o gasto. Se os Magpies podem sonhar com uma maior estabilidade na liga e não correr riscos, passa-se muito pelas mãos de Dubravka.

 

ZAGUEIROS

Virgil Van Dijk

Em mais uma temporada de excelente nível, como foi na anterior, o zagueiro holandês liderou a defesa do Liverpool e contribuiu para que a equipe conquistasse o seu 19º campeonato inglês, o primeiro da era Premier League, terminando essa edição com a melhor defesa, com apenas 33 gols sofridos.  O camisa 4 inglês participou de todos os jogos e ajudou a defesa à não ser vazada em 15 dessas partidas. Por conta do time de Klopp ser uma equipe que costuma ter mais posse de bola que o adversário, terminando a Premier League com a segunda maior média de posse por partida (59.6%), Van Dijk não costuma ficar entre os defensores com melhores médias nas estatísticas de defesa, como desarmes e interceptações. Porém, quando olhamos para o aproveitamento, sua qualidade fica ainda mais evidente também nos aspectos defensivos: o defensor ganhou 23 dos 30 desarmes que tentou na competição, aproveitamento de 76.6%. Ele se destacou bastante nos cortes, já que a equipe joga com a linha defensiva alta, então os zagueiros tem que constantemente pararem os contra ataques: foram 162 cortes, média de 4.3 por jogo. O holandês também foi importante demais no jogo aéreo, defensivo e ofensivo, vencendo 76% das jogadas pelo alto, com uma média de 5.0 por partida e ainda marcando cinco gols de cabeça. Sua importância na manutenção da posse de bola e na iniciação das jogadas do time de Klopp também precisa ser destacada, com Van Dijk, como pode ser visto nas estatísticas que aparecem na imagem abaixo, terminando a Premier League com mais 80% de aproveitamento dos passes, inclusive nos passes no campo de ataque, e mais de 50% nos passes pelo alto, tanto lançamentos quanto passes longos.

Fonte: SofaScore

Çaglar Soyüncü 

Quando Maguire foi vendido para o Manchester United o Leicester perdeu um dos seus pilares e também um dos melhores zagueiros da liga, porém a equipe não precisou ir ao mercado para encontrar um substituto, pois Soyüncü, então reserva na temporada anterior, assumiu a titularidade e tomou conta da zaga dos Foxes, mostrando ser tão bom quanto o seu antecessor e fazendo inclusive um campeonato melhor que ele. Aliando imposição física, leitura de jogo, posicionamento e técnica, Soyüncü mostrou ser um ótimo zagueiro, terminando o campeonato com uma média de 1.8 desarmes, 1.3 interceptações e 4.4 cortes por jogo. Ele mostra ser ótimo nos desarmes e, assim como Van Dijk, fica mais evidente quando olhamos para seu sucesso nas tentativas de realizar essa ação: foram 60 desarmes conseguidos de 79 tentados, um aproveitamento de 76%. O camisa 4 dos Foxes também mostrou ser ótimo pelo alto vencendo 63% dos duelos aéreos, com uma média de 3.2 por partida e também foi importante para ajudar na evolução do estilo de jogo de Brendan Rodgers, em relação à temporada passada, mostrando ser um zagueiro que sabe jogar com a bola nos pés, como fica evidente ao vermos suas estatísticas de passes na imagem abaixo, se encaixando bem no estilo de jogo mais propositivo do técnico norte-irlandês:

Fonte: SofaScore

Joe Gomez 

Com a lesão de Matip logo no começo do primeiro turno Joe Gomez recuperou sua posição de titular, perdida na temporada passada ante o ótimo nível apresentado pelo camaronês. Se Matip combinou perfeitamente como dupla de Van Dijk, Gomez não fica atrás, inclusive a equipe, que havia sofrido gols em 13 das primeiras 15 rodadas da competição, emendou uma sequência de sete jogos sem sofrer gols após o zagueiro inglês assumir a titularidade. Em quase metade dos jogos em que contou com Gomez (12 de 28) o Liverpool não sofreu gols. Dos jogadores que atuaram regularmente, Gomez foi o que teve a melhor média de interceptações por 90 minutos, 1.7; ele realizou ainda 2.1 cortes por partida. O camisa 12 dos Reds não é tão proeminente nos passes longos como Van Dijk, mas nos passes curtos ele tem um desempenho tão bom quanto o holandês, terminando a Premier League com uma eficiência de 92%, com uma média de 79 passes certos por jogo, sendo que ele realizava em média 43 desses passes no próprio campo e 36 no campo de ataque com uma precisão de 90% e 95% respectivamente. Com Gomez ao lado de Van Dijk o Liverpool ganhou ainda mais solidez defensiva no campeonato.

James Tarkowski 

Diferentemente dos zagueiros citados até aqui o inglês atua em um time com um estilo de jogo defensivo, ou seja, ele acaba tendo que realizar muito mais ações defensivas ao longo dos jogos. O Burnley foi a segunda equipe com a menor média de posse de bola (43.9%) e Tarkowski terminou o campeonato com uma média de 1.7 desarmes e interceptações e incríveis 5.3 cortes por partida. O camisa 5 foi o zagueiro com a melhor média de disputas de bolas ganha, vencendo incríveis 8.8 disputas por jogo, um aproveitamento de 67%.. Foi também o segundo defensor que mais duelos aéreos venceu por jogo, 5.21, com um ótimo aproveitamento de 72.8%. O Burnley terminou como uma das 10 melhores defesa, isso se deve em partes pela qualidade de Sean Dyche de montar um time muito forte na fase defensiva, mas deve-se também a qualidade dos jogadores dos Clarets nesse setor do campo, como é o caso de Tarkowski, que tem uma qualidade defensiva incrível e um ótimo posicionamento.

Harry Maguire 

O Manchester United investiu forte na defesa na última temporada, com o objetivo de trazer mais qualidade, segurança e estabilidade para o setor. Foram €55 milhões pagos ao Crystal Palace para trazer Wan-Bissaka e incríveis €87 milhões investidos em Maguire. O investimento foi alto, mas ao menos o retorno foi imediato: os Reds Devils terminaram como a terceira melhor defesa, tendo sofrido apenas 36 gols, somente um a mais que o Manchester City. E muito desse ótimo desempenho defensivo passa por Maguire, que foi um dos zagueiros com melhor média de interceptações, realizando 1.9 por partida e fazendo ainda 3.0 cortes por jogo. Maguire também foi muito importante para o jogo aéreo da equipe, vencendo, em média, 4.0 por partida, com um aproveitamento de 78%. A qualidade e liderança de Maguire, que o fez inclusive se tornar rapidamente o capitão do Manchester United, foi muito importante para melhorar o desempenho da equipe em relação à temporada passada.

Chris Basham 

O Sheffield United fez um campeonato que superou, e muito, as expectativas de todos, inclusive dos seus torcedores. O time brigou por vaga nas competições europeias e muito disso ocorreu por conta do ótimo sistema defensivo da equipe que teve a quarta melhor defesa da competição. O ótimo desempenho coletivo culminou em ótimos desempenhos individuais dos jogadores, como foi o caso de Basham, zagueiro que atua no lado direito do trio de zaga dos Blades e que terminou a Premier League ótimos números defensivos: 2.2 desarmes por partida e 2 interceptações por jogo, além de uma média de 4.4 cortes e um desempenho muito bom no jogo aéreo, vencendo 64% dos seus duelos pelo alto, com  uma média de 2.9 por partida; ele obteve a mesma porcentagem nos duelos pelo chão, demonstrando sua ótima qualidade para defender. Mas no Sheffield United de Chris Wilder seus zagueiros são tão importantes no ataque quanto são na defesa, pois eles tem o dever de subir com frequência para apoiar a construção das jogadas da equipe, o que pode ser visto pelo mapa de calor de Basham e também pela média de passes dele no campo adversário ter sido bem parecida com a média de passes no campo de defesa; e ainda pela média de 1.8 bolas longas por jogo.

Willy Boly 

O Wolverhampton provou nessa Premier League que a campanha feita na Premier League 18/19 não foi uma exceção e repetiu o excelente futebol, de força defensiva, terminando como a quinta melhor defesa desse último campeonato, e de transições rápidas, principalmente se apoiando na velocidade e drible de Adama Traoré. Foi mais uma grande temporada de Willy Boly que mesmo se ausentando de 16 rodadas, por uma lesão ainda foi um dos zagueiros com as melhores estatísticas defensivas da liga, sendo o zagueiro com melhor média de desarmes com 2.6 por partida, estando entre os 10 com melhor média de interceptações (1.8), realizando 4.7 cortes por partida e ainda soberano pelo ar, ganhando 75% dos duelos aéreos, vencendo 4.0 disputas aéreas por jogo. Coady é o capitão dos Wolves, mas Boly também tem uma liderança e qualidade muito importante para manter a defesa do time de Nuno Espírito Santo organizada.

Lewis Dunk

A equipe do Brighton sofreu um pouco nessa temporada devido, principalmente, a mudança de estilo de jogo do time com a chegada de Graham Potter para comandar o time, passando a se tornar uma equipe que joga mais com a posse de bola. A equipe foi uma das que mais empatou, tendo terminado 14 jogos com a igualdade no placar. Mas essa mudança de estilo só não foi mais sentida graças à qualidade da defesa dos Seagulls, com a dupla de zaga formada por Webster e Dunk trazendo muita segurança à equipe. Foi mais uma temporada muito boa de Lewis Dunk. O zagueiro inglês fez mais um campeonato muito regular, garantindo muita segurança a defesa, terminando a Premier League com uma média de 1.1 desarmes, 1.5 interceptações, 3.4 cortes por jogo e, como sempre, indo muito bem pelo alto, vencendo 66% dos seus duelos aéreos. O camisa 5 dos Seagulls mostrou ter capacidade de jogar também no estilo de jogo que prioriza a posse de bola e, consequentemente, a construção de jogo desde a defesa, terminando com ótimos números relacionados a passes, incluindo três assistências, empatando com Stephens e Holgate como os zagueiros com mais passes para gol realizados na temporada.

Fonte: SofaScore

Fabian Schar 

Havia muito receio do torcedor do Newcastle sobre como seria a primeira temporada da equipe após a saída do Rafa Benítez, mas ela foi bem mais tranquila do que se poderia imaginar. Steve Bruce, que substituiu o técnico espanhol, manteve a estrutura da escalação da equipe, com três zagueiros, por boa parte da temporada e, pelo equilíbrio do campeonato no primeiro turno os Magpies chegaram a estar próximos da zona de classificação para competições europeias em alguns momentos. O suíço Schar foi importante para ajudar a equipe a ter mais uma temporada de estabilidade e longe da luta contra o rebaixamento, atuando bem, ajudando a compor o trio de zaga, principalmente quando atuava pela direita, trazendo segurança defensiva realizando em média 1.8 desarmes, 2.1 interceptações e 3.3 cortes por partida. Com Schar o Newcastle também tinha mais qualidade no início das suas jogadas, o zagueiro terminou a Premier League com uma média de 25.9 passes por jogo e uma porcentagem de acerto de 75%.

John Egan 

Se Basham tem um papel importante tanto nos momentos ofensivos quanto nos momentos defensivos da equipe do Sheffield, Egan, por ser o zagueiro central do trio de zaga, tem um papel mais fundamental na defesa, tanto que ele terminou a Premier League com uma média de apenas 8.0 passes no campo de ataque. Com os zagueiros laterais tendo mais funções ofensivas e sendo Egan esse zagueiro central que permanece na defesa ele é muito importante para parar os contra ataques que o Sheffield sofre, tanto que ele foi o jogador dos Blades que mais realizou cortes por partida no campeonato, com uma média de 4.6, além de destacar-se também nas interceptações, realizando 1.6 por jogo. O irlandês foi peça fundamental para a equipe de Chris Wilder terminar como uma das quatro melhores defesas da Premier League.

 

LATERAIS DIREITOS

Trent Alexander-Arnold 

Consolidando-se cada vez mais como um dos melhores laterais direitos da atualidade, Alexander Arnold fez mais uma Premier League de altíssimo nível, terminando não só como o melhor lateral direito do campeonato, mas também como um dos melhores jogadores da competição. O camisa 66 do Liverpool quebrou o recorde, que já era dele, de defensor com maior número de assistências numa única edição de campeonato inglês, realizando 13 passes para gols e ficando atrás apenas de De Bruyne na edição. O papel dos laterais no ataque no Liverpool de Klopp é cada vez mais importante, tanto que Robertson foi o terceiro jogador com mais assistências na liga, e a qualidade técnica de Arnold ajuda a entender o motivo. O camisa 66 foi o segundo jogador, ao lado de Mahrez, que mais criou grandes chances na liga (18) e o terceiro com mais passes decisivos (87). As estatísticas de passes do lateral direito dos Reds foram excelentes, como pode ser visto na imagem abaixo. E além de ter se tornado um ótimo criador de jogadas, o jovem inglês parece estar aprimorando cada vez mais sua qualidade nas cobranças de falta, foram dois gols dessa forma nessa Premier League. Arnold parece estar cada vez melhor também na defesa, terminando o campeonato com médias de 1.4 desarmes, 1.2 interceptações e 1.8 cortes por partida.

Fonte: SofaScore

Ricardo Pereira        

Se os laterais são muito importantes para o estilo de jogo de Klopp no Liverpool, no Leicester do técnico Brendan Rodgers não é diferente, tanto que a equipe caiu muito seu desempenho quando os dois se lesionaram. E Ricardo Pereira, que já havia se destacado na temporada anterior, fez mais uma Premier League ótima e cresceu ainda mais o nível do seu futebol, à medida que a equipe também melhorou nessa temporada. O português é um lateral muito completo, consegue apoiar com muita qualidade o ataque, contribuindo com 6 gols no campeonato, realizando 1.0 passe decisivo por partida. Entretanto, mesmo sendo um lateral que participa muito no ataque, o camisa 21 também é excelente na defesa, ele tem uma qualidade espetacular para realizar desarmes, terminando a Premier League com a melhor média de desarmes, 4.3 por partida, mesmo ficando de fora de 10 rodadas e mesmo se pegarmos o total de desarmes realizados ele fica atrás apenas de Ndidi (129) e Wan-Bissaka (128), tendo realizado um total de 119 desarmes. O lateral dos Foxes ainda realizou 1.8 interceptações e 2.6 cortes por partida. Se o Leicester ficou durante quase toda a Premier League no G4 muito se deve ao futebol apresentado pelos laterais.

Aaron Wan-Bissaka 

Como já foi citado na seção sobre o Maguire, o zagueiro inglês chegou ao United junto com Wan-Bissaka para resolver os problemas da defesa dos Reds Devils e a dupla fez isso muito bem. Após ser uma das revelações da Premier League anterior essa foi uma temporada de afirmação para Wan-Bissaka, que seguiu mostrando toda a sua qualidade defensiva. A técnica do lateral inglês no desarme é incrível, ele terminou a temporada com a terceira melhor média dentre todos os jogadores da liga, com 3.7 desarmes por jogo, sendo também o segundo jogador com mais desarmes no total com 129 desarmes no campeonato e ainda realizou 1.9 interceptações e 1.4 cortes por jogo. O camisa 29 trouxe bastante segurança para o lado direito da defesa e ainda ofereceu bons apoios ofensivos, contribuindo com 4 passes para gols.

Matt Doherty 

Essa foi mais uma temporada muito boa da equipe do Wolverhampton tanto coletivamente como individualmente, com a grande maioria dos jogadores mantendo o mesmo nível apresentado na temporada anterior, como foi o caso de Doherty. O ala direito do time de Nuno Espírito Santo seguiu sendo uma ótima arma ofensiva do time, dessa vez com o apoio mais frequente de Adama Traoré, que foi titular por diversas vezes ao longo da temporada, jogando como atacante pelo lado direito o que possibilitou a Doherty ter um jogador mais próximo dele para se associar e criar jogadas de ultrapassagem na linha de fundo com um acionando o outro constantemente, o que o ajudou a terminar a Premier League com 7 participações em gols (4 gols e 3 assistências). Doherty também teve uma boa contribuição defensiva, realizando uma média de 1.5 desarmes por partida, com um aproveitamento de 79.7% nesses lances. Ele também contribuiu com 1.1 interceptações e 1.4 cortes por jogo.

George Baldock

Mesmo os zagueiros laterais do trio de zaga do Sheffield tendo papel importante na construção dos ataques da equipe pelos lados do campo os alas do time de Chris Wilder também são peças cruciais desse sistema, até para aparecerem como opção de passe, permitindo a equipe realizar triangulações entre zagueiros, alas e meias centrais. Baldock fez uma Premier League muito boa, terminando a edição com cinco participações diretas em gols e sendo muito importante para acionar os atacantes da equipe, terminando como o segundo lateral/ala direito que mais cruzamentos acertou (37).

 

LATERAIS ESQUERDOS 

Andrew Robertson

Em 2012, na época com 18 anos, Robertson mostrava sua insatisfação por não ter nenhum emprego. Hoje, 8 anos depois, o escocês é uma máquina imparável na lateral-esquerda do Liverpool e é um dos melhores do mundo, e esta temporada foi mais uma prova de sua capacidade.

Robertson é um dos laterais mais completos do mundo, extremamente competente na marcação e contribuindo muito para o sucesso do time com suas chegadas a frente. Prova disso são seus 2 gols, 12 assistências na competição (quebrando seu próprio recorde pessoal de 11) e 14 grandes chances criadas (números impressionantes que, entre defensores, só são ofuscados pelo companheiro na lateral-direita Alexander-Arnold) e suas 38 interceptações, 31 duelos3 vencidos e 0 erros que resultaram em gol.

Saindo um pouco dos números, Robertson se destaca absurdamente na qualidade de seu passe, proporcionando ótimas viradas de jogo e seu vigor físico, que o permitiu disputar 36 das 38 partidas do campeonato. O Liverpool tem no escocês seu pilar para muitas e muitas temporadas no futuro.

Ben Chilwell

Mais outro nome da promissora e talentosa nova geração inglesa, Chilwell fez um campeonato de elite e já passou do status de promessa para ser uma realidade. Já obteve destaque na temporada 2018/2019 e esta última serviu apenas para consolidá-lo no hall de principais laterais-esquerdos da liga, e até do mundo.

Chilwell une inteligência em campo com qualidade técnica, seu lado foi muito bem explorado pelo Leicester na última temporada e sua boa chegada ao ataque era uma das válvulas de escape dos Foxes, com isso, teve bons números ofensivos com 3 gols e 3 assistências. Sua ausência no final da temporada por lesão foi bem sentida pelo time e foi uma das causas pelo Leicester não ter conseguido se classificar para a Champions.

Com tamanha qualidade e podendo se desenvolver ainda mais, o Chelsea já garantiu a sua contratação para a próxima temporada e já se tem a expectativa de que Chilwell se consolide na lateral do clube londrino e na seleção inglesa. (Sua chegada ao Chelsea será melhor destrinchada no Guia 4-3-3 da Premier League que sairá em breve).

Lucas Digne

Muitos se surpreenderam com o Everton demonstrando força e tirando um jogador do Barcelona, e o esforço para a sua contratação não foi à toa. Desde que chegou, Digne é figurinha carimbada na lista de principais laterais-esquerdos da liga e o time azul de Liverpool se beneficia cada vez mais com o seu futebol.

O começo foi de desconfiança, já que Digne não foi bem no Barcelona e chegava para ocupar o posto do ídolo Leighton Baines já em fim de carreira. Contudo, o francês mostrou a todos o seu futebol e tomou conta da posição. Sua vocação para o ataque e sua ótima bola parada foram fortes armas dos Toffees ao longo da competição, com isso, Digne terminou a temporada com 7 assistências e uma média 2.1 passes decisivos por jogo.

Especula-se e questiona-se muito o futuro do Everton, sua irregularidade na competição, suas contratações questionáveis e times que não engrenam. O projeto em si é interessante, mas precisa sim de alguns ajustes e uns tiros certeiros em contratações, que, quando dão certo, trouxeram inúmeros frutos para o time, com Digne sendo prova disso.

Enda Stevens

Um dos principais jogadores de um dos times mais surpreendentes da temporada europeia não pode ficar de fora desta lista. Stevens foi muito importante para a subida do Sheffield para a Premier League na temporada 18/19 e, sem sombra de dúvidas, também foi para a campanha magnifica do time na última temporada.

Diferentemente dos três primeiros da lista, o irlandês atua como ala no 3-5-2 do time de Chris Wilder, então sua importância tática fica ainda mais evidente neste esquema. Tendo liberdade para atacar mas cuidando também de defender, Stevens pôde contribuir e muito para o time, entregando 2 gols, 4 assistências, 35 interceptações e 46 duelos vencidos.

Ainda pode-se dizer que o time do Sheffield é uma incógnita, uns dizem que já se pode ver um futuro do time na Premier League e outros afirmam que a última temporada foi apenas um canto de cisne e que nesta o Sheffield voltará ao seu posto de briga com o rebaixamento. Nome por nome, é inegável que os Blades ficam atrás de muitos outros times na liga, mas a qualidade de seu treinador e a aplicação dos seus jogadores, com Stevens no topo da lista, ainda mostra que o Sheffield United brigará e muito para se manter assim.

Jetro Willems

Desde sua ascensão no PSV, esperava-se que o holandês fosse rapidamente para um clube de alta expressão no futebol europeu, o que não ocorreu. Saiu da Holanda, se aventurou pela Alemanha no Eintracht Frankfurt sem nunca se firmar e viu no Newcastle uma nova chance de reerguer a carreira, e aproveitou muito bem.

Willems, assim como Stevens, jogava majoritariamente como ala no 5-4-1 do Newcastle, porém, diferentemente do irlandês, sua vocação ofensiva era maior explorada no pobre ataque do time de Steve Bruce, e funcionou muito bem. Dos seus pés nasciam boa parte das jogadas de perigo do time, possuía agilidade, força, velocidade e técnica, contribuindo com 2 gols e 2 assistências. Os números podem ser considerados modestos, mas, em um futebol majoritariamente defensivo e com uma lesão que o fez perder praticamente toda a 2ª parte do campeonato, sua contribuição foi imensa.

O contrato de Willems com o Newcastle era por empréstimo e o holandês já retornou para a Alemanha. Os torcedores dos Magpies esperam que o clube faça um esforço para trazê-lo em definitivo, e seus desejos, se forem concedidos, podem garantir que o Newcastle tenha em Willems um lateral confiável e com muita qualidade.

 

VOLANTES 

Wilfred Ndidi

Foi mais uma excelente temporada de Ndidi, que tem papel importante no Leicester, sendo o principal responsável por dar segurança defensiva à frente da defesa, mas não apenas a esse setor do campo. O volante nigeriano consegue cobrir muito bem qualquer espaço que surja no campo de defesa dos Foxes, não à toa ele foi o segundo jogador da competição com melhores médias de desarme (4.0 por jogo) e de interceptações (2.5), tendo realizado ainda uma média de 1.91 cortes. O camisa 25 do Leicester traz toda a segurança que a equipe precisa, possibilitando que os laterais e Tielemans possam subir para o ataque sabendo que o volante estará atento para, junto com os zagueiros, cobrir as possíveis perdas de bolas que aconteçam. Ndidi também contribui bem para a iniciação das jogadas, que costumam começar desde a defesa, tendo uma boa qualidade nos passes, como pode ser visto na imagem abaixo. Foi mais uma temporada de alto nível do volante que se consolidada cada vez mais como um dos melhores jogadores do setor não só da liga como de todo o mundo.

Fonte: SofaScore

Fabinho

O brasileiro é peça fundamental do time de Klopp, ele contribui para a construção de jogadas da equipe, seja sendo opção de passe dos zagueiros ainda na defesa, seja distribuindo a bola para os lados do campo já no setor de ataque, tanto com passes pelo chão quanto pelo alto, visto sua ótima qualidade nos lançamentos, para conseguir, inclusive encontrar algum companheiro atacando as costas da defesa adversária. E mesmo sendo muito importante com a bola e com o Liverpool ficando a maior parte do tempo com ela, Fabinho também garantiu segurança defensiva à equipe, ele terminou a Premier League com uma média de 2.2 desarmes por partida e 1.2 interceptações.

Fonte: SofaScore

Declan Rice

Foi uma temporada péssima do West Ham e totalmente contrária ao que se previa antes dela começar, o time, que era cotado para brigar por vaga em competições europeias, terminou se salvando do rebaixamento na reta final do campeonato. Mas alguns poucos jogadores ainda conseguiram se destacar positivamente na equipe, como foi o caso de Declan Rice. Mesmo com a equipe tendo sofrido muitos gols o volante inglês ainda obteve ótimos números defensivos terminando o campeonato com uma média de 3.1 desarmes, 2.0 interceptações e 1.3 cortes por partidas, sendo inclusive utilizado algumas vezes na zaga. Mas o camisa 41 dos Hammers também foi importante através das suas subidas ao ataque, tanto que realizou em média 20.1 passes no campo adversário com um excelente índice de acerto de 83%, conseguindo participar diretamente de 4 gols. Rice vai se mostrando ser cada vez mais um meia completo, conseguindo contribuir para sua equipe no a ataque e na defesa e essa temporada foi de afirmação do jovem inglês.

Oliver Norwood

Sendo o volante que fica a frente da defesa Norwood tem papel determinante na segurança defensiva da equipe do Sheffield United. Isso fica comprovado quando vemos seus números defensivos no campeonato inglês, o camisa 16 ficou entre os principais jogadores da equipe nas médias de desarme (1.7) e Interceptações (1.2) por partida, além de ainda realizar 1.0 corte por jogo. Mas sendo um meia de muita qualidade no passe Norwood também foi peça chave para facilitar a construção das jogadas dos Blades, tanto no próprio meio campo, quanto no campo do adversário, tanto que a média de passes que ele realizou no campo adversário (25.5) foi maior do que os passes que ele realizou no próprio campo (19.3). Experiente, com muita qualidade com a bola nos pés e adicionando segurança defensiva à frente da área, Norwood foi peça fundamental na ótima campanha do Sheffield United.

Rúben Neves

Seja formando um trio ou numa dupla, Rúben Neves é peça fundamental do meio de campo do Wolverhampton. Ótimo passador, o português teve um ótimo aproveitamento de 80.1% nos passes. Sua qualidade na bola longa também foi novamente importante para a equipe, com ele tendo realizado uma média de 5.8 por partida, acertando 60% das bolas longas tentadas. Com os passes de Rúben Neves o Wolves tinha facilidade para sair nos contra ataques. Ele também teve um ótimo desempenho defensivo terminando a Premier League com uma média de 1.5 interceptações e 1.6 desarmes.

 

MEIAS 

Kevin De Bruyne

Foi uma temporada espetacular do meia belga. O camisa 17 do City igualou o recorde de Henry de maior número de assistências numa única edição de Premier League, ao realizar 20 passes para gol. Ele ainda marcou 13 tentos no campeonato, terminando assim com 33 participações diretas em gols, ou seja, ele foi o jogador que participou de mais gols nessa Premier League. De Bruyne alcançou um nível de envolvimento no jogo altíssimo que aliado a sua enorme qualidade técnica permitia a ele criar muitas chances para os Citizens ao longo dos jogos. Foi disparadamente o jogador que mais grandes chances criou nessa edição do campeonato, com 33 grandes chances, e também ficou em primeiro, com grande distância para o segundo colocado em passes decisivos, foram 137 desses passes, com uma média de quase 4 passes decisivos por partida. Foi um desempenho espetacular de De Bruyne que foi não só o melhor meia como também o melhor jogador do torneio.

Jordan Henderson

O capitão do Liverpool fez uma temporada de excelente nível. Em Henderson, Klopp tinha alguém influente em todos os momentos do jogo, tanto que quando Fabinho ficou fora de algumas rodadas por conta de uma lesão, foi Henderson que o substituiu e muito bem. O meia inglês facilita demais a progressão do Liverpool em direção ao ataque, por conta da sua qualidade no passe como pode ser visto por suas estatísticas na imagem abaixo. Com Fabinho jogando como primeiro volante Henderson pode voltar atuar com regularidade como interior, que é onde ele mais gosta de atuar, pois permite que ele esteja envolvido mais diretamente nos ataques da equipe, tanto que ele participou de 9 gols no campeonato, foram 4 gols e 5 assistências, criando um total de 9 grandes chances. O camisa 14 dos Reds também é importante para a marcação pressão que a equipe faz e ele teve bons números defensivos no campeonato, foram, em média, 2.1 desarmes e 1.0 interceptação por partida.

Bruno Fernandes

Mesmo tendo sido contratado no meio da temporada o meia português foi certamente uma das melhores contratações da temporada. O impacto e a mudança que ele causou na equipe do Manchester United foram impressionantes, tanto que os Reds Devils não perderam mais no campeonato depois que ele entrou no time, foram 14 jogos, 9 vitórias e 5 empates. Bruno terminou a Premier League com mais participações em gols (15) do que partidas. Foram 8 gols marcados e 7 assistidos. E nesses jogos que o camisa 18 do Manchester United participou o United marcou 30 gols, ou seja, ele se envolveu diretamente em metade dos gols da equipe desde que foi contratado. Muito técnico, móvel, criativo, com ótima visão de jogo Bruno Fernandes tornou-se a liderança técnica da equipe e guiou o time de Solskjaer em direção ao G4, levando a equipe de volta para a Champions League.

James Maddison

Não foi uma temporada tão prolífica para o camisa 10 do Leicester no que diz respeito a assistências, mas isso tem mais a ver com o ataque desperdiçando chances, já que Maddison criou um total de 8 grandes chances, com apenas três resultando em gols, e tem a ver também com o posicionamento dele e o estilo de ataque da equipe de Brendan Rodgers. Como o time se alinhava num 4-1-4-1, Maddison atuava numa função mais de meia central do que propriamente de armardor, o que fez ele ter um papel importante no início da construção das jogadas, tanto que sua média de passes no próprio campo aumentou em comparação com a temporada anterior. E como os ataques dos Foxes se desenvolviam de maneira irem para as laterais, os jogadores dessas zonas do campo que tinham mais a função de realizar os passes para finalização, tanto que jogadores como Barnes, Ayoze e Chilwell tiveram um número de assistências igual ou maior ao de Maddison. Mas se não foi tão influente nas assistências, pela sua posição, Maddison foi importante sobrecarregar as áreas adversárias subindo ao ataque para servir como opção para receber esses passes que vinham dos lados, tanto que o inglês marcou 6 tentos. Foi uma temporada muito boa de Maddison que tornou-se mais influente no jogo do Leicester em todos os momentos da partida.

John Fleck

O experiente meia escocês é peça importante do time de Chris Wilder, jogando como meia central pela esquerda e se apresentando constantemente ao ataque para contribuir nas jogadas do Sheffield, principalmente nas trocas de passes que acontecem daquele lado do campo se associando com o ala, o zagueiro e, às vezes, o atacante. Fleck se envolveu em 7 gols da equipe, marcando 5, sendo um dos vice artilheiros do time no campeonato, e assistindo outros dois. Com uma média de 1.5 dribles por jogo e com uma eficiência de 73% nesse quesito o camisa 4 dos Blades é um dos jogadores é responsáveis por dar um pouco de criatividade à pragmática equipe de Chris Wilder e ele fez isso muito bem nessa Premier League.

Jack Grealish

Foi uma temporada muito difícil para o Aston Villa, mesmo com a diretoria da equipe tendo gastado mais de €100 milhões em contratações. A equipe sofreu para conseguir garantir a permanência na primeira divisão e o principal responsável foi o capitão Grealish que terminou o campeonato como o líder em gols e assistências da equipe, tendo marcado 8 gols e realizado 6 assistências.O capitão era, principalmente, o líder técnico do time de Dean Smith e se os Villans conseguiram se salvar do rebaixamento foi graças, em grande parte, a ótima temporada de Jack Grealish.

Os números ofensivos de Grealish mostram o nível que ele apresentou nessa Premier League e a sua importância para o Aston Villa. Fonte: SofaScore

Youri Tielemans

Após causar uma ótima impressão na temporada passada, quando chegou ao Leicester por empréstimo, o meia belga foi contratado em definitivo para essa temporada. Jogando ao lado de Maddison, como um meia central, Tielemans foi um jogador importante na ótima campanha do Leicester. Jogando nessa função o belga teve papel importante em todas as fases do jogo da equipe, tanto no ataque onde participou de 9 gols, marcando três e dando 6 assistências, além de realizar uma média de 25.9 passes no campo adversário acertando 76% deles, quanto na defesa onde ele realizou em média 1.4 desarmes e 0.6 interceptações por partida. Tielemans formou uma ótima dupla com Maddison pelo centro do campo e deu a esse setor dos Foxes muita qualidade técnica, intensidade e equilíbrio.

Georginio Wijnaldum


O meia holandês foi uma peça muito importante para o Liverpool ser campeão. Wijnaldum não é um jogador que se destaca tanto pelos números, como gols e assistências, mas sim pela forma como facilita o jogo da equipe de Jürgen Klopp, através de suas movimentações que o tornam influente e muito importante para a equipe progredir em direção ao ataque. O camisa 5 dos Reds ajuda muito ao descer até a defesa para gerar um opção de passe e distribuir o jogo rapidamente para, assim, ele poder se movimentar e já seguir em direção ao ataque para poder se apresentar novamente como opção para receber a bola, essa capacidade associativa do holandês foi muito importante para a equipe. Wijnaldum é importante também por compreender muito bem as pressões que os jogadores de uma equipe treinada por Klopp tem que executar. São por essas características de Wijnaldum sem a bola, aliada a sua boa distribuição de jogo tanto com passes curtos quanto longos que ele conseguiu contribuir para o Liverpool ser um time tão dominante durante toda a liga.

A excelente qualidade de Wijnaldum nos passes foi mais uma vez importante para o Liverpool. Fonte: SofaScore

John McGinn

FPL prices: McGinn looks to offer value at Villa

Grealish foi o principal responsável por evitar o rebaixamento do Aston Villa, McGinn também foi uma peça chave. O escocês dava equilíbrio ao time, sendo importante para os Villans tanto no ataque, onde colaborou com seis gols, quanto na defesa, terminado a Premier League com uma média de 0.9 interceptações e 1.9 desarmes por jogo. McGinn é muito importante para ligar a defesa ao ataque e fez isso muito bem nesse campeonato inglês.

James Ward-Prowse

O meia inglês foi, ao lado de Ings, o melhor jogador do Southampton no campeonato, tendo sido determinante para a incrível recuperação que teve a equipe. Ward-Prowse é um jogador muito completo e nessa temporada ele mostrou porque foi tratado como uma grande promessa alguns anos atrás. O camisa 16 é um ótimo box-to-box, ou seja, capaz de ir de uma área à outra do campo o jogo inteiro, sua qualidade nos passes tanto curtos quanto longos contribuíram muito para o estilo de jogo dos Saints, mais intenso e veloz, distribuindo a bola com precisão e no tempo certo. Ele também contribui muito bem defensivamente, terminando o campeonato com ótimas estatísticas defensivas: foram 1.6 interceptações, 2.4 desarmes, tendo sido o jogador da equipe com a segunda melhor média nesses dois quesitos, e ainda 1.9 cortes. Sua qualidade na bola parada também ajudou a equipe de Hasenhüttl, com ele marcando 3 gols de falta na competição.

 

PONTAS

Mohamed Salah

Falar no egípcio é chover no molhado. Desde que estreou na Premier League, é um dos grandes destaques do campeonato e, em um trio de ataque que se completa e é indiscutivelmente um dos melhores do mundo, Salah, em números e em nível de atuação, é o melhor deles.

O técnico Jurgen Klopp montou um esquema que privilegia e muito a atuação de seus pontas, potencializando-os, e Salah foi o que mais se beneficiou deste esquema, se tornando um jogador de elite. Logo na sua temporada de estreia quebrou o recorde de mais gols em uma única edição de Premier League. O desempenho nas temporadas posteriores pode ter sido menos brilhante por assim dizer, mas o egípcio continuou performando em ótimo nível.

Na última temporada, a primeira pelo Liverpool onde o mesmo não foi o artilheiro do campeonato, foi um dos poucos jogadores a ter dois dígitos de gols e assistências, com 19 gols e 10 assistências, o artilheiro do time e o 3º maior assistente. Mesmo não tendo sido indicado para nenhum prêmio individual, sua influência nas ações ofensivas no campeão inglês e seu nível de performance o credenciam a liderar esta lista.

Sadio Mané

Em segundo lugar nesta lista, temos o companheiro de Salah, que, para muitos, fez uma temporada melhor que o egípcio, temos Sadio Mané. Um ponta completo, rápido, ágil, técnico, tático, enfim, suas muitas qualidades são mostradas pelo mesmo, temporada após temporada.

Após se destacar pela Áustria, no RB Salzburg, Mané foi contratado pelo Southampton e foi o dono do time por várias temporadas. O desempenho foi tão bom que o Liverpool não poupou esforços para contratá-lo, sendo um pedido especial de Jurgen Klopp, e, a partir daí, o senegalês foi se mostrando um jogador de elite.

Com ótimas capacidade de drible e finalização, tanto com a perna direita tanto com a perna esquerda, contribui tanto ofensivamente e aproveita de seu excelente vigor físico para também ajudar na defesa. Prova disso são seus 18 gols, vice-artilheiro do time no campeonato, 7 assistências, 13 interceptações e 44 divididas. Mané já se consolidou como um dos principais pontas no mundo e essa última temporada foi mais uma prova de seu enorme talento.

Raheem Sterling

Muitas vezes perseguido, taxado como flop por alguns e odiado por boa parte da sua torcida do Liverpool pela transferência para o Manchester City, Sterling, após a chegada de Guardiola, só evolui cada vez mais, contribuindo muito para a subida de nível dos Citizens nas últimas temporadas.

Diferentemente de como era na época, Sterling não é mais aquele jogador que apenas joga a bola na frente e corre atrás dela, ele corre com ela, conduzindo-a de forma inteligente, possibilitando a Guardiola que oficializasse-o na ponta esquerda, gerando amplitude, mas também pisando muito na área. Além do ataque, o inglês cumpre importante papel tático voltando para fechar as linhas de marcação e dando mais liberdade de criação a De Bruyne.

Seu desempenho ofensivo foi excelente, terminando o campeonato como o artilheiro do Manchester City com 20 gols, além de 1 assistência, 9 grandes chances criadas, 2 bloqueios, 15 interceptações e 27 divididas. Sterling mostrou mais uma vez como assumiu o posto de ser um dos principais jogadores da equipe e um dos líderes técnicos do time, chamando a responsabilidade para si.

Marcus Rashford

Estreou impressionando muitos e quebrando recordes, se tornando o jogador mais jovem da história do United a marcar em uma competição europeia e marcando dois gols em sua estreia na Premier League. Esperava-se uma evolução rápida que foi freada ao longo dos anos, colocando pontos de interrogação no inglês e duvidando de sua capacidade. A última temporada mostrou do que Rashford é capaz.

Fardando a 10 dos Red Devils e originalmente jogando no comando de ataque, Rashford encontrou a sua posição ideal como meia atacante pela esquerda, construindo e atacando os espaços por ali. O inglês assumiu o protagonismo e jogou muito bem, mostrando evolução na construção e na finalização de jogadas e nas bolas paradas, centralizando as ações ofensivas em um time sem Pogba por boa parte do campeonato e com Bruno Fernandes chegando apenas na metade para o final.

Rashford teve sua temporada mais artilheira na carreira, marcando 17 gols na competição e dando 7 assistências, além de 9 grandes chances criadas. A Football Writers´ Association o considerou o 3º melhor jogador do campeonato, o que mostra o quanto o inglês mostrou bom futebol e contribuiu para a volta do United à UEFA Champions League.

Heung-Min Son

 

O casamento entre Son e Tottenham foi um sucesso desde sua chegada ao clube londrino. Chegou na temporada 2015/2016 e, por ter custado 30 milhões de euros, se tornou o jogador asiático mais caro da história. E pela sua performance pelos Spurs, esse dinheiro foi extremamente bem gasto.

Son é dono de um chute poderoso, com os dois pés, é muito veloz e bem ágil. Ocupando majoritariamente a ponta esquerda, o sul-coreano, desde a temporada 2018/2019, tem obtido cada vez mais liberdade para circular pelo ataque, construindo as jogadas ou finalizando e, ao lado de Harry Kane, assumiu a responsabilidade e se tornou o principal jogador da equipe.

Com 11 gols e 10 assistências em 30 jogos, configurando uma média de mais 1 participação em gol a cada 2 jogos, Son foi um ponto de equilíbrio e de segurança em um Tottenham que capengou ao longo da temporada. O clube conseguiu se classificar para a Europa League, e muito disso se deve aos gols de Son.

Riyad Mahrez

Mahrez can be City's flexible friend

Sem dúvidas é um jogador histórico da Premier League. Seu feito com o Leicester na temporada 2015/2016 jamais será esquecido e seu nome está marcado na história da competição como um dos líderes daquele time. Depois de continuar por um tempo nos Foxes, o argelino rumou ao Manchester City e, devido a alta concorrência, não tinha conseguido se firmar, pelo menos até esta temporada.

Mahrez sempre se destacou pela sua técnica e capacidade ofensiva, com ótimo chute de média distância, qualidade nas bolas paradas e visão de jogo, e atuando na ponta direita, suas habilidades são ainda mais potencializadas, e mesmo não sendo tão intenso e tático quanto outros companheiros, o argelino disputou 33 partidas sendo 21 como titular.

A boa temporada de Mahrez também refletiu nos seus números. Com 11 gols e 9 assistências, 18 grandes chances criadas e média de 1.9 passes decisivos, o argelino mostrou que é um jogador capaz de desequilibrar uma partida e se firmou como ótimo selecionável para Guardiola no City.

Adama Traoré

Um dos jogadores mais legais de um dos times mais legais de se acompanhar na Premier League na última temporada. O espanhol, que já havia jogado por Aston Villa e Middlesbrough, mostrou uma evolução absurda e afastou de vez as acusações de ser chamado “ponta burro”.

Adama é um touro fisicamente, no sentido de ser muitíssimo forte e conseguir equilibrar essa força física com sua gigantesca velocidade, sua enorme capacidade de drible e agilidade. Ocupa majoritariamente o lado direito da equipe do Wolverhampton e durante a temporada jogou como ponta em um 3-4-3, no ataque em um 3-5-2 e como ala no mesmo 3-4-3 de antes, jogando muito bem e sendo extremamente regular em todas as posições.

O espanhol fez 4 gols e deu 9 assistências ao longo da competição além de 10 grandes chances criadas, mas o que impressiona é sua média de quase 5 dribles por partida, uma das maiores de todo o campeonato. É a primeira temporada de destaque de Adama de fato, então o mesmo ainda precisa se provar um pouco mais, mas é inegável que o mesmo tem potencial para se manter no topo.

Willian

Idolatrado por uns e questionado por outros, Willian é, sem dúvida, um dos maiores brasileiros da história da Premier League, mantendo um status de titular no Chelsea por 7 anos e se destacando em diversas conquistas pelos Blues. Em uma temporada com o time londrino proibido de contratar e tendo que usar muitos jovens, a experiência de Willian foi primordial para a ida do Chelsea à UEFA Champions League.

O brasileiro sempre demonstrou muita raça e disposição com a camisa do Chelsea, e, ao longo das temporadas em que esteve em campo pelos Blues, foi adquirindo mais e mais importância. Dono de um poderoso chute e um bom cruzamento, Willian foi primordial tanto nas bolas paradas quanto em campo.

Numericamente, a melhor temporada individual do brasileiro foi justamente nesta última, com 9 gols e 7 assistências, além de 12 grandes chances criadas, 20 interceptações e 27 duelos vencidos. Após desacordos quanto a renovação contratual, Willian deixou o Chelsea e se juntou ao Arsenal. Pode não ter status de ídolo ou de grande protagonista, contudo sua importância não será minimizada e o ponta será lembrado com carinho por diversos torcedores dos Blues.

Ayoze Perez

Desde sua chegada à Premier League em 2014, o espanhol nunca havia realmente mostrado a que veio. Hora se destacava e decidia jogos, hora se escondia e demonstrava pouca vontade. Mudou um pouco esse status a partir da metade final da temporada 2018/2019 e foi o bastante para o Leicester desembolsar 20 milhões de euros na sua contratação.

Ayoze Perez já jogou como atacante centralizado, segundo-atacante e meia, mas se encontrou de fato jogando mais aberto pela direita, tendo liberdade para circular pela área e pelo centro e abrindo o corredor para as ultrapassagens do ótimo Ricardo Pereira. Cumprindo este papel tático, o espanhol mostrou o que tem de melhor e afastou o status de irregular para ser de fundamental importância para o Leicester.

Em termos numéricos, o espanhol contribuiu com 8 gols e 4 assistências, além de 6 grandes chances criadas e média de quase 1.0 passe decisivo por jogo. Números modestos se comparados com outros pontas da liga, mas que não espelham totalmente suas qualidades e sua performance ao longo do campeonato, contribuindo bastante para a ótima campanha do Leicester.

Harvey Barnes

Na carência de opções nas pontas, o jovem, que na época se destacava no West Bromwich, foi chamado de volta de empréstimo na temporada 2018/2019 para assumir a ponta-esquerda do Leicester e tomou conta da posição, permanecendo como titular e cada vez impressionando mais.

Diferentemente de Perez, que joga pela outra ponta, Barnes é mais agudo e incisivo, dando amplitude pelo flanco esquerdo e agredindo a área adversária por ali. Com velocidade e agilidade, o inglês é a principal válvula de escape da equipe pelas laterais do campo.

A temporada de Barnes é de 6 gols e 8 assistências, contando também com 6 grandes chances criadas e uma média de 1 passe decisivo por jogo. Com apenas 22 anos, o inglês ainda pode evoluir bastante como jogador e contribuir ainda mais para a fixação do Leicester como um time de elite na Premier League e é mais um bom nome da ótima geração inglesa.

 

CENTROAVANTES

Jamie Vardy

Premier League: Jamie Vardy Wins Golden Boot, Ederson Grabs Golden Glove Award

Mais um presente na inesquecível campanha do título na temporada 2015/2016 que permaneceu no clube, Vardy tem uma das histórias mais singulares de jogadores na Inglaterra. Até 2013 era semiprofissional, conciliando o futebol com um emprego numa fábrica, chegou ao Leicester em 2012 vindo do modesto Fleetwood Town depois de peregrinar por clubes da 7ª e 8ª divisão. Ninguém poderia esperar, mas os 1 milhão de libras que os Foxes desembolsaram em sua contratação seriam os mais bem gastos da história do clube.

Vardy é impressionante, sua capacidade de finalização é muito acima da média, é muito veloz, encaixando bem com o estilo de jogo de sua equipe e seu empenho e dedicação dentro de campo são de encher os olhos. O inglês preferiu permanecer na equipe após a conquista da Premier League e, superando as desconfianças de alguns, é o pilar e o principal jogador da equipe.

Em termos numéricos, foi uma temporada maravilhosa de Vardy. Foi o artilheiro da Premier League com 23 gols, deu 5 assistências, além de 12 grandes chances criadas. A idade já é avançada, 33 anos, mas sua capacidade física e qualidade o credenciam a ser titular do Leicester ainda por mais algum tempo, proporcionando ainda mais alegrias para os torcedores dos Foxes.

Danny Ings

Assim como Vardy, Ings tem uma história comovente. Se destacou muito pelo Burnley e foi contratado pelo Liverpool na temporada 2015/2016, porém, os inúmeros problemas físicos minaram a trajetória do atacante pelos Reds, problemas estes tão grandes ao ponto de impedi-lo de jogar por quase duas temporadas inteiras. O Liverpool cada vez mais de desenvolvia e o espaço de Ings ia diminuindo, vendo no Southampton uma chance de reerguer a carreira. Indo inicialmente por empréstimo, os Saints desembolsaram 20 milhões de libras para sua contratação em definitivo, o que se mostrou uma sábia e feliz decisão.

Ings, longe dos departamentos médicos, disputou os 38 jogos da competição e foi o principal responsável pela campanha segura (com algumas aspas) do Southampton na competição. Foi o vice-artilheiro da competição com 22 gols, participou com 2 assistências e 2 grandes chances criadas. O atacante inglês é o ponto de referência da equipe que joga em torno dele, com a principal função de finalizar as jogadas, por isso não costuma dar tantas assistências, contudo, seu faro de gol é apuradíssimo.

Por mais que já tenha disputado uma partida pela seleção em 2016, pode-se dizer que Ings nunca estreou de fato pela Inglaterra. Com uma temporada de elite e com a confiança dos treinadores, o atacante pode e deve ainda sonhar com novas convocações e ser ainda mais decisivo do que foi nessa última temporada.

Pierre Emerick Aubameyang

O que dizer de Auba? Já é uma estrela mundial desde o Borussia Dortmund e o Arsenal fez muito esforço para concretizar a sua vinda para a Inglaterra, e desde que chegou, só teve a agregar com seus gols e jogadas de perigo.

Aubameyang foi o artilheiro da temporada 2018/2019 da Premier League, junto de Mané e Salah, ambos do Liverpool, com 22 gols. Com a chegada de Arteta ao comando do Arsenal, o gabonês adquiriu uma função diferente, atuando mais como atacante pela esquerda, atacando os espaços pela ponta e deixando o centro da área com Lacazette. E adivinhem? Por pouco não foi o artilheiro da última temporada com os mesmos 22 gols, 1 apenas atrás de Jamie Vardy. Com mais 5 assistências e 7 grandes chances criadas, Auba vai mostrando como pode ser influente no jogo ofensivo dos Gunners mesmo longe da área.

A campanha do Arsenal não foi as mil maravilhas, sofreu derrotas acachapantes ao longo do campeonato e ocupou apenas a 8ª colocação. Mas o fim de temporada com vitórias em cima do campeão Liverpool, no vice Manchester City e a conquista da FA Cup deixou os torcedores com um fio de esperança para a próxima temporada, e, com o trabalho de Arteta se consolidando e reforços sendo trazidos, além dos gols de Aubameyang, os Gunners podem sonhar em uma possível recuperação.

Raul Jimenez

Com a subida do Wolverhampton da Championship, houve dúvidas na capacidade do time laranja de se manter na 1ª divisão. Porém, com um trabalho a longo prazo muito bem feito e uma pela prospecção, o time pincelou bons nomes e se consolidou. Um desses nomes é Raul Jimenez, que, apesar de nunca ter se destacado desde que chegou na Europa, teve uma reviravolta na carreira assim que chegou na Inglaterra.

O mexicano é extremamente técnico, inteligente e, apesar dos quase 1,90m, é rápido e ágil. Não só domina os atributos técnicos, como mostra ótimo faro de gol e domínio da grande área. Suas qualidades fazem com que o mesmo seja responsável por centralizar as ações ofensivas do time, seja criando, seja definindo, e Jimenez faz isso muito bem. Seus 17 gols e 6 assistências mostram sua habilidade, e suas 13 grandes chances criadas e cerca de 1644 toques na bola mostram sua importância no esquema tático de Nuno Espírito Santo.

Seu desempenho já vem impressionando há algum tempo e, em toda janela de transferências, seu nome é especulado fora dos Wolves. É claro que a capacidade financeira do Wolverhampton é inferior aos principais clubes da Europa, mas, seja lá aonde o futuro de Jimenez será, podemos esperar as mesmas qualidades que o mesmo já vem apresentado há duas temporadas.

Anthony Martial

Surgiu como um fenômeno no Monaco e o Manchester United não poupou esforços em despejar 60 milhões de euros em sua contratação. Muitos questionaram o valor elevado em um jogador jovem e o francês demorou a se firmar, nunca sendo unanimidade com os treinadores. Com Solskjaer, todavia, pode-se dizer que Martial engrenou.

Em temporadas anteriores, o atacante jogava mais preso à ponta-esquerda, sem muita liberdade e tendo obrigações defensivas. Na temporada passada, Solskjaer apostou em Martial no comando de ataque, e o francês não decepcionou. Jogando como referência, entregou os mesmos 17 gols e 6 assistências (curiosamente, os mesmos números de Raul Jimenez, já citado nesta lista), além 8 grandes chances criadas e praticamente 81% de precisão no passe.

Muitos ainda questionam se Martial é o nome ideal para ser o 9 do Manchester United, e, por este último ser bastante midiático, em todo mercado de transferências surgem inúmeras especulações sobre camisas 9 e demais jogadores. Por enquanto, o francês vem se encontrando e dando conta do recado, resta saber se o desempenho desta última temporada se repetirá e evoluirá, ou se Martial vai estagnar novamente.

  

MELHORES TÉCNICOS

Jürgen Klopp

A temporada anterior do Liverpool foi excelente, beirando a perfeição, mas não foi o suficiente para o time conquistar a Premier League. Então Klopp teve que fazer algo que parecia quase impossível, que era subir ainda mais o nível da sua equipe, mas ele conseguiu. A equipe assumiu a primeira colocação na segunda rodada e não saiu mais, foram 26 vitórias nos primeiros 27 jogos, até perder pela primeira vez na 28ª rodada, contra o Watford. O time voltaria a perder apenas mais duas vezes e quando essas derrotas vieram o título já estava assegurado. No total foram 32 vitórias, 3 empates e as 3 derrotas. Com a melhor defesa e o segundo melhor ataque da competição os Reds mostraram mais uma vez um time muito forte em todos os setores do time e em todas as fases do jogo, quebraram vários recordes e levaram muito merecidamente o título em um trabalho cada vez mais consolidado de Jürgen Klopp.

Chris Wilder

De volta a Premier League após 12 anos o Sheffield United era cotado pela maioria das pessoas como um dos principais candidatos ao rebaixamento. Mas os Blades surpreenderam a todos e fizeram uma campanha que, provavelmente, nem o mais otimista dos seus torcedores estava esperando. A equipe de Chris Wilder brigou por vaga em competições europeia até a reta final do campeonato, chegando a ficar no G7 por 18 rodadas e terminando o campeonato numa ótima 9ª colocação. Com um estilo de jogo defensivo a equipe, que atua num 3-5-2/5-3-2 foi com a quarta melhor defesa do campeonato com apenas 39 gols sofridos. Wilder utiliza os zagueiros laterais do trio de zaga de uma maneira única nos momentos ofensivos, onde eles sobem ao ataque, como se fossem alas para, geralmente, realizar cruzamentos para a área e também ajudar a equipe a realizar trocas de passes pelas laterais. Com essa defesa sólida e um ataque eficiente Chris Wilder conseguiu fazer o Sheffield United causar uma ótima impressão nesse seu retorno a Premier League

Frank Lampard

Sem poder contratar e tendo perdido o craque do time o Chelsea apostou no ídolo para essa temporada totalmente diferente das últimas que a equipe havia vivido. E Lampard fez um ótimo trabalho. Já que não era possível fazer contratações, e como no seu trabalho anterior no Derby County ele já havia dado muito espaço aos jovens, ele fez o mesmo no Chelsea e deu muito certo, provando que é um erro o clube não dar espaço para sua base que é uma das melhores da Europa. Jogadores como Abraham, Reece James, Mount e Tomori, esses dois últimos já tendo trabalhado com ele no Derby, tiveram sua primeira oportunidade na Premier League e foram muito bem, com Abraham, por exemplo, sendo o artilheiro da equipe na competição. Com um estilo de jogo ofensivo, de posse de bola e intensidade Lampard fez o Chelsea ser um time interessante de se ver jogar. E mesmo com alguns problemas defensivos, a equipe se manteve no G4 desde quando entrou nele, na 9ª rodada. Foi um trabalho muito bom do jovem técnico inglês, principalmente quando levamos em conta as adversidades que ele encontrou no clube e o fato desse ser o seu primeiro grande trabalho.

Pep Guardiola

Não foi uma temporada tão dominante como costumam serem as temporadas dos times de Guardiola nas ligas nacionais, porém mesmo assim o seu Manchester City conseguiu terminar na vice-liderança com certa folga para o terceiro colocado. A equipe seguiu com problemas contra equipes que souberam explorar os contra ataques, como o Wolverhampton. A equipe não conseguiu manter o mesmo nível de regularidade da temporada passada, impossibilitando assim que ela tornasse a disputa pelo título mais acirrada, mas foi mais uma temporada muito boa da equipe, com destaque para De Bruyne que foi o melhor jogador da liga, que terminou com o melhor ataque que fez incríveis 102 gols e ainda teve a segunda melhor defesa com apenas 35 gols sofridos.

Brendan Rodgers

Agora já iniciando a temporada na equipe e conhecendo muito melhor os jogadores e eles as suas ideias Brendan Rodgers conseguiu evoluir o futebol do Leicester, levando a equipe para um nível até mais acima do que era esperado, considerando que essa foi apenas sua segunda temporada nos Foxes. O técnico escocês montou uma equipe muito ofensiva, que terminou com o quarto melhor ataque, que tinha muita qualidade nos ataques pelos lados do campo, principalmente com o apoio dos laterais, mas que também mostrou muita qualidade pelo centro do campo, encontrando em Maddison e Tielemans uma dupla de interiores muito técnica e completa e contou com um Vardy no seu mais alto nível para concluir as jogadas. Mas a equipe ganhou em qualidade ofensiva sem se prejudicar na defesa. Os Foxes foram a sexta melhor defesa. E esse ótimo futebol possibilitou a equipe brigar fortemente pela classificação à Champions League, ficando no G4 em 33 das 38 rodadas. A equipe acabou não conseguindo a vaga, mas por conta de uma queda de desempenho que tem relação direta com a perda da dupla titular de laterais, que são tão importantes para o jogo da equipe, para a reta final da temporada, além de Maddison também ter ficado fora nos últimos jogos. No geral foi um excelente trabalho de Brendan Rodgers.

 

Para finalizar, escolhemos um 11 inicial entre todos esses destaques, e assim ficou a seleção do campeonato, que teve Klopp como técnico:

 

Matéria feita em colaboração com Thiago Zumpichiate.

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Postado por Wallas Vieira Técnico em Edificações, cursando Administração. Torcedor de Flamengo e Liverpool. Fã da intensa Premier League e do tático campeonato italiano. Gosta de táticas, crônicas e número sobre o futebol.