A paixão por defender – Douglas Ferreira
22 de fevereiro de 2018

Goleiro Douglas. Foto: Reprodução/ Juventude.

Ser brasileiro é, desde pequeno, ter o sonho de jogar futebol, quase que uma questão comum entre todos os que gostam deste esporte. Mas se tornar um atleta profissional é uma dúvida mais comum ainda. 

Ser atacante ou meio campista, aquele camisa 10 do time do coração e da Seleção, é o desejo de qualquer um. Mas quando a qualidade escolhe aflorar debaixo das traves, a posição de goleiro parece a mais acertada para tentar a sorte nesse esporte tão desafiador.

Esse é o mesmo desejo de Douglas da Silva Ferreira, goleiro do Juventude. Com muito esforço, o jogador de 23 anos, natural de Itaboraí-RJ, vem buscando se tornar um goleiro importante para seu time e nos conta, aqui, um pouco da sua trajetória, que só tende a crescer.

Blog 4-3-3 – Quando começou a jogar futebol e por qual motivo escolheu ser goleiro?

Jogava futebol desde pequeno, tinha um campo na esquina da minha casa, isso só colaborou pela minha paixão pelo futebol. Minha escolha para ser goleiro, não fugiu muito da regra. Não tinha muito talento para ser atacante, nem meio de campo, fui recuando e acabei descobrindo a posição de goleiro. Ainda bem que escolhi, pois amo ser goleiro. Me apaixonei ainda mais, achava incrível as defesas dos goleiros profissionais e tentava imitar. Comecei a jogar em clubes em 2006, no Profute-RJ na categoria sub 12.

Blog 4-3-3 – Quais são seus maiores ídolos e por que os escolheu?

Costumo dizer que tive muitas referências, ficava na internet vendo vídeos de goleiros, de vários, e me inspirava assim, aprendia observando. Eu costumava ver os jogos da série b do Rio, só pra ver os goleiros. Mas quando criança, gostava bastante do Júlio César, agora no Flamengo, por causa das suas grandes defesas.

A cada dia somos levados a novos desafios, assim somos aperfeiçoados e fortalecidos! Seguindo firme… ⚽?? #PRAZERemDEFENDER #LuvasPoker

Uma publicação compartilhada por Douglas Silva (@douglas_sf) em 2 de Nov, 2017 às 3:08 PDT

Blog 4-3-3 – Qual a dificuldade que sentiu em subir para os profissionais?

Não tive muitas, até porque sempre treinei desde quando tinha 16 anos. Uma espécie de adaptação que os clubes normalmente fazem. Mas para o goleiro, muda bastante o tipo de chute, os cruzamentos são mais fortes e rasantes, chutes de fora da área com muito mais potência, a responsabilidade e a competitividade é muito maior. Isso que senti como principal diferença das categorias de base.

Blog 4-3-3 – Você é bem jovem e acabou não tendo muitas oportunidades no Botafogo, qual foi o maior problema que sentiu no seu antigo clube?

Fiquei no Botafogo na minha idade de Júnior (sub-20), em dois anos e meio. Na base joguei todos os campeonatos nacionais e internacionais, sendo titular em quase todos. Subia para o profissional para fazer parte do elenco, com muitas chances de permanecer por bastante tempo no Botafogo e gostava demais de jogar lá. Só que eu era emprestado pelo Juventude e chegou no final do contrato o Botafogo estava atravessando uma fase muito ruim financeiramente e eu só poderia ficar se eles me comprassem do Juventude. Isso não foi possível e retornei para o Juventude.

Blog 4-3-3 – Você já conseguiu se adaptar em Caxias do Sul? E qual a maior dificuldade que sentiu ao chegar nesse novo clube?

Sim, já estou muito bem adaptado aqui. Gosto da cidade. A maior dificuldade com certeza é o frio. Aqui o inverno é muito rigoroso.

Blog 4-3-3 – Em 2017 você acabou sendo reserva do Matheus Cavichioli, que fez um grande ano, mas agora tem a chance de jogar devido a lesão dele. Como você espera aproveitar essa chance?

Eu já estava antes mesmo dele chegar e tive chances de jogar também. Ele veio para o brasileiro e foi bem. No tempo que fiquei sem jogar, treinei bastante, esperando uma chance e ela chegou. Fui bem e espero continuar fazendo o meu melhor no maior quantidades de jogos possíveis em que eu tiver sequência.

Blog 4-3-3 – Você acabou tendo a chance de jogar na Copa do Brasil contra o Interporto, onde foi o destaque do time, salvando em inúmeras vezes e classificando o time para a próxima fase. Como esse jogo foi importante para você mostrar seu futebol?

Foi extremamente importante. Fui saber que iria jogar no dia anterior, mas eu estava preparado. Um jogo assim, sendo destaque, me dá muito mais confiança e mostra que tenho totais condições de vestir a camisa número 1 do Juventude.

Douglas defendendo chute contra o Interporto pela Copa do Brasil. Foto: Elias Oliveira/Jornal do Tocantins

Blog 4-3-3 – O que esperar do Juventude neste ano de 2018? E de você, o que esperar?

Conquistas. Ir o mais longe possível nas competições e quem sabe conseguir um acesso para a série A de 2019, pois temos essa ambição também. E da minha parte, estou feliz aqui e espero poder jogar bastante e manter um bom nível em todas as oportunidades.

Blog 4-3-3 – Muito obrigado e um excelente ano.

Eu que agradeço. Foi um prazer!

Postado por Luciano Weber Estudante de jornalismo, gaúcho, colorado, amante de todos os esportes e acima de tudo, apaixonado por futebol.