Vestindo o Futebol #13 – Dryworld
27 de novembro de 2018

 

Conhecida por grande parte dos brasileiros, a Dry se tornou um dos casos mais polêmicos desta década no meio esportivo, e não só no Brasil, diga-se e passagem.

Fundada em 2010, a empresa se consagrou no mercado após inventar e patentear uma nova tecnologia inovadora, o calçado a base de neoprene, que deixa os pés dos atletas aquecidos (e secos) mesmo durante suas atividades de trabalho. Foi de um sucesso estrondoso na época e a companhia logo se viu pressionada a expandir seus horizontes. Como já era de esperar, a marca se espalhou por pelo menos 15 países diferentes, fechando patrocínios com diversos atletas de variadas modalidades, a Dry era a nova sensação.

O canadense Brian McKenzie e o escocês Matt Weingart, fundadores do negócio, logo viram a oportunidade de estampar a camisa de alguns clubes se tornar teoricamente viável e identificaram o Brasil como um mercado em potencial. Com isso, iniciaram negociações com Atlético Mineiro, Fluminense, Goiás e Santa Cruz (que desistiu posteriormente). Inicialmente o projeto parecia bastante promissor, o dinheiro investido seria altíssimo, a ponto de ser o maior contrato esportivo da história de alguns destes clubes até então, todo mundo ficou eufórico.

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As camisa do Goiás.

Com os acordos fechados, logo surgiram problemas. Além da dificuldade no pagamento, o tempo de ressuprimento foi talvez o maior entrave que a empresa teve que lidar. Com uma estrutura ainda em desenvolvimento, a capacidade de produção acabou não sendo capaz de suprir a demanda exigida, e então começou a faltar produto nas lojas, times juniores e até para o elenco profissional, algumas peças. O Fluminense chegou a treinar com o uniforme da Adidas, na época. Bizarro.

A calamidade era tanta, que a companhia chegou a realizar uma vaquinha para arrecadar um valor necessário para produzir cerca de 9 mil peças atrasadas. Apesar da humilhação, a marca chegou a arrecadar 100 mil dólares de 250 necessários. Mesmo como todos estes problemas, a Dry iludiu bastante algumas agremiações, chegaram até mesmo a ajudar na ida do Robinho ao Atlético Mineiro, ninguém esperava tamanho calote.

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A isca.

Até mesmo com clube ingleses aconteceu a mesma coisa, as vítimas foram o QPR e o Watford, ambos sofreram do problema de ressuprimento e encerraram seus vínculos antes do término do contrato de maneira unilateral.

E claro, como não poderia deixar de ser, aqui no Brasil a maioria dos clube envolvidos e enganados, foram a justiça reaver os direitos previstos em contrato. Os processos de Atlético e Fluminense correm até hoje, o tricolor recusou um acordo e processa a empresa no seu país sede (temendo que a mesma declare falência no Brasil), agora espera uma postura da justiça canadense.

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Não chegaram nem a ir para a lua de mel direito.

Após a rápida ascensão e a mais rápida ainda queda, a Dry saiu um pouco de cena e agora -ao que apuramos- não possui mais nenhum patrocinado no futebol. Complicado.

Veja abaixo alguns dos trabalhos deles:

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Watford

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Quens Park Rangers

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Delhi Dynamo – IND

Postado por Renan Castro 23 anos, administrador, torcedor do Flamengo, natural de Nova Iguaçu - RJ, fã de aviação e dono de três quadros: Vestindo o Futebol, Ícones Alternativos e Memória FC.