Uma ode a Jürgen
7 de maio de 2019
Categoria: 4-3-3

 

Se houvesse merecimento no futebol, hoje seria um dia de coroar Jürgen Norbert Klopp. Por sua ousadia, por seu jeito, chamado de Football Heavy Metal, e por tirar dos seus jogadores o melhor e o máximo.

Dentro da filosofia Klopp de futebol, o jogador aprende a jogar de acordo com seu instinto, claro que dentro de um estilo de jogo pré-definido, mas que é catapultado pelas características próprias de cada jogador.

Hoje, contra o Barcelona, o Liverpool foi irretocável. É imprescindível citar o jogo mental desse time, que atacou desde o primeiro minuto até o quarto gol, e se defendeu de forma magistral anulando o Barcelona e principalmente Lionel Messi, que deu números e ditou a vitória blaugrana no primeiro jogo, anulando-o e transformando ele em um jogador comum, como apenas mais um no gramado de Anfield.

Individualmente, Alisson mostrou mais uma vez porquê é o camisa 1 da Seleção Brasileira. É seguro, é tenaz e, principalmente, é um líder. Quando o jogo aperta, chama a bola, começa o jogo e/ou tenta forçar uma bola mais longa. Fez duas ou três defesas de almanaque e garantiu o Liverpool na decisão.

Trent Alexander-Arnold, o rei das assistências, deu duas e, em uma, classificou o Liverpool com inteligência digna de gênio. Wijnaldum entrou no intervalo e fez dois gols, além de ter dominado o meio de campo, a posse e as ações do Liverpool. E, encerrando os destaques individuais, Divock Origi. De terceira opção de ataque a substituto de Mohammed Salah e responsável direto pela classificação com dois gols.

Fabinho foi mais um dos destaques da classificação histórica

Um jogo daqueles que te faz lembrar o motivo de amar esse esporte. Um jogo que mostrou o que é uma estratégia perfeita, sobre como anular seu adversário e ser letal no ataque. Sobre ter fé e acreditar, como estava na camisa de Salah, que acompanhou o jogo das tribunas, “Never give up” (“nunca desista”, numa tradução livre) e como diz a torcida do Liverpool, “you’ll never walk alone” e mais uma vez o Liverpool não esteve sozinho.

Postado por João Vitor Nunes Jornalista no interior de Minas, formado pela Universidade Federal de Ouro Preto. 22 anos. Atleta recém promovido ao sub-óbito.