Uma carreira recheada de conquistas – Rodrigo Hardy (Futsal)
24 de janeiro de 2018
Categoria: Entrevistas

 

Fazendo uma transição do campo para as quadras, o 4-3-3 conversou com Rodrigo, fixo da Magnus Futsal e da Seleção Brasileira. O jogador, que foi um dos melhores do mundo no ano de 2016, nos atendeu depois de um treinamento de seu clube, em Sorocaba, e conversou sobre sua carreira, seus planos para o futuro e também sobre futebol de campo – confira na íntegra no vídeo abaixo.

Rodrigo participou das categorias de base do Guarani, de Campinas, cidade onde nasceu, jogando campo. Depois, migrou para o futsal, passando por alguns clubes do interior paulista até chegar ao Carlos Barbosa, uma das equipes mais tradicionais do Brasil,. No Rio Grande do Sul, virou ídolo e ficou por muito tempo, chegando à Seleção Brasileira por conta de seu grande destaque no clube. Até que, enfim, chegou à Sorocaba, onde já está por cinco anos e também já é um dos maiores ídolos, ao lado de Falcão e do goleiro Tiago.

Uma das principais características do jogo de Rodrigo é seu bom e forte chute de longa distância, forma como ele marca muitos gols, e com isso acabou ganhando o apelido de “Torpedo Humano”. Ele conta como surgiu isso: “O apelido foi dado pelo Daniel Pereira e pelo Marcelo Rodrigues (narrador e comentarista da SporTV), num ano em que marquei muitos gols de longa distância e deu muito certo. O apelido pegou e no meio do esporte todo mundo me conhece assim”.

A carreira de Rodrigo é de muitos títulos, ele já ganhou tudo que um atleta brasileiro pode ganhar. Mas não parece satisfeito. Querendo mais, vai correr atrás de multiplicar essas conquistas no restante de sua carreira:

“Graças a Deus eu ganhei todos os títulos possíveis como atleta. Fui bicampeão mundial de clubes, bicampeão da Liga Nacional, campeão estadual e campeão mundial com a Seleção Brasileira”.

Na Seleção e na Magnus Futsal, Rodrigo e Falcão fazem uma grande dupla

Em 2012, ano do último título mundial da Seleção Brasileira, Rodrigo estava no grupo e tem orgulho de dizer que foi o ápice de sua carreira até o momento. Ele estava na Seleção havia pouco tempo, e logo no primeiro mundial que disputou, acabou saindo campeão. Para o próximo torneio, que será disputado em 2020, certamente ele está entre os principais jogadores, e se tudo ocorrer dentro do esperado, estará lá vestindo a Amarelinha.

“A molecada está vindo muito forte. Temos uma base muito boa que veio do Corinthians, o Leandro Lino, o Arthur, o Rocha, você vê que são muito bons jogadores. Tem também o Marcel, o Luan (goleiro). São todos grandes atletas.”

Com 33 anos, Rodrigo comenta que não tem um planejamento sobre data de se aposentar. “Vou esperar meu corpo dizer. Acredito que pelo menos mais uns quatro ou cinco anos eu ainda consiga jogar em alto nível.” Mas ele diz que depois que parar de jogar, pretende continuar trabalhando no meio do futsal. “Talvez não como treinador, porque não tenho esse poder de ensinar. Mas quem sabe no meio da base, ou como dirigente de algum clube. Vamos esperar para ver.”

Rodrigo é capitão e um dos maiores ídolos em seu clube

Mudando um pouco o foco da conversa, Rodrigo contou que gosta muito de acompanhar o futebol. Diz que assiste desde campeonatos estaduais até os maiores campeonatos europeus sempre que tem tempo de ver. E revela que é torcedor apaixonado da Ponte Preta.

“Nunca gritamos ‘É campeão’, mas temos nossa paixão, nossa história. Eu estava lá nos últimos jogos do Brasileirão 2017, onde acabamos sendo rebaixados. Agora pra 2018 precisa reformular, a Ponte sabe que é um ‘pequeno entre os grandes’, e apesar de fazer grandes competições de vez em quando, não tem o poder de Corinthians, São Paulo, Palmeiras. Precisa se acertar e quem sabe voltar para a primeira divisão em 2019”.

Rodrigo também demonstra confiança no título brasileiro para a Copa do Mundo em 2018. Cita a importância de Daniel Alves, que conquistou muitos títulos por onde passou e exerce uma liderança positiva nos elencos, e fala um pouco de Tite:

“A Seleção Brasileira vem forte, ainda mais com o Tite, um cara que soube arrumar a casa, todo mundo confia nele e passa por isso. Todos os times precisam ter um comandante em que o pessoal confia nele, e a Seleção confia nele. A gente sabe que é difícil, mas o Brasil vem forte para ser campeão mundial”.

Para finalizar a entrevista, o capitão da Magnus Futsal deu um recado para quem sonha em seguir carreira dentro do futsal:

“Dizer para a molecada que a luta é árdua, você vai ter mais tristezas que alegrias, porque futebol é assim. Mas as poucas alegrias que você tem vão suprir tudo isso. Não desista no primeiro ‘não’, e quando aparecer a oportunidade você tem que saber agarrar”.

Postado por Leonardo Tudela Del Mastre Natural de Sorocaba-SP, amante do futebol do interior paulista e torcedor de São Bento e Corinthians. Além do amor pelo interior, viciado no futebol como um todo. Formado em Processos Gerenciais pelo IFRS.