Throwback Thursday#15 – Eu estava lá também
14 de junho de 2018
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Kharine, Kolyvanov, Nikiforov, Khokhlov, Kovtun e Onopko; Kanchelskis, Radimov, Tetradze, Tsymbalar e Mostovoi

Ao meio-dia de hoje, a Seleção Russa dará o pontapé inicial da Copa do Mundo, e com grandes chances, também da pior campanha de um anfitrião na história. O fato de jogar em casa é, de fato, a única coisa que credencia os russos de alguma forma, pois a geração realmente não é das melhores – jamais esperaríamos algo desse time se a Copa não fosse lá. Mas nem sempre foi assim. Houve uma geração que fracassou tão miseravelmente com a Sbornáya – a Seleção Russa – que se pode facilmente esquecer de quão bons alguns de seus jogadores eram. O #tbt de hoje fala sobre esses craques que, por mais de uma década, desfilaram seus talentos pelos gramados europeus – por seus clubes, nem tanto pela Seleção.

Pode parecer surreal para quem acompanha os últimos anos do futebol russo, mas a finada União Soviética era uma escola futebolística de muito respeito. A partir da “cortina de ferro” em 1956, a pátria de Lenin participou de quase todas as Copas do Mundo exceto 1978 e 1974, na qual se retirou em protesto contra a ditadura no Chile. Foram os campeões da primeira EuroCopa, em 1960, na França – o país que a Rússia czarista tentava copiar em estilo e opulência até 1917. Produziram craques históricos como Albert Shesternyov, Valentin Ivanov, Rinat Dasayev, Ihor Belanov, Ihor Protasov, Oleh Blokhin e Lev Yashin, um dos candidatos a melhor goleiro da história. Mas não só isso. Técnicos soviéticos, como Viktor Maslov, Gavril Kachalin, Edoard Malafeev e Valeri Lobanovskiy, escreveram seus nomes na história do futebol por suas contribuições – um tanto isolados do mundo capitalista, precisavam ter a mente aberta e estudavam o esporte tanto quanto xadrez.

Infelizmente para eles (e para a Croácia), futebol não é tão científico, de forma que após o título de 1960, os melhores resultados foram um quarto lugar na Copa de 1966 e dois vice-campeonatos europeus em 1972 (para a Alemanha de Beckenbauer) e 1988 (para a Holanda de van Basten). Como URSS, o último resultado foi uma decepcionante eliminação na primeira fase em 1990 após derrotas para Romênia e Argentina – esta última muito graças à ambidestria de Deus, uma vez que Maradona evitou um gol com a mão direita quando ainda estava 0 a 0.

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No entanto, a transição do socialismo para o capitalismo atingiu o futebol em cheio. Nem tanto pelo sistema econômico, mas por perder as outras repúblicas socialistas soviéticas. Bielorrússia, Geórgia e principalmente Ucrânia eram partes importantes do futebol da URSS. E mesmo com muitos atletas nascidos nestes países optando por continuar defendendo a Mãe Rússia, a verdade é que a história da Seleção Nacional da Rússia é uma ilha de sucesso em 2008 em um mar de fracassos.

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Um dos mais espetaculares foi às vésperas da Copa de 1994, quando 14 jogadores exigiram que o técnico Pavel Sadyrin fosse demitido por cometer “atrocidades” como armar o time num 5-3-2 e conseguir um contrato com a Reebok para o time no Mundial (uma vez que os jogadores queriam contratos individuais). A vasta maioria do time aderiu, mas a federação pagou para ver e manteve o técnico. Muitos voltaram atrás, mas Igor Shalimov, Igor Dobrovolski, Andrei Kanchelskis, Sergei Kiriakov, Andrei Ivanov, Igor Kolyvanov e Vasili Kulkov bateram o pé e ficaram de fora do Mundial. Apesar do que Kroos e Khedira possam dizer, nunca é fácil enfrentar o Brasil numa Copa, e fazê-lo sem quatro titulares não ajuda. A Rússia tomou 2 a 0 do Brasil e mais 3 a 1 da Suécia, fazendo com que o terceiro jogo – o baile por 6 a 1 em Camarões – quebrasse dois recordes mas não pudesse salvá-los.

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Não é qualquer cartinha que me derruba não…

Os russos se qualificaram para a Euro 1996, mas pegaram um grupo no mínimo complexo: Alemanha, Itália, e outra república dividida, a Tcheca. Quem leu o Throwback Thursday sobre os boêmios já sabe o que acontece: alemães e tchecos se classificaram e os russos fizeram apenas um ponto solitário. Para 1998, tropeços contra Chipre e Israel fizeram com que a Rússia disputasse a repescagem – onde tiveram o azar de encontrar a Itália, que garantiu que vissem a Copa pela TV. Mesmo destino da Eurocopa 2000, onde nem à repescagem chegaram – precisavam vencer a Ucrânia para chegar lá e Filimonov tomou um frango nos acréscimos num chute de Shevchenko.

Uma vitória suada em Belgrado garantiu que vencessem o grupo das eliminatórias para 2002, mas a geração já não estava em seu melhor. Num grupo fácil, derrotas fatais para o dono da casa Japão e a Bélgica. O último torneio dos remanescentes da talentosa geração foi a Euro 2004, qualificados por um gol de Evseev na repescagem. Lá, derrotas para os anfitriões portugueses e para a Espanha os levou à última rodada eliminados. Foi a única impressão positiva da Rússia no torneio: uma vitória sobre a (futura campeã) Grécia. A geração estava acabada. A que brilhou em 2008 não teria começo melhor, ficando de fora da repescagem após tomar 7 a 1 de Portugal e perdendo a segunda vaga no grupo… por saldo de gols.

Foram cerca de 14 anos de fracassos, entre incapacidade de passar da frase de grupos ou pior, de ao menos chegar aos torneios. As gerações futuras teriam fracassos semelhantes – perder da Eslovênia nos play-offs para a África do Sul, perder pateticamente a vaga nas oitavas da Euro 2012, ser eliminados da Copa de 2014 graças a um frangaço de Akinfeev, ser eliminado na primeira fase da Copa das Confederações em 2017 – mas, fora 2010, ninguém esperava nada de nenhuma delas.

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Depois da mão de Maradona, eliminados pelo Dedic de Deus.

Por outro lado, a geração que decepcionou o país da vodka por doze anos era especialmente cruel pois tinha uma série de jogadores que brilharam no futebol continental durante a década de 90, de quem falaremos agora:

Os revoltados:

Se não fosse a “carta dos 14” contra Pavel Sadyrin, talvez eles tivessem tido melhor sorte no Mundial dos EUA. Isso porque entre os jogadores que acabariam ausentes, haviam nomes importantes. O ponta Dobrovolski fez parte do Olympique de Marselha campeão europeu de 1993, enquanto o meia esquerda Shalimov era figura importante do meio campo do Spartak Moscou que chegou às semi-finais da edição de 1990-91, e chegou a ser contratado pela Inter de Milão. Kolyvanov era um atacante talentoso que jogou no Calcio por uma década, com destaque para cinco temporadas no forte Bologna do fim da década. Mas a joia da coroa russa em 1994 seria o agressivo ponta-direita Kanchelskis. Rápido e goleador, seria pinçado do Dynamo Kiev por Alex Ferguson e ganharia duas Premier Leagues pelo United antes de eventualmente ser vendido para o Everton para dar espaço a um jovem da base…

Leia Mais: Throwback Thursday#14 – Mais que um rostinho bonito.

Corra, Andrei, corra.

Os “velha guarda”:

Da turma que assinou a carta, alguns voltaram atrás e foram ao Mundial, como o meia Dmitri Popov, outro importante membro do Spartak de 1991; o meia Igor Korneev, que se destacou pelo Espanyol e foi comprado pelo Barça após boa Copa de 1994, e os centroavantes Oleg Salenko e Sergei Yuran – trombador agressivo, campeão português por Benfica e Porto em anos consecutivos. Ele também faria parte de uma outra leva do Spartak de Moscou, que em 1995 destruiu o Blackburn campeão inglês e chegou às quartas de final da Champions League – antes de se desmanchar na janela de inverno. Yuran perdeu a vaga durante a Copa para Salenko, que faria um torneio estelar: 5 gols contra Camarões o tornaram artilheiro mesmo com a eliminação na primeira fase. Infelizmente, acabaria se aposentando pouco depois por lesões.

Os paredões:

Muitos goleiros que atuaram pela Rússia no período: Stanislav Cherchesov, o atual técnico, que jogou no Spartak de 1991 e também no de 1995; Sergei Ovchinnikov, de longa carreira em Portugal e titular do Lokomotiv Moscou que chegou às quartas da Champions em 2003-04 após eliminar a Inter. Mas o único que podia se dizer dono da meta russa era o dono da meta do Chelsea (antes de Abramovich) por quanto tempo seus joelhos aguentassem: Dmitri Kharine. O arqueiro revelado pelo Torpedo foi o titular do time campeão olímpico em 1988 sobre o Brasil de Romário e foi o sucessor de ninguém menos do que o lendário Rinat Dasayev. Kharine foi o titular em 92, 94 (quando Romário se vingou) e 96, até que as lesões o  relegassem ao banco.

Parece uma Matrioshka, mas é só o nosso goleirovsky.

Os defensores:

Na lista de dissidentes de 94, estava Vasili Kulkov, também do Spartak de 1991 e também vencedor de dois canecos portugueses seguidos com o amigo Yuran. O zagueiro e volante tinha classe, era bom em fazer gols, mas era melhor ainda em curtir a noite com o parceiro. Acabou não indo para nenhum torneio pela seleção. Kulkov também fazia parte do Spartak de 1995, mas jogava de volante, pois na defesa haviam dois jogadores que comporiam a zaga russa pela década: Viktor Onopko e Yuri Nikiforov. O careca Onopko era o pilar antiaéreo, sem comprometer pelo chão. O desmanche do Spartak durante a Champions League o levou para a Espanha, onde foi disputado pelo Atlético Madrid mas acabou mesmo no Real Oviedo. Foi crucial na manutenção do clube asturiano na elite por seis temporadas. Seu parceiro Nikiforov também era bom no ar, mas melhor ainda no chão. Marcava agressivamente e não tinha medo de galopar ao ataque quando preciso, como o Blackburn sentiu na pele. Passou pelo pequeno Gijón antes de se estabelecer como rochedo defensivo do PSV bicampeão holandês.

Yuri Nikiforov e Viktor Onopko – doze anos segurando as pontas.

O goleador – Betschastnykh:

Atacante velocista de 17 anos chega arrebentando ao time principal, fazendo gols e ganhando títulos. A frase poderia se referir a Anelka, mas serve muito bem para Vladimir Beschastnykh. O jovem foi um dos reforços do Spartak pós derrota para o Marselha e chegou comendo a bola – fez 35 gols em 62 jogos ao longo de três anos e carimbou o passaporte para a Copa de 1994, na qual jogou apenas 15 minutos. Saiu para o Werder Bremen e dois anos depois chegou ao oásis dos expatriados russos na década de 90, La Liga. Beschastnykh ficou por 5 anos no pequeno Racing de Santander, ajudando a manter o clube na elite até 2001. Voltou ao Spartak, onde fez um gol a cada dois jogos e garantiu sua segunda Copa, em 2002. O atacante foi o artilheiro da Rússia pós-separação até ser ultrapassado por Kerzhakov em 2014.

Irlanda, 2004: o último gol

O persistente – Alenichev:

Torcedor do Spartak, Dmitri Alenichev começou sua carreira no rival Lokomotiv, mas não demorou para o “Spartacus” se interessar pelo canhoto agressivo com fôlego de sobra. Ele foi tetracampeão russo, também participou da excelente campanha da Champions em 1995, foi eleito o melhor jogador do país em 1997 e se transferiu para a Itália, onde não foi bem na Roma nem no Perugia por empréstimo. Acabou indo para o Porto com o colega Ovchinnikov, onde venceram uma Taça de Portugal e se desentenderam com o técnico Otávio Machado, perdendo parte da temporada 2001-02. O goleiro voltou para seu país natal, mas Alenichev deu mais sorte. O técnico seguinte não pensava no russo como um reserva de Deco, mas como um 12º jogador, capaz de mudar seu esquema quando necessário contra-atacar. Assim, Alenichev foi peça importante no bicampeonato português e na incrível conquista da Champions League do Porto de José Mourinho – inclusive entrando na final, marcando um gol e dando uma assistência para Deco.

Eu vou tomar muita vodka hoje à noite…

O confiável – Karpin:

Nascido na Estônia, o meia Valeri Karpin era parte Keane, parte Scholes: falava muito, fazia muito. Era reserva no Spartak de 1991 e chegou à seleção logo depois da Euro 1992. Marcou o primeiro gol da Rússia pós-separação e participou de todos os jogos de 1994 e logo depois trocou a Rússia pela… Liga Espanhola. Dois anos de Real Sociedad e mais um de Valencia seguiram marcados pelas suas tradicionais corridas agressivas pelo flanco direito, gols de fora, assistências e tormento aos adversários. Mas sem grande destaque. Até que em 1998 ele decidiu se juntar ao colega – não amigo – Aleksandr Mostovoi, que estava sofrendo solitário no ataque do Celta. Foi uma combinação e tanto. Os dois russos eram as joias da coroa de um time que tinha o brasileiro Mazinho, o israelense Revivo, o búlgaro Penev, o endiabrado ponta argentino Gustavo López, o onipresente Makélélé e os argentinos Berizzo na defesa e Caballero no gol.

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Dá “ni mim” e corre pra receber!

Com Karpin e Mostovoi, o Celta que costumava brigar pela permanência na série A ficou todas as temporadas do sétimo lugar pra cima. O time de Víctor Fernández, apelidado de EuroCelta, disputou várias Copas da UEFA, onde tiveram resultados expressivos: eliminaram o Liverpool por 4 a 1 no agregado em 98-99, deram um belo 4 a 0 na Juventus e um mais belo ainda 7 a 0 no Benfica na edição 99-2000.

Após uma Copa do Mundo decepcionante, Karpin optou por retornar à Real Sociedad e quase particiou de um título inacreditável. Os bascos tomaram a liderança do Real Madrid com um BAILE no Anoeta, apenas para serem ultrapassados pelos merengues novamente a duas rodadas do fim. Isso graças a uma derrota para ninguém menos do que… o Celta. Karpin passou na Sociedad mais duas temporadas quietas até se aposentar. Hoje, ele divide seu tempo entre treinar o FC Rostov e cuidar de seus investimentos na infraestrutura, urbanismo e esporte da cidade de Vigo…

O Czar –Mostovoi:

A imagem no Dérbi da Galícia diz tudo. O russo Mostovoi e o brasileiro Djalminha se estranham. O russo chama o brasileiro de macaco, e toma um tabefe em retaliação. Segue-se a isso uma cusparada, uma carícia inapropriada e absolutamente nenhuma punição. Mostovoi e Djalminha são muito parecidos – habilidosos, goleadores, jogadores que levantaram o patamar de um clube. E temperamentais como o diabo.

Oh, l’amour…

Como praticamente todos neste texto, Mostovoi fez parte do Spartak semifinalista europeu em 1991. Como o contemporâneo Karpin, não conseguiu ser convocado a tempo da Euro-92, mas já estava no time que foi aos EUA em 94. No entanto, ao contrário de Karpin, jogou apenas uma partida, a derrota por 3 a 1 contra a Suécia. Não era surpresa. Mostovoi tinha seguido Yuran e Kulkov ao Benfica em 92, e após um ano no clube, tudo o que conseguiu foi uma má reputação por tabela e um passaporte europeu por casar com uma portuguesa. Atuou por três anos na França até a decepcionante Euro-96, onde foi titular mas marcou apenas um gol. Com 28 anos, fazia o caminho de Onopko, Nikiforov, Beschastnykh e outros: lutar contra o rebaixamento na Espanha, com o Celta.

Sua primeira temporada foi vintage Mostovoi: seis gols, décimo sexto lugar e brigas para todo lado. Seu talento era notável, mas muito menos do que suas reclamações por infraestrutura inadequada e conflitos diversos: certa vez, perdiam por 2 a 1 e já fizera as três substituições, quando o russo manquitolou até o banco de reservas e lá sentou – o capitão Patxi Salinas o fez voltar pelo pescoço. Mas a temporada seguinte seria melhor. O clube investiu em bons reforços, a maioria estrangeiros – ajudando a diminuir a sensação de isolamento do craque. O técnico também mudou, e embora Mostovoi detestasse Javier Irureta (mais uma semelhança com Djalminha), ele era de fato mais competente.

Além disso, chegava uma cara familiar. Mostovoi sempre considerou Karpin um puxa-saco, mas no meio de espanhóis hostis, um companheiro de longa data não poderia ser má notícia. Especialmente se esse companheiro tivesse o hábito de descer como um trem siberiano pela direita e encontrá-lo bem posicionado de frente pro gol na marca penal. A conexão russa funcionou maravilhosamente bem durante as cinco temporadas que dividiram no Balaídos, e o mundo finalmente pôde apreciar o talento de Mostovoi.

 

Mesmo aos 34 anos, era esperado que Mostovoi pudesse brilhar na Copa 2002, mas se durante toda a carreira lhe faltou juízo, dessa vez foi a sorte que o deixou na mão. O Czar se lesionou às vésperas do Mundial. Não chegou a ser cortado, mas não disputou nenhuma partida e assistiu do banco à eliminação. Seu final de carreira seria a epítome da montanha-russa Mostovoi: em 2002-03, conduziu o time à inédita Champions League (às custas do título da Real Sociedad de Karpin). E em 2003-04, assolado por lesões, esteve pouco em campo. O Celta conseguiu passar de fase, mas parou nos Invincibles nas oitavas. O esforço de disputar duas competições pesou e o time acabou rebaixado – demorariam nove anos para retornar à elite.

Mostovoi ainda conseguiu vaga para a Euro 2004. Disputou o primeiro jogo, foi acusado de ofender o técnico Georgi Yartsev para a imprensa e mandado para casa. Após um ano sem clube, assinou com o Alavés na série B. Estreou entrando no segundo tempo, fazendo o gol de honra e cancelando seu contrato pouco depois, alegando dores nas costas e problemas familiares. E assim o mais talentoso russo dos últimos 20 anos se aposentou quietamente – para seus padrões explosivos.

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É improvável que a Rússia vá muito além das oitavas na Copa em sua casa. E mesmo que vá, o time limitado que ainda perdeu Kokorin não deve encher os olhos de ninguém. Seja lá qual for o resultado, é imensa a chance de que os torcedores da Sbornáya ainda suspirem de saudades de uma geração que dava pelo menos uma esperança…

Postado por Victor Martins Santista, farmacêutico, trintão. Gosta de futebol bem jogado e de debates filosóficos. Tem aversão a clichês e boçalidade.