Seleção Sub-17, destaque no Paulistão e foco na Série C – Lázaro
19 de junho de 2018
Categoria: Entrevistas

Zagueiro faz excelente temporada pelo Bragantino.

O Campeonato Paulista costuma ser uma das grandes vitrines da temporada no futebol brasileiro. Mais do que observar as grandes equipes, todos voltam suas atenções a jogadores e times do interior. Nesta temporada, quem ganhou destaque foi o Bragantino. E parte da solidez defensiva elogiável dos comandados de Marcelo Veiga no Paulistão se deve a Lázaro, zagueiro de 27 anos com longa carreira no esporte bretão.

Realmente fizemos uma ótima campanha no Paulistão. Fomos uma equipe sólida, competitiva, o que é um mérito do treinador, que conseguiu “vender” muito bem a sua ideia para nós, atletas, mas também nossa, por termos conseguido por em prática o que foi planejado“, valorizou o defensor.

Mesmo jovem ainda, Lázaro acumula histórias de sua trajetória no futebol. Ainda muito novo, por exemplo, fez parte do elenco da Seleção Brasileira que disputou o Mundial Sub-17, em 2007. Apesar da campanha decepcionante, ficou o legado de muitas amizades e de alguns jogadores que evoluíram e hoje são nomes importantes até mesmo fora do país.

Foi uma experiência muito boa, vários atletas já estavam nos profissionais de seus clubes. Representar o próprio país numa competição internacional é algo que não se esquece. Fizemos uma boa campanha na primeira fase, mas posteriormente enfrentamos Gana que possuía uma equipe muito forte fisicamente e que não aparentava ter a idade limite. De qualquer forma, eles tiveram o mérito de sair na frente e segurar a vantagem. Mas foi um orgulho muito grande participar do torneio”.

Naquele elenco, alguns nomes geravam enorme expectativa da imprensa e vez ou outra despontavam como possíveis transferências milionárias, como Lulinha, do Corinthians. Todo esse peso, para Lázaro, não foi dos fatores predominantes para que alguns nomes não atingissem o nível esperado.

Havia ótimos jogadores, como os gêmeos do Fluminense também. Mas não sei se a valorização da imprensa atrapalhou o Lulinha. Ainda troco algumas mensagens com ele, Alex Teixeira, Fellipe Bastos e alguns outros. Mas claro que fico muito feliz em ver ex-companheiros como o Giuliano, que teve boas chances de ir pra Copa, brilhando no futebol”, analisou.

Zagueiro atuou no América, em 2014.

Lázaro também não escapou da mira dos europeus. E a transferência se concretizou. Antes mesmo de de estrear profissionalmente, o zagueiro rumou ao Heerenveen, da Holanda, em 2009, onde não se firmou. Dois anos depois, então, retornou ao Brasil, onde novamente foi emprestado, trocando de clube oito vezes em cinco anos. As escolhas, no entanto, não geram arrependimento.

“Difícil dizer se seria de fato, diferente. A proposta foi muito boa para mim, para o Atlético e acabou sendo muito enriquecedor para a minha vida ter essa experiência internacional. Fui bastante jovem, sozinho, sem um auxílio necessário e apesar de não ter dado tão certo, serviu como um grande aprendizado“.

Lázaro jogou na Holanda ainda muito jovem.

Com o passado para trás, a cabeça está focada em repetir na Série C do Brasileirão o bom desempenho mostrado no Paulistão. E a campanha no estadual serve como para duas coisas: motivar e pressionar.

“Aumenta a confiança e também a responsabilidade. No Paulista nós mostramos o nosso potencial, logo, temos que repetir esse bom nível na Série C. Sabemos que há uma pressão pelo acesso. A maioria do elenco permaneceu, alguns reforços chegaram, ou seja, temos totais condições de atingir a meta estabelecida. Entretanto, a competição é disputadíssima, exige demais da parte física e só com empenho extremo conseguiremos subir”.

Postado por Andrew Sousa Formando-se em Jornalismo justamente pela paixão pelo esporte, sente enorme prazer em poder escrever sobre o que ama. Apaixonado por um bom domínio e alguns jogadores ruins, vive o futebol desde o primeiro dos seus vinte anos.