Saiba para onde foram os destaques e revelações da Copa do Mundo da Rússia
3 de setembro de 2018

 

Como todos nós sabemos, a Copa do Mundo é uma grande oportunidade para as centenas de jogadores que a disputam. Seja para aparecer para o mundo, seja para consolidar o nome de grandes craques na história do esporte bretão, é inegável que disputar o Mundial é sempre um momento especial. Com a janela de verão se seguindo à competição, é fácil observar os impactos do torneio nas transferências no período, com os clubes aproveitando para fisgar os destaques, grandes ou pequenos, da maior competição de seleções do mundo. Pensando nisso, o Blog 4-3-3 preparou uma lista com jogadores que se destacaram nessa Copa e conseguiram uma boa transferência nessa janela, dando um upgrade em suas carreiras seja em um clube maior, seja em um clube que apresente novas oportunidades de jogo. Então, sem mais delongas, confere aí:

Hannes Halldorsson, Islândia – Randers FC para Qarabag

 

Herói da Islândia na primeira partida da história da seleção em Copas, contra a Argentina, o goleiro cineasta ganhou os holofotes do mundo inteiro ao defender um pênalti cobrado por Lionel Messi e fechar o gol no empate por 1-1 contra os hermanos. Aos 34 anos e tendo quase amargado uma péssima campanha na última temporada com o Randers, da Dinamarca, ele assinou com o Qarabag, do Azerbaijão, que ficou famoso ao competir na última edição da UEFA Champions League, arrancando dois empates, e chega para assumir a meta de um clube tão alternativo quanto ele próprio.

Lucas Torreira, Uruguai – Sampdoria para Arsenal

 

Vindo de grande temporada na Itália, o jovem volante uruguaio até começou a Copa como reserva, mas não demorou a ganhar seu lugar entre os titulares e impressionar bastante com o seu futebol. Embora já estivesse no radar dos grandes clubes europeus antes mesmo de disputar o torneio, o mundial na Rússia sanou qualquer dúvida a respeito da capacidade de Torreira de performar nos grandes palcos. Ele chega aos Gunners com a missão de se tornar uma peça importante na fase de transição que vive o clube londrino.

Ayoub El Kaabi, Marrocos – RS Berkane para Hebei China Fortune

 

A ascensão de El Kaabi no elenco da seleção marroquina foi extremamente rápida, e ele conseguiu começar a Copa do Mundo como titular da equipe. Ostentando a camisa 9 dos Leões do Atlas, Kaabi não conseguiu deixar um golzinho no mundial, mas suas atuações chamaram a atenção do mercado chinês, e o Hebei acertou sua contratação por 5 milhões de euros. Um dos únicos dois atletas atuando no Marrocos que disputaram a Copa por sua seleção, ele se juntará ao brasileiro Hernanes, aos argentinos Lavezzi e Mascherano, e ao marfinense Gervinho em seu novo clube.

Miguel Layún, México – FC Porto para Villarreal

 

Desafeto de Neymar e de boa parte dos brasileiros na Copa do Mundo, o versátil Miguel Layún foi uma peça chave no esquema do México de Osório, e foi anunciado como novo reforço do Villarreal. Podendo atuar como lateral ou ponta, Layún já havia disputado a La Liga na temporada passada, tendo estado emprestado pelo Porto ao Sevilla, mas não teve sua cláusula de compra acionada e foi adquirido em definitivo pelo Submarino Amarelo, por valores não revelados mas que estimam-se em pouco mais de 4 milhões de euros e contrato válido até 2021.

Brian Idowu, Nigéria – Amkar Perm para Lokomotiv Moscow

 

Nascido em São Petersburgo, mas filho de nigerianos, o lateral-esquerdo Brian Idowu foi o titular das Super Águias no mundial e cumpriu bem seu papel, apesar da precoce eliminação na primeira fase. Atuando desde 2010 no Amkar Perm, também da Rússia, com um curto empréstimo para o Dynamo St. Petersburgo na temporada 2013-14, ele reforça o elenco dos atuais campeões nacionais e disputará a Champions League na próxima temporada, no maior passo de sua carreira. O contrato assinado pelo jogador é de 3 anos.

William Carvalho, Portugal – Sporting CP para Real Bétis

 

Com a bomba estourada no Sporting no final da temporada passada e a saída iminente dos principais jogadores, ficou claro que a Copa do Mundo seria a vitrine definitiva para que uma transferência de William Carvalho, um dos pilares da equipe e da seleção portuguesa nos últimos anos, fosse enfim concretizada. O jogador correspondeu, controlando o meio-campo da equipe de Fernando Santos e sendo um dos jogadores mais regulares da seleção na competição, e o destino do jogador acabou sendo o tradicional Bétis, da Espanha. Montando uma equipe pra lá de interessante, os andaluzes pagaram cerca de 25 milhões de euros para contar para contar com o jogador, visando evitar entraves jurídicos com o Sporting.

Christian Cueva, Peru – São Paulo para Krasnodar

 

Para muitos o principal responsável pela eliminação peruana na primeira fase, após desperdiçar um pênalti contra a Dinamarca, é preciso dizer também que Cueva foi uma das principais peças de sua seleção no mundial, ficando com uma “quase” assistência para o gol de Guerrero contra a Austrália. Com a saída do São Paulo já praticamente determinada desde antes da Copa, o meia parece ter atraído a atenção dos próprios russos, e as informações dão conta que o Krasnodar pagou 8 milhões de euros para contar com o peruano.

Xherdan Shaqiri, Suíça – Stoke City para Liverpool

 

Mais um jogador que causou polêmica na Rússia, o astro da seleção suíça Xherdan Shaqiri fez um belo papel na Copa do Mundo, anotando um importante gol(seu 4° em Copas do Mundo) contra a Sérvia, muito importante para a classificação dos suíços para as oitavas de final, onde foram derrotados. Somando isso à sua boa temporada pelo rebaixado Stoke City, o jogador foi um dos escolhidos de Jürgen Klopp para reforçar o elenco do atual vice-campeão da UEFA Champions League, e o Liverpool pagou a cláusula de 13 milhões de libras para contar com o jogador, que assinou um contrato de 5 anos com os Reds. Shaqiri ganhará mais uma chance de brilhar em um gigante europeu, já tendo passado pela Internazionale e pelo Bayern, e chega inicialmente para ocupar uma vaga de suplente no estrelar ataque do Liverpool, que já conta com ninguém menos que Mohamed Salah para sua posição.

Wahbi Khazri, Tunísia – Sunderland para Saint-Etienne

 

Se tem alguém que “carregou” sua seleção no mundial, esse alguém é Wahbi Khazri. Principal nome da seleção da Tunísia, o atacante não fugiu da responsabilidade e fez uma ótima Copa do Mundo, anotando 2 gols e contribuindo com outras 2 assistências, maior marca do torneio(alcançada por outros vários jogadores, é verdade). Mesmo com a queda precoce de sua seleção, Khazri chamou a atenção de vários clubes, especialmente na França, onde havia atuado por empréstimo na última temporada, no Rennes, e o Saint-Etienne não perdeu tempo em assinar sua contratação em definitivo junto ao Sunderland, dono de seu passe e rebaixado para a terceira divisão inglesa na última temporada.

Vahid Amiri, Irã – Persepolis para Trabzonspor

 

Peça importantíssima do meio campo iraniano na Copa do Mundo, o jogador de já 30 anos teve seu bom desempenho no mundial recompensado, e assinou com os turcos do Trabzonspor, da primeira divisão. Será a primeira experiência internacional do jogador, que já atuou em 6 clubes, todos do Irã, uma prova de como a Copa do Mundo pode transformar a carreira de um jogador, não?

Majid Hosseini, Irã – Esteghlal para Trabzonspor

 

Uma das surpresas da lista final de Carlos Queiroz, o jovem zagueiro Majid Hosseini ganhou sua vaga como titular no decorrer da Copa, após entrar no segundo tempo na partida contra Marrocos. Tendo seus méritos na elogiada defesa iraniana, ele foi outro fisgado pelo Trabzonspor, que já havia garantido mais cedo a contratação do seu compatriota, Vahid Amiri. Será também a primeira experiência internacional do jogador de 22 anos, que assinou por 3 anos e consolidou sua posição como uma das grandes promessas do futebol iraniano.

Munir Mohamedi, Marrocos – Numancia para Málaga

 

Com a titularidade sempre contestada na seleção, em função das boas atuações do compatriota Bonou pelo Girona, Munir não decepcionou no mundial, apesar da precoce eliminação marroquina. Ele vai seguir na segunda divisão espanhola, mas a troca do Numancia pelo Málaga oferece muito mais perspectivas ao jogador, que deve brigar pelo acesso na próxima temporada. Ele se junta a outros 3 marroquinos, inclusive um companheiro de Copa do Mundo, o atacante Youssef En-Nesyri.

Christian Ramos, Peru – Veracruz para Al-Nassr

 

Outro que partiu para um mercado alternativo, o zagueirão e herói da classificação peruana para a Copa do Mundo fez um mundial seguro, e deixou o futebol mexicano em busca da famosa “independência financeira”, rumando ao tradicional Al-Nassr, dos Emirados Árabes. Com uma apresentação pra lá de inusitada, fazendo alusão ao seu apelido, “Spider”, ele vai se juntar a outros nomes famosos no elenco, como os brasileiros Bruno Uvini e Petros, e o marroquino Nordin Amrabat, além dos sauditas Omar Hawsawi e Mohammad Al-Sahlawi, que também disputaram o mundial. O atleta movimentou 3.5 milhões de euros nessa transferência, assinando contrato até junho de 2022.

José Fonte, Portugal – Dalian Yifang para Lille

 

Após uma curta experiência no futebol chinês, o experiente zagueiro José Fonte está de volta aos grandes centros europeus, desta vez no futebol francês. Tido por muitos como “morto” quando rumou à China, o jogador demonstrou no mundial que ainda tem muito a oferecer, sendo titular da seleção portuguesa em todas as partidas da campanha, terminada nas oitavas de final. Aos 34 anos, ele assinou contrato até junho de 2020 com os franceses, como agente livre após rescindir com o Dalian.

Édgar Yoel Bárcenas, Panamá – Tijuana para Real Oviedo

 

Apesar da campanha digna de saco de pancadas no mundial, o Panamá teve seus destaques, e o meio-campista Bárcenas foi um dos jogadores que mais chamaram atenção na competição, tendo atuado como titular nas três partidas dos panamenhos, e o curioso é que ele movimentou o mercado de maneira bem peculiar. Contratado pelo Tijuana após o mundial, após boa temporada no Cafetaleros de Tapachula, ele chamou a atenção do futebol europeu, muito por suas boas atuações no mundial, e foi então negociado novamente, indo por empréstimo ao Real Oviedo, da segunda divisão espanhola, sem nem mesmo antes estrear pelos Xolos. Será a segunda experiência do jogador na europa, que já teve uma passagem frustrada pelo RNK Split, da Croácia.

Robin Olsen, Suécia – Copenhagen para Roma

 

Pra muita gente, a imagem que ficou de Robin Olsen após a Copa do Mundo foi a suposta falha no gol de Toni Kroos, que deu a vitória e a chance de sonhar à seleção alemã, na segunda rodada do grupo F. Mas é preciso um olhar mais frio para reconhecer o bom papel do goleiro sueco na competição, e foi o que fez a Roma, que assinou um contrato de 5 anos com o jogador, pagando ao Copenhagen cerca de 12 milhões de euros. Aos 28 anos, será a primeira experiência do goleiro numa das grandes ligas europeias, e cercado de desconfiança, ele terá a dura missão de substituir o brasileiro Alisson Becker, recentemente transformado no goleiro mais caro da história.

Fabian Schar, Suíça – Deportivo La Coruña para Newcastle United

 

Outrora uma grande promessa do futebol suíço, o futebol do zagueiro Fabian Schar acabou não decolando como o esperado, e as coisas pareciam ir de mal a pior quando o jogador foi rebaixado com o Depor para a segunda divisão do campeonato espanhol, na última temporada. Todavia, a Copa do Mundo se apresentou como uma nova chance para Schar, que ganhou a vaga do experiente Djorou e formou uma bela dupla de zaga ao lado do jovem Akanji, ajudando sua equipe a atingir as oitavas de final da competição. O jogador chamou a atenção do Newcastle, que ativou sua cláusula de rescisão no valor de 3 milhões de euros, assinando por um período de 3 anos, nos quais tentará se provar um atleta a altura da Premier League.

Aleksandr Golovin, Rússia – CSKA Moscow para Monaco

 

Desde cedo cotado como um dos nomes a se observar na equipe anfitriã, o meia Golovin acabou se beneficiando da lesão do companheiro Dzagoev logo na partida de estréia, ganhando mais liberdade para atuar na sua faixa preferida do campo, centralizado e sendo um destaque imediato do time. Foram 2 assistências e um belo gol de falta na vitória por 5-0 sobre a Arábia Saudita, que lhe creditaram inclusive o posto de maior assistente da competição junto a outros jogadores, além do pênalti convertido na disputa por penalidades contra a Espanha, nas oitavas de final. As belas atuações do jovem de 22 anos chamaram a atenção de muitos clubes europeus, tendo sido muito cotado, principalmente, no Chelsea, mas foi o Monaco quem assegurou seus serviços, assinando com o jogador um contrato de 5 anos. Apesar dos valores não revelados, foi confirmado que trata-se de uma transferência record para o CSKA, e Golovin vai agora continuar desenvolvendo seu futebol no bom projeto da equipe francesa para com jogadores jovens.

Luis Advíncula, Peru – Tigres UANL para Rayo Vallecano

 

A passagem de Advíncula pelo futebol brasileiro pode não ter sido muito marcante, quando passou pela Ponte Preta em 2013, mas pela seleção o jogador sempre foi uma peça chave, e na Copa não foi diferente. Atuando na última temporada pelo Lobos BUAP do México, emprestado pelo Tigres, ele fez bonito na Copa do Mundo, fazendo uma perigosa dobradinha com André Carrillo e atuando muito bem nas três partidas dos peruanos, que mostraram um bom futebol apesar da precoce eliminação, chamando atenção do Rayo Vallecano, recém-promovido à La Liga, que acertou seu empréstimo junto ao Tigres por uma temporada, com opção de compra. Andarilho da bola, esse será seu 11° clube diferente na carreira, e aos 28 anos ele tentará enfim se firmar nos palcos europeus.

Yassine Meriah, Tunísia – CS Sfaxien para Olympiacos

 

A Tunísia foi eliminada na primeira fase da Copa do Mundo, caindo para Bélgica e Inglaterra num complicado grupo. Apesar dos 8 gols sofridos em 3 partidas, o zagueirão Yassine Meriah, camisa 4 das Águias de Cartago, conseguiu demonstrar ao mundo o seu futebol. Um dos 6 jogadores convocados atuando no futebol local, o jogador de 25 anos foi titular em todas as partidas da equipe, e chamou a atenção dos gigantes gregos do Olympiacos, que pagaram cerca 1 milhão e meio de euros para contar com os serviços do jogador, que assinou um contrato de 4 anos e terá sua primeira experiência fora do futebol tunisiano.

Milan Badelj, Croácia – Fiorentina para Lazio

 

Reserva na campanha histórica da vice-campeã Croácia, o meio-campista Milan Badelj não precisou de muito tempo em campo para se destacar no mundial. Na única partida em que atuou como titular, contra a Islândia, anotou um belo gol e uma assistência para Perisic, despachando os nórdicos da competição. A exposição fez bem para o jogador de 29 anos, que após não renovar seu vínculo com a Fiorentina, assinou com a Lazio, integrando o ambicioso projeto da equipe da capital, que disputará a Liga Europa nesta temporada.

Sime Vrsaljko, Croácia – Atlético de Madrid para Internazionale

 

Para muitos o melhor lateral-direito do mundial da Rússia, o croata Sime Vrsaljko foi uma peça vital para a grande campanha de sua seleção no torneio, sendo consistente tanto na defesa quanto no ataque, onde contribuiu com uma assistência para gol. Apesar de já atuar num grande clube, o ambicioso projeto da Internazionale acabou por seduzir o jogador, que acertou com os nerazzurri por empréstimo com opção de compra ao final da temporada. Após duas temporadas com o Atleti, ele retorna à Itália, onde já atuou por Genoa e Sassuolo.

Santiago Arias, Colômbia – PSV Eindhoven para Atlético de Madrid

 

A Colômbia não foi muito longe no mundial, caindo nas oitavas de final para a Inglaterra, mas isso certamente não passou pelas seguras atuações do lateral-direito Arias, um dos destaques de Los Cafeteros na competição. Trazendo sempre segurança na fase defensiva e oferecendo perigo no ataque com boas infiltrações, o jogador chamou mais uma vez a atenção de grandes clubes, e foi o Atlético de Madrid quem garantiu sua contratação, por um valor estimado em 11 milhões de euros e vínculo até junho de 2023. Após 5 temporadas se destacando na Eredivise, o jogador de 26 anos terá agora a grande chance da carreira, e buscará se firmar na vaga deixada pelo croata Sime Vrsaljko, agora jogador da Internazionale.

Moussa Wagué, Senegal – Eupen para Barcelona

 

Antes da Copa do Mundo, Moussa Wagué era um ilustre desconhecido para a maior parte do público. Com 19 anos, era um dos mais jovens jogadores da competição, e vinha da sua primeira temporada completa como profissional, atuando pelo modesto Eupen, da primeira divisão belga, mas nada disso o acanhou na Rússia. Causando uma boa impressão logo no primeiro jogo, contra a Polônia, o lateral-direito conseguiu colocar seu nome na história dos mundiais no jogo seguinte, contra o Japão, ao marcar o gol de desempate de Senegal(que depois sofreria novamente o empate), tornando-o o jogador africano mais jovem a marcar na história da competição. A meteórica ascensão de Wagué despertou a atenção dos gigantes catalães do Barcelona, que viram no jovem uma boa aposta para disputar uma vaga na lateral-direita com Semedo e Sergi Roberto, que não são hoje unânimes no clube.

Axel Witsel, Bélgica – Tianjin Quanjian para Borussia Dortmund

 

A presença de Axel Witsel em um clube das grandes ligas europeias era algo aguardado durante praticamente toda a carreira do meio-campista, que escolheu rumar por caminhos mais alternativos ao longo de sua trajetória, que passou por Portugal, Rússia e China. Apesar disso, seu valor na seleção belga foi sempre inegável, e na Copa do Mundo não foi diferente, com o jogador sendo titular na bela campanha belga, eliminando o Brasil e ficando com um honroso 3° lugar, e o Borussia Dortmund reconheceu o valor do jogador, que mesmo já aos 29 anos se provou capaz de atuar no mais alto nível, fazendo com que os aurinegros pagassem cerca de 29 milhões de euros ao Tianjin para contar com seus serviços. Ele chega com a missão de reformular o meio-campo do Dortmund, que passou por mudanças nessa janela.

Trent Sainsbury, Austrália – Jiangsu Suning para PSV Eindhoven

 

Eliminada logo na primeira fase, a Austrália foi capaz de mostar bons valores na sua curta estadia na Rússia, sobretudo nos 2 primeiros jogos, quando engrossou o caldo contra a França e a Dinamarca. Um desses bons valores foi o zagueiro Trent Sainsbury, que mostrou muita segurança comandando a defesa dos Socceroos e chamou a atenção de vários clubes europeus. Tendo atuado na última temporada pelo Grasshoppers, da Suíça, por empréstimo, ele encerrou seu contrato com os chineses do Jiangsu Suning e assinou com o PSV, atual campeão holandês, por três anos. O jogador volta à Holanda após ter defendido o PEC Zwolle entre 2014 e 2016, e tentará novamente se destacar nos países baixos.

Jefferson Lerma, Colômbia – Levante para Bournemouth

 

A Colômbia poderia ter ido mais longe no mundial, mas a precoce eliminação nas oitavas perante a Inglaterra não impediu que a estrela de Jefferson Lerma brilhasse na Rússia. Vindo de grande temporada no futebol espanhol, o volante foi vital para controlar o meio-campo colombiano, apesar das desastrosas atuações de seu companheiro de volância Carlos Sánchez. As boas atuações valorizam bastante o passe de Lerma, fazendo com que o Levante fizesse jogo duro para liberá-lo, mas o Bournemouth não mediu esforços para contar com o jogador em seu elenco, pagando aproximadamente 30 milhões de euros pelo seu passe e transformando-o ao mesmo tempo na maior contratação da história dos Cherries e na maior venda da história do Levante. Ele assinou um contrato de 5 anos com a equipe da Premier League, e chega cheio de responsabilidade e moral ao Vitality Stadium.

Rafal Kurzawa, Polônia – Górnik Zabrze para Amiens

 

O meio-campista Rafal Kurzawa não teve muitas oportunidades de mostrar seu futebol no mundial. De fato, ele só entrou em campo na última partida, contra o Japão, com sua seleção já matematicamente eliminada do torneio e sendo substituído aos 79 minutos de jogo, mas foi o suficiente para provar que podia ter feito a diferença nos jogos anteriores. Na sua curta experiência dentro de campo, ele foi o responsável por cobrar a falta que encontrou Bednarek livre na pequena área para marcar o gol da única vitória polonesa na Copa do Mundo. O Amiens se mostrou atento ao potencial do jogador de 25 anos, que já vinha brilhando na liga polonesa e agora tentará se provar na Ligue 1, assinando como agente livre com o clube francês.

Thibaut Courtois, Bélgica – Chelsea para Real Madrid

 

O gosto do Real Madrid em contratar jogadores que brilham na Copa do Mundo é bastante conhecido, e dessa vez não foi diferente. Quatro anos após buscarem Keylor Navas para ocupar o gol merengue após suas grandes performances no mundial do Brasil, foi a vez de Thibaut Courtois se tornar o alvo. Vencedor da Luva de Ouro de melhor goleiro da competição, ele chega para ocupar a vaga de n° 1 dos Galáticos, num acordo que levou o meio-campista Mateo Kovacic ao Stamford Bridge, além de envolver um valor estipulado em cerca de 35 milhões de euros, com Courtois assinando um contrato de 6 anos com os espanhóis. O jogador volta então a Madrid, onde defendeu o Atlético entre 2011 e 2014, e tem agora a missão de manter no caminho das glórias o mais vitorioso clube do mundo.

Daniel Arzani, Austrália – Melbourne City para Manchester City para Celtic

 

É bem verdade que a presença de Daniel Arzani no mundial valeu mais do que suas atuações de fato. Com seus 19 anos, o atacante nascido no Irã se tornou o jogador mais novo a atuar pela Austrália em Copas do Mundo, além de ser o mais novo entre os convocados para a edição de 2018. Apesar de não ter conseguido fazer muito para evitar a eliminação dos Socceroos ainda na primeira fase, o jovem deixou boa impressão na Rússia, caindo nas graças do técnico Bert van Marwijk e atuando nas três partidas da seleção, todas vindo do banco, mostrando muita vontade e personalidade. Antes pertencente ao Melbourne City, ele deu um grande passo ao mudar para a Inglaterra e assinar com o Manchester City, que já rapidamente o repassou ao Celtic. É bom lembrar que assim como os ingleses, o Melbourne City é membro do City Football Group, o que facilitou a transição.

Yerry Mina, Colômbia – Barcelona para Everton

 

Sem dúvida uma das figuras mais marcantes do mundial, o sempre carismático Mina certamente deixou sua marca na Rússia, mesmo com a sua Colômbia eliminada ainda nas oitavas de final. Foram incríveis 3 tentos anotados, nas vitórias contra Polônia e Senegal, além do mágico gol que empatou em 1-1 a partida contra a Inglaterra, aos 93 minutos de jogo. A marca o igualou aos alemães Paul Breitner(1974) e Andreas Brehme(1990) como defensores com mais gols em uma única edição de Copa, além de o colocar na terceira posição entre os artilheiros da competição de 2018. Suas grandes performances reacenderam o interesse de vários clubes por seu futebol, uma vez que o zagueiro vinha de péssimas atuações no Barcelona, e se trocar os catalães pelos azuis de Liverpool não foi exatamente um upgrade futebolístico para ele, a história muda quando se pensa em oportunidades de jogo e, principalmente, cifras. Contratado por cerca de 12 milhões de euros junto ao Palmeiras, ele rendeu aos cofres dos blaugranas cerca de 30 milhões na negociação com o Everton, e buscará ser uma referência na defesa do português Marco Silva.

Albin Ekdal, Suécia – Hamburgo para Sampdoria

 

Outrora um jogador bastante promissor, tendo chegado a defender, por um curto período, as cores da Juventus, as coisas não iam bem para o volante Albin Ekdal na temporada 2017-18. Rebaixado com o Hamburgo na Alemanha, pela primeira vez na história do clube, e sem muito brilho em suas atuações, a Copa do Mundo era a grande oportunidade do jogador de se manter em um clube competitivo no cenário europeu, e a chance não foi desperdiçada. Se beneficiando da lesão do companheiro Jakob Johansson, ele foi titular nas 5 partidas da ótima campanha da seleção sueca na Rússia, alcançando as quartas de final e demonstrando um futebol seguro e consistente. Foi assim que ele chamou a atenção da Sampdoria, que garantiu sua contratação junto aos alemães. Será o quarto clube diferente de Ekdal na Itália, onde passou a maior parte da carreira, defendendo as cores de Juventus, Siena, Bologna e Cagliari.

Steven Nzonzi, França – Sevilla para Roma

 

Uma equipe campeã depende tanto de seu 11 inicial quanto de um elenco forte, e é aí que vemos o valor de um jogador como Steven Nzonzi. Apesar de não ser um titular absoluto na equipe de Deschamps, ele foi bastante acionado pelo treinador, atuando 5 vezes na campanha do título, incluindo uma partida como titular, contra a Dinamarca, e quase todo o segundo tempo da final contra a Croácia. Ajudando principalmente com sua invejável qualidade no passe, ele se mostrou um jogador frio e acostumado a jogar sob pressão, características que certamente chamaram a atenção da Roma, que completou sua transferência por quase 30 milhões de euros. Aos 29 anos, será provavelmente a maior oportunidade do jogador na carreira, que já tinha sido bem sucedida no Sevilla, onde venceu a Europa League em 2015-16.

Denis Cheryshev, Rússia – Villarreal para Valencia

 

Tal como sua seleção, Denis Cheryshev certamente não era uma grande aposta para se destacar no mundial antes do início da competição. Tanto é que, apesar de ser um dos poucos jogadores do elenco a atuar no exterior, ele iniciou a Copa do Mundo no banco de reservas, e tinha tudo para passar despercebido. Mas o destino quis diferente, e uma lesão precoce do icônico Alan Dzagoev logo no início da partida contra a Arábia Saudita deu início a uma campanha dos sonhos tanto para o jogador, quanto para a Rússia. Sem nunca ter marcado pela seleção em toda a sua carreira, foram logo dois golaços contra os sauditas, em especial o segundo, uma linda batida de trivela. Na partida seguinte, contra o Egito, a mágica continuou, e Cheryshev anotou mais um tento, na vitória de 3-1. Passou em branco contra o Uruguai e no tempo regulamentar contra a Espanha, mas converteu seu pênalti, o último batido pelos russos, na disputa que garantiu os anfitriões nas quartas de final de maneira histórica. A estrela de Cheryshev parecia inapagável, e no jogo seguinte contra a Croácia ele abriu o placar com mais um golaço, uma linda batida de perna esquerda no ângulo de Subasic, gol esse que entrou até mesmo na disputa do gol mais bonito do torneio. A Rússia acabou eliminada nos pênaltis para os croatas, mas os 4 gols de Cheryshev o colocaram em segundo na artilharia, ao lado de nomes como Antoine Griezmann, Romelu Lukaku, Kyllian Mbappé e Cristiano Ronaldo, só tendo atuado mais minutos do que o português. Após tanto brilho, era esperada uma transferência, e o jogador acabou acertando sua volta ao Valencia, também da La Liga, onde já tinha atuado antes de acertar em definitivo com o Villarreal. Emprestado pelo submarino amarelo, ele reforça um elenco que disputará a Champions League na próxima temporada, e terá certamente muita expectativa dos torcedores sobre seu futebol.

Diego Laxalt, Uruguai – Genoa para Milan

 

A Copa do Mundo não começou com muitos holofotes para Diego Laxalt, que começou a competição no banco de reservas e só foi estrear no segundo jogo, entrando no decorrer da partida contra a Arábia Saudita, mas foi o suficiente pra não sair mais. Se encaixando muito bem como ala/lateral-esquerdo no esquema de Tabárez, o jogador impressionou, principalmente no duelo contra Portugal nas oitavas de final. Atuando no futebol italiano desde 2013, ele chamou a atenção do Milan, que o contratou em definitivo junto ao Genoa. Ele volta então à Milão, onde desembarcou no continente europeu para jogar na Inter, em 2013, sem nunca conseguir fazer uma partida oficial pelo time, e tentará escrever uma história diferente do outro lado da cidade.

William Troost-Ekong, Nigéria – Bursaspor para Udinese

 

A Nigéria esteve à um gol de se classificar para o mata-mata na Copa do Mundo de 2018, mas o destino das águias foi mesmo a queda na fase de grupos, em um jogo dramático frente a Argentina. Apesar da queda precoce, os africanos tiveram seus valores na competição, e um deles foi o zagueirão William Troost-Ekong. Atuando como titular nas 3 partidas da equipe, o jogador, que atuava no Bursaspor da Turquia, acertou com a Udinese, da Itália. Após alguma rodagem por ligas periféricas da Europa, será a primeira equipe de Ekong em uma das 5 principais ligas do continente, um grande passo para sua carreira.

Nacer Chadli, Bélgica – West Bromwich para Monaco

 

Poucos jogadores se encaixam tão bem na proposta dessa matéria como Nacer Chadli. Afinal, até mesmo a presença do jogador na lista final da seleção belga fora bastante questionada, após uma temporada sem muito brilho em que sua equipe acabou rebaixada na Premier League. Mesmo assim, o jogador teve a confiança do técnico Martínez e não desapontou, agarrando sua grande oportunidade de brilhar ao decidir a partida das oitavas de final contra o Japão, quando veio do banco para marcar o gol da virada belga no último minuto da partida. A partir daí, o jogador garantiu sua presença no 11 titular pelas próximas 3 partidas, contra Brasil, França e Inglaterra, se mostrando uma peça de muito valor ao elenco belga. Com essa boa participação na bagagem, o jogador conseguiu uma transferência ainda melhor nos desfechos finais da janela, e “escapou” de jogar a Championship com o West Bromwich para assinar com o Monaco, por três temporadas. Aos 29 anos, cabe agora ao jogador mostrar que não foi só um lampejo de Copa do Mundo, e que ele ainda tem muita lenha pra queimar no futebol.

Aziz Behich, Austrália – Bursaspor para PSV Eindhoven

 

A Austrália teve um decepcionante desfecho na Copa do Mundo, após fazer uma ótima estréia em um jogo duríssimo contra a futura campeã França. Apesar disso, as grandes atuações do lateral-esquerdo Aziz Behich não foram esquecidas, e o jogador foi mais um a deixar o Bursaspor nessa janela, sendo mais um australiano a acertar com os campeões holandeses do PSV Eindhoven. Seu maior destaque na Copa do Mundo foi justamente contra a França, apesar do infortúnio em ter sido o homem em quem a bola de Pogba desviou no gol da vitória francesa, mas mantendo a regularidade nos jogos seguintes, contra Peru e Dinamarca. Ele terá agora a oportunidade de disputar a Champions League, e ajudar seu novo clube a fazer bonito em um grupo que não será nada fácil.

Sentiu falta de alguém na lista? Não concordou com algum jogador? Então comenta aí e diga-nos o que achou!

Postado por Bernardo Dornela 18 anos, nascido e criado em Belo Horizonte e atleticano desde o berço. Com o tempo tornou-se também um fã do Liverpool. Apaixonado por tudo que há de alternativo no futebol, em especial o praticado nos países nórdicos.