Quem chega, quem sai e quem fica: o surpreendente mercado de inverno do Arsenal
2 de fevereiro de 2018
Categoria: Futebol e Internacional

Aubameyang chega para ser o substituto de Sánchez

Na última terça-feira, dia 30, o Arsenal entrou em campo para enfrentar o agora vice-lanterna da Premier League, Swansea City. A partida marcava, além da oportunidade de encostar no pelotão de frente do campeonato, a estreia do armênio Mkhitaryan com a camisa dos Gunners. No entanto, o jogo não se desenrolou como o previsto e o clube londrino saiu derrotado por 3×1, deixando os torcedores de cabelo em pé. Após perder o seu maior craque, Alexis Sánchez, para o rival Manchester United, tudo que o Arsenal menos precisava – e esperava –  era uma derrota para um equipe tão frágil. Para o torcedor, sobrou a sensação de desolação. Sem a grande referência e sem a perspectiva de reposição à altura ainda para esta temporada. Isso até o treinador francês, Arsène Wenger, decidir tirar o escorpião do bolso e quebrar a banca no último dia da janela de transferências.

Antes mesmo de buscar por aquele que seria a peça de reposição para Sánchez, o Arsenal tratou de fazer um bom negócio envolvendo o jogador. Sabendo que poderia perder o atleta de graça ao término da temporada, o clube londrino abriu o leilão e viu o Manchester United oferecer o romeno Henrikh Mkhitaryan para contar com o astro chileno em seu elenco. O negócio por si só acabou sendo bom para ambas as partes, já que o United conseguiu vencer a concorrência direta com o Manchester City – que desistiu da contratação após o leilão londrino -, e o Arsenal garantiu um ótimo meio-campista para seu elenco. Começava aí o bom e surpreendente mercado de transferências dos Gunners.

A permanência de Özil pode ser um bom sinal para o Arsenal

Já no último dia da janela, após a derrota para o Swansea, o Arsenal tratou de abrir os cofres e anunciou o atacante Aubameyang, para ser o substituto de Alexis Sánchez e também a transferência mais cara da história do clube, por 63,7 milhões de euros. A contratação serve para dar uma resposta à torcida, para suprir a ausência do chileno, mas sobretudo, para dar um novo impulso à inconstante temporada do Arsenal. O clube londrino conta agora com um poderoso quarteto de ataque, onde Aubameyang poderá jogar ao lado do francês Lacazette, do ex-companheiro de Dortmund, Mkhitaryan, e do alemão, Mesut Özil. Este último não foi contratado pelo clube nesta janela, mas com certeza é um dos principais reforços para a sequência da temporada. Talvez tenha sido impressionado pela atuação do Arsenal no mercado que o alemão resolveu, enfim, renovar seu contrato com os Gunners – e agora passa a ser o jogador mais bem pago da história do clube. Um sinal de que o futuro pode ser mais promissor, pelo menos no papel.

O Arsenal ainda tem muito o que acertar – como o fraco sistema defensivo da equipe – para começar a competir de igual para igual com seus principais rivais ingleses. No entanto, as chegadas – e saídas –  podem dar um novo fôlego para os gunners no restante da temporada. Sem dúvida alguma, é um clube ainda mais forte para a disputa da Europa League, principal atalho até a Champions League. Ganhar um título europeu seria um bom recomeço e uma resposta melhor ainda para uma torcida que há anos não têm tido muito do que se orgulhar, mas que agora, com as boas contratações e permanências, pode ao menos sonhar com um pouco mais de clareza.

Postado por André Oliveira Estudante de História, torcedor são-paulino, clubista e corneteiro.