Os onze do Tite: Marcelo, o segundo grande talento
11 de junho de 2018
Categoria: Os onze do Tite

 

O segundo grande talento. Tal alcunha pode soar estranha se notada  por ouvidos despreparados. Mas ser o segundo grande talento do futebol brasileiro é muita coisa. Principalmente em uma Copa do Mundo.

Historicamente, o segundo grande talento do Brasil cumpre sempre papel importante. Em 1958, o segundo grande talento, atrás do craque Didi, era um menino chamado Pelé, ainda sem apresentar seu máximo desempenho. Em 62, Garrincha era a sombra do já consolidado Edson Arantes do Nascimento, mas no decorrer da Copa assumiu protagonismo após séria lesão do camisa 10. Em 70, um fenômeno diferente, abaixo de Pelé, muitos segundos talentos, Rivellino, Tostão, Gerson, Jairzinho… Todos nivelados. Em 94, Bebeto, um dos maiores coadjuvantes da história. 2002, Rivaldo, para muitos o craque do mundial.

Marcelo é o segundo grande talento. Em terras do Rei Neymar, o talentosíssimo lateral-esquerdo do Real Madrid  ocupa o principado. E tem a responsabilidade de carregar esse fardo.

SEU JOGO É UM VULCÃO EM CONTROLE

Olhar para o lado esquerdo do Real Madrid talvez seja seja buscar Cristiano Ronaldo, o melhor do mundo. Natural e com justiça. Mas junto com ele repousa um dos jogadores com melhor controle de bola do mundo. Com uma cabeleira característica E pose de meia pela ala.

Assistir Marcelo jogando é de um deleite inenarrável. A forma com que trata a pelota é com cuidado. Como um cavalheiro, a chama para jantar e divide a conta. É um cúmplice dançarino, do tango ao samba, sabe usar seu charme. Um cônjuge. Controla o vulcão de um jogo de futebol com maestria. Como um bombeiro, sabe jogar água quando tem que jogar, e deixar queimar quando tem que queimar.

Desde o Fluminense, se destaca. Sua canhota desperta há pelo menos dez anos admiradores por todo o mundo. Rapidamente despertou os interesses blancos. E foi fazer sucesso no maior clube do mundo.

Títulos? Muitos. Quatro Champions, sendo as três últimas consecutivas. Quatro espanhóis. Quatro vezes na seleção dos 11 melhores da FIFA. Duas vezes na seleção da UEFA. Ufa… e a lista tende a aumentar, com 29 anos, ainda tem muito a conquistar.

Marcelo consegue, com muito mérito, atrair atenções no mesmo lado de campo que Cristiano.

UM GÊNIO NA DEFESA?

Marcelo é o que mais se aproxima de um jogador genial na defesa. Sim, seu controle é absurdo, sua técnica fora de série, sua visão de jogo… Muitos dizem que ele não defende bem. Um pouco falacioso. A questão é que ele ataca muito, e muito bem.

Além disso, o brasileiro não tem com o que se preocupar, o jogador que faz a cobertura defensiva dele no Real Madrid, também está na seleção. Casemiro é importantíssimo nesse balanceamento defesa-ataque. Marcelo pode ser genial em paz.

Ter um segundo talento do tamanho de Marcelo é um grande privilégio. Um jogador que traz confiança e deslumbramento. É sempre importante confiar no talento. E no Brasil, o talento sai pelos poros. Seja na defesa, no meio ou no ataque. É muito bom saber que quando o Rei estiver ausente, o Príncipe pode assumir o comando.

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Postado por Igor Varejano 18 anos. Do interior de São Paulo. Vivo em ódio por amar o Palmeiras e o Liverpool. Futebol é o que move a humanidade. Bom, pelo menos a minha.