O importante papel da psicologia esportiva para o melhor rendimento do jogador dentro de campo
28 de dezembro de 2018
Categoria: 4-3-3 e Entrevistas

Leandrinho atingiu o alto nível na Turquia por conta de sua preocupação com a parte mental.

Na maioria das vezes, torcedores esquecem que, por trás do atleta, há um ser humano. Por isso, questões psicológicas raramente entram em pauta quando o assunto é futebol. Nos últimos anos, porém, uma série de jogadores tem evidenciado que, para o alto rendimento, não basta academia, um ótimo departamente médico e doação tática dentro da campo. Aqui no Blog 4-3-3, por exemplo, já falamos sobre o caso de André Gomes, que viveu dura depressão nos tempos de Barcelona – hoje defende o Everton.

No Brasil, uma série de atletas tem passado a entender a importância de estar bem mentalmente para render seu melhor nas partidas. Por isso, o trabalho da Dra. Fátima Cristóvão, pedagoga com pós-graduação em Psicologia Transpessoal tem ganhado popularidade entre os atletas. Com uma série de técnicas, a profissional auxilia o jogador a se conhecer melhor, passando a lidar melhor com os constantes momentos de pressão do meio esportivo.

“É um trabalho que atinge todos os âmbitos da vida, o que acaba acarretando em maior rendimento dentro de campo. Isso também me surpreendeu. Comecei a perceber esse equilíbrio e essa confiança em campo. Essa frase do Leandrinho sobre trazer a melhor versão de si é muito interessante“, explicou Fátima, em entrevista à Jovem Pan. 

Na lista de jogadores atendidos pela profissional, há uma série de grandes nomes: Fagner, Cássio e Mateus Vital, do Corinthians; Fernando Prass e Bruno Henrique, do Palmeiras; e Leandrinho, do Umraniyespor, da Túrquia – já foi personagem do quadro Longe dos Holofotes, clique para conferir.

Fátima atende uma série de jogadores de alto nível.

Vivendo a melhor fase de sua vida aos 32 anos, o atacante acredita colher os frutos não só da experiência, do esforço ou de seu talento dentro de campo. Realizando consultas com Fátima via Skype, o jogador aprendeu na prática o quão importante é o fator psicológico na hora de desempenhar sua profissão.

“Os benefícios são muitos. Na parte profissional, familiar e no equilíbrio emocional. Ajuda a saber controlar melhor qualquer situação. Tem sido muito saudável. Venho colhendo os frutos desde a hora que acordo até a hora de dormir“, afirmou.

“No começo, eu falava que não sabia nem por onde começar, achava que não precisava de terapia. Depois conhecendo a gente vê que não se conhece. Se eu tivesse descoberto a terapia antes, acredito que teria rendido mais em muito dos clubes que eu já defendi. É muito bom. Todos precisam buscar ser o melhor de si mesmo“, completou.

Leandrinho e Fátima se encontram para consulta via Skype.

Em um âmbito de extrema pressão, saber lidar com esses momentos pode ser a chave para se destacar. Além disso, é sempre válido destacar as grandes mudanças que o sucesso esportivo costumam causar: sociais e financeiras. Por isso, é hora de quebrar os preconceitos de que só faz terapia quem tem algum problema, tão difundido na nossa sociedade como um todo. Buscar ajuda antes de ter qualquer problema mais grave é a chave. Leandrinho, mesmo do outro lado do mundo, agora sabe bem disso.

“O trabalho fora de campo as vezes é até mais importante do que dentro. Ali dentro a gente simplesmente joga. O entorno, então, tem um grande peso. Como você leva a vida, como lida com seus companheiros e com o trabalho. A gente vai aprendendo a lidar com esses fatores tão importantes. Para jogar, nascemos com o dom, mas fora dele é onde temos de crescer e aprender diariamente“, concluiu.

Postado por Andrew Sousa Formando-se em Jornalismo justamente pela paixão pelo esporte, sente enorme prazer em poder escrever sobre o que ama. Apaixonado por um bom domínio e alguns jogadores ruins, vive o futebol desde o primeiro dos seus vinte anos.