MODÃO CAIPIRA #03 – 10 anos da façanha
10 de julho de 2015
Categoria: 4-3-3 e Modão Caipira

O Modão Caipira desta semana, falará sobre uma das maiores glória do Paulista Futebol Clube, o título da Copa do Brasil de 2005, conquistado em cima do Fluminense. Título que completou 10 anos há menos de um mês.

Começaremos falando do começo da campanha, que como é de praxe, o time do interior, não era sequer cotado a chegar entre os primeiros da competição. Competição esta que foi marcada também por algumas surpresas, como o Corinthians perdendo para o Cianorte por três à zero no jogo de ida (revertendo no jogo de volta), ou o Vitória-BA e Vasco sendo eliminados pelo Baraúnas.

Mas, como o tema central é o campeão, voltemos a falar sobre a excelente campanha do Galo da Japi, como é conhecido carinhosamente pelo seus torcedores. Na primeira fase, enfrentou o Juventude. No Jayme Cintra, venceu por um tento à zero, e segurou empate no Alfredo Jaconi, classificando o time de Jundiaí para a próxima fase.

Na segunda fase, o time do interior paulista, enfrentou o Glorioso Botafogo de Futebol e Regatas, um grande desafio para o Paulista, sendo que de todos os times que o Paulista enfrentou, foi o único que não venceu. No primeiro jogo, empate em 1 à 1, e a classificação veio, após um novo empate, desta vez por 2×2, garantindo a vantagem por ter marcado gol fora de casa.

Pelas oitavas de final, pegou o forte time do Internacional, perdendo o primeiro jogo por um à zero, conseguindo fazer o mesmo placar em casa, levando a partida para os pênaltis. Nas cobranças de pênaltis, melhor para o Paulista, que marcou 4 vezes, e viu seu goleiro Rafael pegar o pênalti de Élder Granja, e o polêmico pênalti batido por Perdigão, onde os jogadores do Inter reclamaram que a bola ultrapassou a linha, mas o juiz Djalma Beltrame não validou o gol.

As quartas de final foram contra o Figueirense, novamente disputando a vaga nos pênaltis, pois nos dois jogos os placares foram de um a zero à favor dos mandates. O Paulista confirmou a vaga, vencendo por 3×1, com o goleiro Rafael pegando mais um pênalti, e o Figueira desperdiçando mais duas cobranças, o Galo da Japi estava na semifinal.

O Cruzeiro, que ao lado do Grêmio é o clube com mais títulos da competição, contava com um bom time, com nomes como Fábio, Maurinho, Maldonado e o jovem Fred, e era o adversário do Paulista pela vaga na final da competição nacional. No primeiro jogo, Paulista ganhando por 3 x 1, com gols de Jefferson, Márcio Mossoró e Cristian para o Galo, e Fred descontando para o Cruzeiro. No jogo de volta, o Cruzeiro bate o Paulista por 3×2, mas de nada adiantou, e o Paulista estava pela primeira na história na final da Copa do Brasil, buscando repetir o feito do Santo André, que no ano anterior, havia se consagrado como campeão da Copa do Brasil, em cima do Flamengo, em pleno Maracanã.

E como coincidência pouca é bobagem, o time do Paulista teria pela frente um time carioca, mas a decisão seria em São Januário, estádio do Vasco da Gama.

No primeiro jogo da decisão, o Paulista já colocava a mão na taça, ao bater o Fluminense por 2 x 0, com gols de Márcio Mossoró e Léo.

Agora, o dia 22 de Junho de 2005, com certeza é um dos mais lembrados e amados pelos torcedores do Paulista. Neste dia, foi a decisão da Copa do Brasil. Num jogo aonde o Paulista entrou para segurar o resultado, o técnico Vagner Mancini colocou quatro volantes para segurar o meio campo e o ataque do time Carioca. Ao final do jogo, o resultado de 0x0, fez explodir de felicidade os torcedores da cidade localizada a 57,7 km da capital paulista.

Dos jogadores que faziam parte do elenco campeão, os que tiveram destaque nacional depois de um tempo foram: o goleiro Victor, hoje no Atlético-MG, o zagueiro Réver, atualmente no Internacional-RS (ambos eram reservas) e o meia Marcio Mossoró, com passagem pelo Internacional e atualmente no futebol turco. Outros jogadores, como Fábio Gomes, Cristian, Dema e André Leonel rodaram bastante por clubes do interior, tanto de São Paulo como de outros estados, mas nunca tiveram um grande destaque nacional. O treinador Vagner Mancini, que era jogador do clube até um ano antes, também conseguiu se destacar no cenário nacional, e treinou muitos grandes clubes do futebol brasileiro após o trabalho na equipe de Jundiaí.

O time titular que fez história na final foi o seguinte: Rafael; Julinho, Dema, Anderson e Lucas; Fábio Gomes, Amaral, Cristian, Juliano e Marcio Mossoró; André Leonel. Técnico: Vagner Mancini.

Como consequência, o Galo disputou a Libertadores de 2006, sendo eliminado na primeira fase, mas conseguindo o feito de bater o gigante River Plate por 2×1 no jogo em Jundiaí.

Portanto esse ano traz aos torcedores do Paulista a doce lembrança do aniversário de 10 anos desse grande feito conquistado pelo clube, e aqui nós deixamos nossa contribuição para refrescar a memória de todos. Parabéns ao Galo, e que dias como esse possam vir novamente.

Postado por Andrew Sousa Formando-se em Jornalismo justamente pela paixão pelo esporte, sente enorme prazer em poder escrever sobre o que ama. Apaixonado por um bom domínio e alguns jogadores ruins, vive o futebol desde o primeiro dos seus vinte anos.