MEMÓRIA FC #26 – Entenda porque Di Stéfano nunca jogou uma Copa do Mundo
22 de setembro de 2017
Categoria: Memória FC

 

A Copa do Mundo é onde geralmente as lendas se firmam e entram para os anais da história do futebol mundial. É o torneio mais esperado, mais aclamado e mais valioso para um jogador do futebol. Alguns super-craques ousam desafiar o caminho padrão de um atemporal, vide Zico, que não chegou ao título tão sonhado da Copa, embora ainda sim tenha sido um jogador fenomenal pela seleção.

Já Messi, Cruyff e Puskas, estiveram a um passo de completar o ciclo. Os deuses do futebol foram cruéis com eles, premiando outras lendas em seus lugares. Também há aqueles que sequer conseguiram jogar uma Copa e, mesmo assim, são, indiscutivelmente, atemporais. Entre eles, se destaca Di Stéfano.

Curiosamente, o craque argentino realizou a proeza de atuar por três seleções diferentes na sua carreira. A de seu país natal, Argentina; a do país onde fez seu nome, Espanha; e a Colômbia, na época que defendia o Millionários.

Na preparação para a Copa de 1950, ainda atuando pelas Américas, Alfredo fez seis partidas pela seleção argentina, todas aconteceram no ano de 1947, quando o craque brilhava com a camisa do River Plate. Já pela Colômbia, o atleta vestiu a camisa da seleção em três oportunidades, no ano de 1949. Como a Colômbia estava inapta a jogar oficialmente por conta da sua Liga Pirata, as três partidas de Di Stefano com o time nacional foram apenas amistosos.

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Pela seleção Albiceleste, poucas aparições.

Com a Colômbia impedida de jogar as eliminatórias, restava a esperança de jogar pela Argentina. Esperança essa que foi por água abaixo quando a AFA se recusou a participar daquela edição da Copa em retaliação a CBD (atual CBF) e a Jules Rimet (na época presidente da FIFA), que havia prometido escolher o território argentino como sede. Com isso Di Stefano não foi a Copa de 50.

Pela seleção espanhola foi onde mais jogou, sendo convocado pela primeira vez em 1957 (já tendo perdido a Copa de 54), disputando as eliminatórias para a Copa de 58. Naquela ocasião, a Fúria contava com um ataque absurdamente histórico formado por: Di Stéfano, Gento e Kubala (outro naturalizado). Mas pasmem, não conseguiram se classificar para o torneio. Sim, um time desses ficou de fora, perderam a vaga para a Escócia em um grupo que também contava com a Suíça.

Sua última chance seria a Copa de 1962. Já com 34 anos e claramente na descendente física, Alfredo era um veterano de respeito. Daquela vez, a Espanha enfim conseguiu a classificação (muito suada) para a competição. Era a chance de enfim vermos o craque argentino entrar em campo por uma Copa do Mundo, ainda que não fizesse tanta diferença como fizera nos Real Madrid em seu auge técnico e físico.

O craque chega a ir ao Chile, embora já avisado de que só poderia atuar a partir da segunda fase devido a uma lesão da qual estava se recuperando. O problema é que os espanhóis chegaram no último jogo da primeira fase precisando vencer para se classificar. E adivinhem o adversário?

Sim, o Brasil.

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Aquela vitória brasileira foi considerada um roubo, pelos espanhóis.

Em um jogo lembrado até hoje como uma das arbitragens mais polêmicas de todas as Copas, a Espanha é eliminada com um pênalti não marcado (o juiz deu falta) e um gol anulado por “jogo perigoso”. Di Stéfano dava adeus a chance de jogar uma Copa do Mundo naquele dia.

Postado por Renan Castro 23 anos, administrador, torcedor do Flamengo, natural de Nova Iguaçu - RJ, fã de aviação e dono de três quadros: Vestindo o Futebol, Ícones Alternativos e Memória FC.