Longe dos Holofotes #26 – Leonardo Stecca
21 de junho de 2018

 

Em época de Copa do Mundo, o sonho em comum de milhões de jovens brasileiros, meninos e meninas, aflora ainda mais. Este sonho, o de se tornar jogador de futebol, vêm se tornando realidade para Leonardo Stecca. O goleiro de 18 anos está nas categorias de base do Boavista, tradicional clube português, e apesar de estar no início de uma promissora carreira, já sente na pele o que é ficar longe de casa para buscar sucesso na profissão que escolheu.

Chegou em Portugal em janeiro deste ano, portanto no inverno europeu, e o frio foi a maior complicação para sua adaptação inicial. “Cheguei no inverno, e estava acostumado com o calor do Brasil. Mas tirando o frio, a adaptação foi tranquila, é um país excelente para viver.” Além disso, por ainda ser muito novo, a saudade da família também pesa, mas ele está confiante que esse esforço será recompensado no futuro:

“Sempre fui muito responsável e morar em outro país com apenas 18 anos é muito bom, mas confesso que a saudade da família e amigos é muito grande e isso é bem difícil por eu ainda ser muito novo, mas tenho certeza que lá na frente toda essa dificuldade vai ter valido a pena.”

Carregando grande influência do pai, que também atuava como goleiro, acabou gostando da posição e seguindo embaixo das traves. Como com muitos goleiros dessa nova safra, seu maior ídolo é “São Marcos”, campeão da Libertadores pelo Palmeiras em 1999 – ano de nascimento de Leonardo –  e da Copa do Mundo pelo Brasil em 2002.

Em relação à adaptação dentro de campo, ele diz que apesar dos europeus praticarem um futebol bem diferente principalmente com relação à obediência tática e velocidade, não sofreu tanto assim. “A adaptação foi rápida por eu já estar acostumado a jogar com os pés também, aqui os goleiros são ‘obrigados’ e treinados a jogarem dessa maneira. Eles gostam muito que o goleiro saia jogando, que trabalhe muito com os pés.”

Antes de embarcar para a Europa, Léo sempre atuou por times do interior de São Paulo, como XV de Piracicaba, Ituano e Rio Claro, e afirma que em questão de nivelamento não sentiu uma diferença tão grande entre o que via aqui nos campeonatos paulistas que jogava e o que vê hoje em Portugal. “Já disputei alguns campeonatos onde o futebol era bem parecido com o daqui, então isso me ajudou bastante na adaptação.”

 

Depois de conseguir se destacar em 2017, pelo XV de Piracicaba e depois pelo Rio Claro, apareceu a proposta para rumar ao Boavista. Ele não hesitou para aceitar, e não se arrepende disso:

“Estava obtendo um certo destaque e houve o interesse do Boavista, e como o Boavista é um grande clube em Portugal foi uma oportunidade excelente que tive e estou aproveitando muito bem. Quando surgiu a possibilidade de vir a Portugal foi uma mudança muito grande em minha vida da qual eu não recusei e aceitei na hora. Tudo tem sido incrível.”

Enquanto trabalha duro para chegar ao profissional, ele se espelha em outro goleiro brasileiro, que defende a meta do time principal do Boavista. Vágner, atleta de 32 anos, está há dez na Europa e participou de todos os jogos do Boavista na última temporada, sendo um dos destaques da boa temporada do tradicional clube português, que terminou na metade de cima da tabela da Liga NOS.

“Cresci muito como atleta e como pessoa nesse tempo em Portugal.”

Os primeiros passos já foram dados – e bem dados diga-se de passagem – para que Léo Stecca trilhe uma carreira de sucesso, e a confiança caminha ao lado do futuro goleiro profissional.

“As minhas expectativas são muito grandes, quero fazer minha carreira na Europa. Tenho trabalhado muito para manter os meus pés no chão e ter muita humildade. Espero continuar me destacando para crescer cada vez mais e alcançar meus objetivos pessoais.”

 

Colaboração: Fernando Domingos

Postado por Leonardo Tudela Del Mastre Natural de Sorocaba-SP, amante do futebol do interior paulista e torcedor de São Bento e Corinthians. Além do amor pelo interior, viciado no futebol como um todo. Formado em Processos Gerenciais pelo IFRS.