Longe dos Holofotes #24 – Jorge Fellipe
2 de março de 2018

 

Com tanto brasileiros correndo atrás do mesmo sonho, é muito difícil se destacar. Jorge Fellipe sabe bem disso. Apaixonado pela bola, passou por inúmeros testes até conseguir sua primeira chance na base do Santos. A partir dali, o futebol virou, de fato, sua vida. Ainda novo, teve oportunidade de ingressar em sua primeira aventura fora do país, uma oportunidade única para crescer como homem e atleta.

“Passei pela Ucrânia ainda com idade de juniores, aprendi bastante e digo que foi uma passagem curta, mas que valeu a pena todo aprendizado, todos momentos que vivi foram transformados em amadurecimento para chegar aonde estou”, conta o defensor, que passou pelo Volyn.

Acostumado a desafios desde cedo, o carioca não teve medo de desbravar o mundo. Depois de enfrentar o frio território ucraniano, não enfrentou grandes problemas para se adaptar ao clima da serra gaúcha, onde defendeu as cores do Juventude, onde deu seus primeiros passos como jogador profissional.

“O menino que busca realizar o sonho de se tornar jogador de futebol no decorrer da sua adolescência, sai de casa muito cedo, aprende, amadurece e cresce pelo fato de ter que se virar sozinho. É sempre muito difícil, mas são lições que levamos pra vida e no período que estive no Juventude foi um desses momentos que amadureci sozinho e me adaptei muito bem a serra gaúcha”, relembra.

Frio não foi problema em passagem pelo Rio Grande do Sul.

Sem medo dos próximos estágios de sua trajetória no esporte, Jorge novamente fez as malas. Dessa vez, as temperatudas pararam de cair. E subiram muito. Foi para a parte de cima do Brasil, onde defendeu duas equipes bastante tradicionais no cenário naciona: Náutico e Paysandu. A adaptação, novamente, não foi um grande problema.

“Não tive dificuldades para me adaptar ao norte/nordeste. Tive uma boa sequência no Náutico, onde chegamos às finais do estadual. Após isso, fui para o Paysandy, onde pouco atuei. São equipes com camisas muito fortes em seus estados. Os lugares também são muito bons para morar”.

Apesar do bom momento relatado por Jorge no Timbu, foi no CSA, em 2017, que ele viveu sua melhor fase na carreira. Titular absoluto do CSA, o zagueiro foi peça fundamental da equipe na conquista da Série C do Brasileirão. Com um título e enorme carinho na bagagem, o defensor guarda o clube no coração aonde quer que vá.

“O CSA é um clube que eu respeito muito. Serei sempre grato pelo carinho e admiração que todos tem pelo meu trabalho e pessoa. Considero-me feliz por ter confirmado os bons trabalhos que eram feitos anteriormente. E no CSA só veio comprovar isso”, conta.

No CSA, o zagueiro teve sua melhor fase.

O desempenho foi tão bom que, depois de quase uma década, o zagueiro de 29 anos ganhou nova chance de atuar na Europa. Dessa vez para defender a camisa do Desportivo Aves, de Portugal. O clube, recém-promovido à primeira divisão do país, trouxe o brasileiro para tentar se manter na elite do futebol português. Acostumado com o calor do nordeste, não teve como não se incomodar com o frio no início.

No início o frio incomodou, mas foi uma adaptação tranquila, idioma, os costumes semelhantes ao nosso pais tornou a vida fácil para ser vivida aqui. Agora, já adaptado, espero e tenho trabalhado para obter o mesmo êxito que tive no CSA aqui”.

Embora comece agora a escrever sua trajetória em Portugal, Jorge Fellipe já tem uma série de belos capítulos para contar. Títulos, boas passagens por time de expressão e muito trabalho. Por mais díficil que tenha sido, o zagueiro pode olhar para trás e dizer que conseguiu. Sobra orgulho, temos certeza.

“Agradeço por compartilhar com vocês experiências da minha carreira e espero que possa acrescentar em algo para jovens que buscam seu espaço. Um abraço aos leitores”.

Postado por Andrew Sousa Formando-se em Jornalismo justamente pela paixão pelo esporte, sente enorme prazer em poder escrever sobre o que ama. Apaixonado por um bom domínio e alguns jogadores ruins, vive o futebol desde o primeiro dos seus vinte anos.