Longe dos Holofotes #23 – Carlos Jatobá
20 de fevereiro de 2018

Carlos defende o Dunav Ruse, da Bulgária.

Carlos Jatobá é mais um dos tantos casos de meninos brasileiros que amam o futebol desde o primeiro de seus dias. O meia também é um dos tantos que consegue realizar seu sonho, seja em território nacional ou Longe dos Holofotes. Aos 22 anos, defende as cores do Dunav Ruse, clube que disputa a primeira divisão do Campeonato Búlgaro.

O início da carreira, como a da maioria, foi bastante complicado. O curitibano passou pela base do Paraná Clube, do Trieste (clube amador de Curitiba), do Internacional de Porto Alegre e, por fim, do Figueirense, que foi onde chegou ao profissional com o treinador Argel Fucks. Mas, com o apoio da família, o caminho que muitas vezes é árduo, acaba ficando um pouco menos doloroso. 

“Meus familiares sempre me apoiaram muito, até porque meu pai e meu tio foram atletas profissionais e minha família sempre apreciou o esporte”.

Depois de passar pelo Figueirense, vestiu a camisa do Londrina e do J Malucelli, equipe de Curitiba que disputava o Campeonato Paranaense em 2017. Foi quando apareceu a oportunidade de ir para a Europa, mais precisamente para a Bulgária, um país sem tanta expressão no futebol mundial. Com problemas no Jotinha, Carlos resolveu agarrar a chance e rumou para o país de Stoichkov. Atualmente, o Dunav Ruse se encontra na 13ª colocação no campeonato nacional.

Carlos passou pelo Londrina em 2016.

Sobre a adaptação no país, o brasileiro diz que achou que seria mais difícil:

“Quando cheguei na Bulgária, para ser honesto, pensei que seria mais complicado. Mas foi tranquilo, me receberam e me tratam muito bem, apesar da cultura e das pessoas serem bastante diferentes do que eu estava acostumado”.

Mantendo a sinceridade, ele afirma que o futebol búlgaro o surpreendeu bastante positivamente, tanto pela qualidade técnica da liga, quanto por ótimos públicos nos estádios e pela estrutura das equipes. Também comenta um pouco sobre a cidade de Ruse, e a relação que os moradores têm com o clube:

“Com certeza a cidade de Ruse abraça nosso time com muito carinho, seja nas vitórias ou nas derrotas. Sinto que eles têm muita paixão e amor pelo clube”.

Além disso, Carlos fala sobre outro fator chave de quando se atua em um time que não possui jogadores brasileiros: a dificuldade de comunicação. No Dunav, além de Jatobá, apenas mais quatro estrangeiros compõem o elenco: um ucraniano, um libanês, um francês e um senegalês. Porém, por dominar o inglês, ele acaba não sofrendo tanto para se comunicar:

“A questão da comunicação é uma coisa que sempre tenho que agradecer aos meus pais, pois se há 10 anos eles não tivessem insistido para que eu fizesse um curso de inglês, hoje minha situação seria completamente diferente. É o inglês que me ajuda a entender e conversar com todos, mesmo que as vezes seja necessário alguém pra traduzir do inglês para o búlgaro”.

Jatobá faz sua primeira temporada na Europa

Sobre sua carreira, ele enxerga que está em constante evolução, e que atualmente vive um dos melhores momentos de sua breve trajetória no futebol. O objetivo, claro, é crescer ainda mais, buscando ir para um grande centro do futebol mundial. “Tenho vários sonhos dentro do futebol, e almejo conquistar todos eles com muita fé e perseverança. Um dos principais é disputar uma Premier League ou La Liga, vestindo a camisa de um clube de grande expressão”.

Em meio aos sonhos, Carlos se revelou um grande fã de Lionel Messi e Andrés Iniesta. O argentino, segundo ele, “dá alegria em ver jogar”, enquanto o meia, de acordo com Carlos, é o melhor do mundo na posição em que ele atua, e “é um grande líder, que comanda o Barcelona em alto nível por vários anos, com muita sabedoria e inteligência”.

Perto ou longe dos holofotes e dos grandes centros, a carreira de jogador de futebol sempre traz muita felicidade para quem ama o que faz, como é o caso de Carlos Jatobá. Para finalizar, ele deixa um recado àqueles que buscam uma oportunidade no futuro como jogador de futebol.

“A quem deseja uma carreira nesse meio, tenho a dizer que é preciso muita paciência e perseverança, pois o futebol hoje em dia anda muito complicado. Mas com certeza é um esporte que encanta e traz alegria a todos, e se isso realmente for seu sonho, corra atrás. Pois a felicidade de conquistar esse sonho, não tem preço”

Postado por Leonardo Tudela Del Mastre Natural de Sorocaba-SP, amante do futebol do interior paulista e torcedor de São Bento e Corinthians. Além do amor pelo interior, viciado no futebol como um todo. Formado em Processos Gerenciais pelo IFRS.