Fora do Eixo #2: Moldávia
24 de janeiro de 2019
Categoria: 4-3-3 e Futebol e Internacional

 

A segunda rota do Fora do Eixo é a Moldávia, um pequeno país de aproximadamente 3 milhões de habitantes cercada por terras ucranianas e romenas. O território é um dos quinze novos países que conseguiram sua independência após a fragmentação da União Soviética em 1991.

A história do futebol local se divide em duas partes. A primeira delas até a dissolução da União Soviética, com o campeonato moldavo disputado em forma de liga regional , sem a presença dos clubes que representam a república. E a segunda, onde a liga passou a ter caráter nacional, com todas as equipes e reconhecido pela UEFA.

A primeira parte teve inicio em 1947, logo após o fim da segunda guerra mundial e consequentemente a vitória da URRS e dos Aliados. A liga regional foi realizada por 47 temporadas seguidas e teve como maior campeão o Dínamo Kishinyov, com oito conquistas. Simultaneamente, o Nistru Kishinev (atualmente Zimbru Chisinau) representava a região da Moldávia nas competições oficiais da república. A equipe disputou por sete vezes o campeonato soviético, e não atingiu nenhum resultado expressivo.

Já a segunda parte inicia-se em um processo a partir de 1990, com a criação da FMF (Federaţia Moldovenească de Fotbal). Após a independência, o campeonato moldavo ganhou caráter nacional, sendo disputado pela primeira vez em 1992. A seleção nacional foi reconhecida pela UEFA e FIFA apenas em 1994, consolidando de vez o futebol local.

Atualmente o torneio é realizado com apenas oito clubes, tendo como maior campeão o Sheriff Tiraspol com dezessete conquistas. Os clubes se enfrentam em quatro turnos totalizando 28 rodadas. O primeiro colocado ganha vaga para os playoffs da Champions League, o segundo e o terceiro para os playoffs da Europa League e o último colocado é rebaixado para a segunda divisão.

As divisões inferiores funcionam da seguinte forma: A liga de acesso conta com 12 clubes que disputam em pontos corridos o título e consequentemente a vaga para a primeira divisão. Já o terceiro degrau da pirâmide os times são divididos em três ligas regionais, e o nuúmero de participantes varia a cada ano.

Distribuição das equipes na Liga Moldava em 2018

Além da liga, existem também a Copa e a Supercopa. Em ambas, o Sheriff novamente aparece como maior vencedor. Na copa, torneio disputado em mata-mata por mais de quarenta equipes, o clube conta com nove taças. Já na supercopa, disputada entre os vencedores das outras duas competições, o time tem posse de sete canecos.

Mesmo com toda essa soberania, o Sheriff não é o clube mais querido dentro do pequeno país. A equipe mais popular é o Zimbru Chisinau, da capital, fundada em 1947 e que disputou o campeonato soviético por sete vezes. Em títulos, somam oito campeonatos moldavos, seis copas e uma supercopa. Pela liga soviética, sua melhor campanha é um sexto lugar em 1956.

Já a seleção jamais conseguiu momentos de gloria dentro do futebol Europeu. Seu ápice aconteceu após as eliminatórias para a Euro 2008, quando o país consegui fazer uma campanha razoável e atingiu o 70º lugar no ranking da FIFA.

Atualmente amarga a 170º colocação no ranking, e não demostra qualquer tipo de reação. Na Liga das Nações em 2018 atingiu o terceiro lugar no grupo três da Liga D (quarta divisão). Conseguiu três empates, duas vitorias e uma derrota ao lado de Belarus, Luxemburgo e San Marino.

O projeto para o futuro é investir nas categorias de base, para quem sabe um dia colher os frutos das sementes que serão plantadas.

Seleção da Moldávia, 2015

Postado por André Galassi Natural de São Carlos, SP. Admirador de futebol alternativo, futebol inglês e principalmente futebol brasileiro. Torce para o Palmeiras e para o São Carlos FC.