• A lentidão flamenguista agora vira uma corrida contra o tempo
    8 de janeiro de 2018
    Categoria: Futebol e Nacional

     

    Nas últimas temporadas, Flamengo e Palmeiras despontam como os clubes de maior poderio financeiro do Brasil. Por conta disso, o início de ano sempre vem acompanhado de grande expectativa sobre os dois clubes. Em 2018, o time alviverde respondeu de forma bastante positiva. Com contratações precisas, parece ter resolvido suas maiores carências. O rubro-negro carioca, por sua vez, ficou estacionado, sem contratar ou dar qualquer outro sinal de mudança após um 2017 recheado de decepções e “quases”.

    Depois de tanta inércia e uma espera equivocada vindo da diretoria, o clube recebeu nesta segunda-feira, o aviso de que Reinaldo Rueda deixará o clube para comandar a seleção do Chile. A decisão foi comunicada pelo próprio treinador, que horas antes havia dito à imprensa que nada estava acertado com os chilenos. Sem entrar no mérito da escolha do colombiano, vamos falar do Flamengo.

    Os rumores de uma possível saída do treinador já pipocavam na imprensa no inicio de dezembro. Durante todo o período de indefinição, o que se viu foi silêncio. Nos noticiários, setoristas davam conta de que os dirigentes flamenguistas se mantinham na espera e confiantes na permanência. Que me perdoem, mas essa postura é esperada de torcedores, não da direção. Qual era a dificuldade em cobrar uma decisão de Rueda? Por que não dar um ultimato ao treinador? Afinal, esperar uma decisão que tanto demorou para vir pode custar ao clube mais um ano sem grandes conquistas.

    A tranquilidade e otimismo da direção chegou a resultar em uma “cravada” recheada de ironia de Bandeira de Mello. Em dezembro, perguntado sobre o interesse do Chile no treinador, o presidente do Flamengo disse: “Eles têm bom gosto. O Reinaldo Rueda é excelente treinador, mas ele fica no Flamengo em 2018”, disse ele. Bom, não foi bem assim.

    Direção flamenguista acreditava na permanência do colombiano.

    Toda a calma rubro-negra para lidar com a situação agora tende a se transformar em uma corrida contra o tempo para buscar um novo comandante e, a partir daí, planejar o elenco para a atual temporada. A falta de atitude pode custar bem mais do que a própria perda do técnico colombiano, que teve alguns momentos elogiáveis em 2017 e prometia melhorar ainda mais a equipe neste ano. Sem ele, um novo nome pode facilmente chegar e fazer um bom trabalho, mas a questão agora é o tempo.

    Algumas carências seguem existindo no elenco, que até passou por uma necessária “limpa”, mas não se reforçou. Nem mesmo rumores de possíveis contratados surgiram. O time parece ter vivido mais de 30 dias de silêncio, sem se planejar ou qualquer outra coisa. Como se fosse obrigado a deixar o técnico pensar, pensar e pensar, com a tranquilidade de um monge tailandês que vive em uma dessas montanhas inabitadas pelo mundo. Faltou pulso aos dirigentes do Flamengo e, como consequência disso, pode faltar tempo para se colocar no nível dos principais concorrentes pelos títulos da temporada.

    Quem tanto esperou, agora tem que correr. E correr muito.

    Postado por Andrew Sousa Formando-se em Jornalismo justamente pela paixão pelo esporte, sente enorme prazer em poder escrever sobre o que ama. Apaixonado por um bom domínio e alguns jogadores ruins, vive o futebol desde o primeiro dos seus vinte anos.