Coexistência entre duas gerações
19 de outubro de 2018
Categoria: 4-3-3 e Futebol e Nacional
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O último movimento da dança das cadeiras na troca de treinadores foi a saída de Thiago Larghi para a entrada de Levir Culpi no comando do Atlético Mineiro. O técnico demitido vinha em uma fase conturbada com o time, e deixou o clube após resultados ruins. Entretanto, grande parte dos torcedores não achou tão acertada assim a demissão do jovem, visto que o mesmo contava com o apoio de parcela dos galenses, que não o culpavam tão diretamente pelos altos e baixos da equipe mineira. Seu substituto, é um velho conhecido da massa atleticana e porque não, da maioria dos grandes clube brasileiros.

A contratação do Levir atesta o movimento regressivo dos clubes brasileiros em geral, que antes motivados pela renovação e reciclagem de conceitos, vinham em uma crescente mudança de postura, agora, voltam a procurar por experiência de carreira pela confiabilidade no resultado a curto prazo. Embora tenha nítidos problemas, a nova safra de treinadores no país havia chegado com força nos últimos anos, conquistando espaço em clubes importantes como: Flamengo, Corinthians, Botafogo, Atlético Mineiro, Grêmio, entre outros.

Cada caso em particular possui sua singularidade,  o Corinthians, por exemplo, acabou perdendo o Carille para o mundo árabe e se decepcionou com seu sucessor, Osmar Loss. Já o Flamengo, demitiu Zé Ricardo e efetivou Barbieri, que não conseguiu segurar a cancha de um elenco tão pesado e acabou sucumbindo, dando lugar a Dorival. Os motivos são inúmeros, mas com certeza a pressão por resultados imediatos influi no processo de tomada de decisão dos dirigentes brasileiros. Zé já passou por Vasco e agora Botafogo, Jair Ventura começou no clube da estrela solitária e agora tem passagens por Santos e Corinthians, onde está atualmente. Roger Machado teve um belo início no Grêmio, mas foi desligado, passou pelo Galo, Palmeiras, e agora está no mercado. Os calouros estão aprendendo como as coisas funcionam por aqui.

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Em breve Roger pode aparecer em um novo clube.

Com toda essa insegurança para com os novatos, os já conhecidos figurões voltam a ter espaço no cenário, conquistando resultados relevantes. Felipão, por exemplo, ocupa a liderança do campeonato brasileiro, enquanto isso o Cuca vem subindo a ladeira com o Santos. Já o Lisca, tenta com muita garra manter o Ceará na primeira divisão, mesma missão de Carpegiani no comando do Vitória. Isso sem contar nomes nem tão velhos assim, como Renato Gaúcho e Mano Menezes, que continuam trabalhos duradouros em Grêmio e Cruzeiro, respectivamente.

A convivência entre os dois modus operandi mostra um panorama confuso entre o jogo as vezes pragmático, mas de resultados, com o (em teoria) estilo estudioso, que necessita de adaptação (não é, Fernando Diniz?). A disputa entre Odair Hellman e Felipão pelo troféu mais importante do ano não vai definir muito sobre gerações, mas representa muito bem a efetividade e a possibilidade da coexistência entre dois polos distantes, mas que desafiam mais a cada ano que passa.

Postado por Renan Castro 23 anos, administrador, torcedor do Flamengo, natural de Nova Iguaçu - RJ, fã de aviação e dono de três quadros: Vestindo o Futebol, Ícones Alternativos e Memória FC.