• Bonucci: liderança em meio a renovação
    14 de julho de 2017
    Categoria: Futebol e Internacional

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    Após algumas temporadas em constante declínio, elencos mal planejados e campanhas medianas na Série A do Italiano, o Milan parece, enfim, estar prestes a tomar mais uma vez o rumo das glórias que o fizeram ser um dos maiores clubes do mundo.

    Desde o fim da temporada 2016/2017 já se falava numa venda do clube para um grupo de chineses milionários, assim como aconteceu com o clube arquirrival, Inter de Milão. Após meses de negociação, a venda foi concretizada e o assunto passou a ser a renovação do elenco para a próxima temporada. Diversas eram as áreas que precisavam de atenção e o Milan foi às compras. E foi muito bem, mas isso é assunto para um outro texto.

    Entre algumas chegadas importantes e necessárias, a mais recente delas têm tirado o fôlego do torcedor milanista. Nem o mais otimista dos torcedores poderia imaginar que o Milan passaria a contar com Leonardo Bonucci, o zagueiro completo da Juventus e da Seleção Italiana, no seu plantel.

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    O motivo da saída de Bonucci do clube de Turim já é conhecido: a relação entre o defensor italiano e o treinador, Massimiliano Allegri, já não era das melhores e o jogador deu a entender que gostaria de deixar a equipe ao fim da temporada. Uma vez que o mercado de transferências estivesse aberto, todos os olhos se voltariam ao zagueiro para tentar contratá-lo. Os favoritos eram, mais uma vez, Pep Guardiola, que já declarou seu fascínio pelo atleta ao declarar que, se pudesse, montaria um time com 11 Bonucci’s e também o treinador italiano do Chelsea, Antonio Conte, com quem Bonucci já trabalhou, tanto na Juve quanto na Seleção Italiana e que é um dos responsáveis pelo crescimento de Leonardo.

    As rusgas com Allegri motivaram a saída de Bonucci.

    Os motivos da saída estavam sobre a mesa, assim como as novas possibilidades para o futuro de Bonucci, mas por quê o Milan? Por que não ser treinado por Guardiola e disputar a Champions League com o City? Por que não reeditar a parceria de sucesso com Antônio Conte? A resposta parece mais simples do que podemos imaginar: Bonucci queria sim deixar a Juve, mas não gostaria de deixar a Itália, o que pesou na escolha pelos Rossoneros de Milão.

    Por todo o seu crescimento, qualidade técnica indiscutível e espírito de liderança, Bonucci chega como a principal contratação do Milan para a temporada 2017/2018. As diversas contratações feitas pelos Rossoneros já apontavam para um ideal de renovação, mas a chegada de um jogador de alto nível como Bonucci, que seria titular em qualquer equipe do mundo, escancara as reais ambições do clube que, após amargar alguns anos como mero coadjuvante, pretende retornar como protagonista no palco onde se consagrou como um gigante. Quando tudo apontava para uma verdadeira dominação Bianconerionde a Juventus, além da soberania no campeonato, ainda enfraquecia seus adversários ao contratar seus melhores atletas, a ida de Bonucci para o rival Milan chega a ser surpreendente, porém necessária para um campeonato mais equilibrado.

    São grandes as chances de Bonucci ser o novo capitão do Milan e, por mais que digam que a faixa é merecimento e tempo de clube, o defensor de 30 anos chega como um líder pronto. Provado à ferro e fogo, Bonucci domina todos os requisitos necessários para um bom zagueiro, isso sem contar sua qualidade técnica para além do espaço de defesa.

    O Milan contrata, além de um ótimo defensor, um verdadeiro líder e um dos melhores da posição. Se a ideia é renovação, o clube de Milão acertou mais uma vez na escolha do general que deverá tomar a frente da revolução milanista.

     

    Postado por André Oliveira Estudante de História, torcedor são-paulino, clubista e corneteiro.