Balanço da Premier League 2018/2019 – Parte 1
17 de julho de 2019
Categoria: 4-3-3 e Futebol e Internacional

 

A Premier League da temporada 2018/2019 foi uma das mais equilibradas da história na disputa pelo título. Guardiola e Klopp elevaram o nível do futebol das suas equipes ao máximo que puderam e nos brindaram com o melhor do futebol. Mas esse não foi o único destaque dessa última edição do Campeonato Inglês. Tivemos muitos jovens surgindo, muitas contratações se destacando e também tivemos decepções. Confiram agora a primeira parte do Balanço da Premier League com alguns dos principais destaques da competição. E não deixem de conferir a segunda parte, que será postada em breve, onde consta a seleção do campeonato.

Melhores jogadores

1º- Virgil Van Dijk

São diversos os motivos que corroboram para o zagueiro holandês ser considerado o melhor jogador do campeonato. Dominante no jogo aéreo, tanto na defesa (venceu 181 dos 244 duelos aéreos, que corresponde a 74% de sucesso), quanto no ataque (três dos seus quatro gols foram de cabeça), nenhum drible sofrido; maior média, dentre os jogadores do Liverpool, de bolas afastadas da defesa (5.2 por jogo), importante também no ataque, já que o Liverpool atua com a defesa alta e sempre tentando se manter com a bola e com isso todos os seus jogadores participam ativamente dos momentos ofensivos da equipe, ele realizou inclusive duas assistências na competição. Tem ainda um aspecto que não é possível quantificar, mas que é muito claro no estilo de jogo do Van Dijk que é a questão da liderança que ele exerce, principalmente sobre a defesa, sempre focado e concentrado em mantê-la organizada, mas também sobre o time como um todo. Se a defesa do Liverpool foi a menos vazada, Van Dijk foi muito importante para isso.

2º- Raheem Sterling

O atacante inglês sempre foi um jogador muito subestimado, mesmo após começar a trabalhar sob o comando de Guardiola. Mas após essa temporada, será difícil ter algum argumento plausível para negar toda a qualidade e inteligência que possui o camisa 7. Sua condução de bola melhorou muito nos últimos anos, ele não é mais aquele jogador que apenas joga a bola na frente e corre atrás dela, ele corre com ela, isso possibilitou que Pep utilizasse-o com mais frequência na ponta esquerda, permitindo que ele se encontrasse em mais situações de finalização durante os jogos. Tudo isso se refletiu no seu desempenho e, consequentemente, nos seus números: marcou 17 gols e realizou 10 assistências (foi o líder do time nessa estatística, ao lado de Sané), marcando em 12 jogos diferentes e participando diretamente de ao menos um gol em 17 partidas, o que mostra a sua importância na conquista do título. Ele foi o terceiro jogador do City que mais realizou passes chaves na Premier League (66), atrás apenas de Bernardo e David Silva, o que mostra sua importância e influencia na equipe de Guardiola. Segundo jogador da equipe com mais chutes no alvo (39 de 77) e disparado o jogador que mais acertou dribles pela equipe (82), quarto dentre todos os jogadores da Premier League. Nessa temporada Sterling mostrou como está pronto para ser o principal jogador da equipe e ser um dos líderes técnicos do time, chamando a responsabilidade para si.

3º- Eden Hazard

É de certa forma injusto dizer que um clube conseguiu conquistar determinado objetivo por conta de um único jogador, mas se o Chelsea conseguiu se classificar terminando em terceiro muito se deve a temporada excelente que fez Eden Hazard. Foram 16 gols e 15 assistências em 37 jogos, líder da equipe com larga vantagem sobre o segundo colocado em ambas as estatísticas, e no caso das assistências esse número também o fez líder do campeonato num geral. E esse número alto de participação em gols é um grande feito porque o meio de campo e o restante do ataque dos Blues teve muitos problemas, com a grande maioria dos jogadores desses setores jogando abaixo do esperado, além disso, o camisa 10 dos Blues ainda atuou como falso 9 em algumas partidas, posição que prejudica o seu futebol, e isso valoriza ainda mais o desempenho dele nessa temporada, pois mesmo atuando deslocado em alguns jogos ainda conseguiu fazer uma Premier League de alto nível. Foram incríveis 137 dribles completados de 204 tentados, uma conversação absurda de 67%; foi o Hazard no seu mais alto nível. O Chelsea marcou 63 gols nessa Premier League, o que significa que Hazard participou diretamente de quase metade dos seus gols. Além das participações diretas foram 98 passes chaves realizados, segundo melhor dentre todos os jogadores da competição. Se o Chelsea conseguiu terminar no G4, o maior responsável por esse feito foi o atacante belga.

4º- Sergio Aguero

Foi mais uma temporada de altíssimo nível do centroavante argentino que marcou 21 gols e realizou oito assistências, terminando assim como o jogador com mais envolvimento direto nos gols do City na Premier League. Aguero marcou em 15 jogos diferentes e participou diretamente de ao menos um gol em 20 jogos, o que mostra a importância e o poder de decisão do atacante no time de Guardiola.

5º- Mohamed Salah

Mesmo tendo um começo menos impressionante em comparação com a temporada anterior, Salah acabou conquistando novamente a chuteira de Ouro, ao lado de Mané e Aubameyang, com 22 gols marcados, além de oito assistências, sendo o jogador do meio e ataque com maior número de passes para gols, ficando atrás apenas da dupla de laterais. Foi ainda o jogador do time de Klopp com mais passes chaves (68), mostrando que o egípcio foi muito decisivo para os Reds, sendo importante não só para finalizar as jogadas, mas também para cria-las, sendo participativo durante a construção dos ataques da equipe.

 

Melhores jogadores jovens

Algumas considerações: Para essa categoria nós levamos em conta jogadores que fizeram a sua primeira temporada de destaque no profissional. Então jogadores como Arnold e Sterling, que são jovens, mas já tiveram ao menos uma temporada de destaque não foram considerados.

1º – Wan-Bissaka

Uma das maiores surpresas da temporada foi a ascensão deste jovem jogador. Inicialmente como ponta, Wan-Bissaka foi recuado para a posição de lateral-direito ainda com Frank de Boer como treinador, mas foi reserva durante toda a última temporada. Mais adaptado à posição, o inglês mostrou qualidades defensivas muito boas, com média de 3.7 tackles por jogo e uma leitura defensiva impressionante. Tal desempenho o credencia a tomar voos maiores na próxima temporada, já que foi contratado para ser o dono da lateral do Manchester United por 50 milhões de libras.

2º – David Brooks

Uma das grandes sensações da temporada e uma das melhores contratações no quesito custo-benefício, o meia galês foi contratado do Sheffield United por 11 milhões de euros, valor baixíssimo no mercado dos dias de hoje, e teve um impacto gigantesco no clube na temporada. Suas qualidades já foram expostas aqui e o mesmo tem tudo para continuar se destacando e mantendo a regularidade.

3º – Declan Rice

Sem dúvidas uma das maiores revelações do último campeonato, o volante fez temporada excelente e foi o jogador mais regular do West Ham. Suas habilidades defensivas são excelentes para um jogador da sua idade, tanto que foi um dos líderes do time em roubadas de bola e interceptações. Lançado como titular no começo da temporada, o jovem não decepcionou e tomou conta da posição. Desempenho tão bom que, ao escolher a Inglaterra para jogar (Rice jogava pela seleção da Irlanda), foi premiado com convocações. Muito se espera de Declan Rice para outras temporadas e o mesmo tem tudo para se estabelecer como um dos principais nomes da posição na Premier League.

4º – James Maddison

O maior criador de jogadas da Premier League foi um ótimo trabalho de prospecção do Leicester. Custou 25 milhões de euros aos cofres do time azul e, após um começo irregular, se tornou um jogador importantíssimo para o time e mostrou toda a sua habilidade. Jogador cerebral, de organização e extremamente inteligente, o meia teve importância primordial para o crescimento do Leicester durante a parte final do campeonato. Além de seu talento inegável no passe e criação de jogadas, mostrou-se também uma ótima opção na bola parada, seja com faltas ou escanteios. Fez 7 gols (3 de falta) e deu 7 assistências ao longo da Premier League, número esse que poderia ser bem maior. Superar nomes estabelecidos na criação de jogadas como Eriksen, David Silva, De Bruyne entre outros foi só mais um indicativo da qualidade do inglês e como o mesmo pode atingir um nível ainda maior. Mais um ótimo nome da belíssima nova geração de talentos da Inglaterra.

5º – Ben Chilwell

Já presente no clube há algumas temporadas, o jovem lateral se tornou titular absoluto nesta, e foi muito bem. Tendo uma boa chegada ao ataque e sendo seguro na defesa, Chilwell foi um dos jogadores mais regulares do Leicester em toda a temporada e um dos melhores laterais esquerdos também. Tendo apenas 22 anos e já colecionando algumas convocações pela seleção inglesa, Chilwell já atraiu os olhares de gigantes do futebol e cabe ao Leicester fazer tudo para tentar mantê-lo no clube.

 

Melhores técnicos

1º- Pep Guardiola

Duas campanhas magníficas em sequência e hegemônico no território inglês, Guardiola elevou o Manchester City a outro nível. Nesta temporada, mesmo com um Liverpool extremamente implacável, conseguiu um desempenho extraordinário no campeonato, venceu 18 de 19 jogos no segundo turno, e mais uma vez terminou com o título. O céu é o limite para Pep e seus comandados e, com sua qualidade e recursos quase infinitos para contratações, o City se consolidou como um time histórico no campeonato e manteve-se no topo.

2º- Jurgen Klopp

Desde sua chegada à Liverpool, o alemão fez um trabalho de reformulação extremamente positivo no time. Temporada após temporada o time subia de produção e desempenho e seu ápice foi nesta temporada, com a melhor campanha do Liverpool na história do campeonato inglês. O time bateu na trave nas competições domésticas, mas Klopp comandou o time na conquista de sua sexta Champions League, se isolando como o terceiro maior vencedor da competição. Sua rivalidade com Guardiola tem tudo para trazer disputas ferrenhas e fenomenais pelos títulos ingleses nos próximos anos.

3º- Mauricio Pochettino

O argentino é figura carimbada em listas de melhores técnicos da Premier League desde que chegou ao país. Foi um dos pilares na subida de patamar do Tottenham nos últimos anos e tem como maior virtude ser um camaleão tático, adequando seu time em várias formações ao longo da temporada. Seu desempenho foi premiado com uma final de Champions League, a primeira do clube em toda a sua história, marcando definitivamente seu nome na história do time londrino. Com a confiança da torcida, da diretoria e dos jogadores, Mauricio Pochettino tem tudo para continuar sua linda trajetória nos Spurs.

4º- Nuno Espírito Santo

Seduzido pelo projeto do Wolverhampton, o técnico português chegou para comandar o clube ainda na segunda divisão e o levou de volta a primeira, com uma campanha avassaladora de mais de 100 pontos. Chegando na Premier League, mesmo com a incontestável subida de patamar de seus adversários, Nuno foi extremamente competente e, com seu esquema bem definido de jogo, foi capaz de fazer um campeonato excelente com um time que recém subiu de divisão e foi premiado como treinador do mês em setembro.

5º- Javi Garcia

O espanhol chegou sem muita pompa no meio da temporada passada e nada pôde fazer para corrigir o desempenho terrível do Watford que o fez brigar pra não cair até o fim do campeonato. Tendo tempo para treinar e comandando o time desde a pré-temporada, o Watford subiu absurdamente de produção e o que se viu foi muito do dedo do técnico que, mesmo sem muitas contratações, elevou o desempenho do time em níveis absurdos. Chegou à final da Copa da Inglaterra e terminou o campeonato na parte de cima da tabela, coisa que pegou muitos de surpresa.

 

Piores técnicos

 1º- Mark Hughes

O técnico galês chegou ao Southampton ainda na temporada anterior, para tentar salvar o time do rebaixamento, o que foi uma contratação curiosa por parte da diretoria dos Saints já que ele tinha sido demitido do Stoke na mesma época justamente por não estar conseguindo tirar o time da zona de rebaixamento. Mas no Sotton ele conseguiu esse objetivo e ganhou um voto de confiança da diretoria para seguir no comando da equipe. Porém, o que se viu nessa temporada, foi o mesmo que Hughes mostrou no final de sua passagem pelo Stoke. Um time com poucas ideias e pouca efetividade no ataque, foram apenas 12 gols marados em 14 partidas, ficando inclusive um período de cinco partidas seguida sem marcar, e que, mesmo utilizando uma defesa com três zagueiros em alguns momentos, mostrou uma fragilidade defensiva, o time sofreu 26 gols. Hughes conseguiu apenas uma vitória nesses 14 jogos, sendo derrotado sete vezes e empatando outras seis.

 2º- Claudio Ranieri

No seu segundo trabalho após ser campeão da Premier League com o Leicester, o técnico italiano tinha a missão de tentar evitar que a temporada do Fulham fosse um desastre maior do que já estava sendo, ou seja, ele foi contratado para evitar o rebaixamento da equipe. Porém, o desempenho do time londrino não melhorou, nem mesmo a defesa onde era esperado que Ranieri causasse um maior impacto por ser bom em montar times que se defendiam bem e saíam em velocidade para o contra ataque. Mas nem isso foi visto, pois a equipe continuava muito frágil na defesa, tanto que sofreu 32 gols em 16 jogos, uma média muito alta de dois gols por jogo. E Ranieri não conseguiu fazer a equipe ter um contra ataque que ao menos lembrasse o do seu Leicester. Na verdade, a fase ofensiva do time era quase inexistente, foram apenas 15 gols marcados sob o comando do italiano e 6 seis jogos sem balançar as redes.

 3º- José Mourinho

Novamente o treinador português seguiu a sua “regra” e saiu de um clube na sua terceira temporada no comando. E novamente tendo vários problemas de relacionamento com o elenco. Nessa temporada Mourinho não conseguiu fazer com que as principais estrelas do time brilhassem, como, por exemplo, Pogba e até De Gea que conseguia salvar o time quando ele não ia bem teve uma queda brusca de rendimento. Ele também não conseguiu fazer com que as contratações se encaixassem no time, como Fred e Alexis Sanchez, que chegou recebendo um salário altíssimo. Além disso, os jovens jogadores do elenco também tiveram uma queda de rendimento. A defesa, que é um forte do Mourinho, também se mostrou um problema, com o time não sendo vazado em apenas uma das 17 rodadas que o português comandou a equipe nessa Premier League. O time teve um desempenho muito irregular, visto que a maior sequência de vitórias que os Red Devils conseguiram com Mourinho foram duas vitórias, tendo vencido sete jogos, empatados cinco e sendo derrotado em outros cinco.

 4º- Slavisa Jokanovic

O técnico sérvio conseguiu trazer o Fulham de volta a Premier League com um futebol ofensivo e era esperado que ele mantivesse esse estilo de jogo na primeira divisão, mesmo enfrentando adversários muito qualificados. Para isso a diretoria investiu muito, gastando mais de €100 milhões em contratações. Porém, o que se viu foi um time que pouco conseguia criar e muito pouco efetivo, pois marcou apenas 11 gols nos 12 jogos que Jokanovic comandou a equipe na competição. Além disso, o time se mostrou muito frágil defensivamente sob o seu comando, foram incríveis 31 gols sofridos, média de 2.6 gols sofridos por jogo. O Fulham conseguiu apenas um vitória com ele e sofreu nove derrotas. Foi uma temporada péssima para Jokanovic que teve em mãos um elenco muito bom no papel, mas que não conseguiu extrair o máximo daqueles jogadores.

 5º- Chris Hughton

Dos cinco técnicos dessa lista, Hughton provavelmente foi o que conseguiu dar mais padrão tático para a sua equipe. É verdade que o Brighton se salvou do rebaixamento apenas nas últimas rodadas, mas a equipe era bem organizada, principalmente defensivamente, tanto que mesmo terminando em 17º a equipe sofreu apenas um gol a mais do que o Watford, 11º colocado na tabela. O problema de Hughton foi não conseguir armar bem o time para os momentos ofensivos. Sua equipe teve um dos quatro piores ataques, marcou apenas 35 gols, sendo 13 deles marcados pelo experiente Murray, ou seja, ele marcou 37% dos gols do time e a maioria no primeiro turno. Então, quando o nível do experiente atacante inglês caiu, Hughton teve dificuldade de encontrar outras formas de fazer com que a equipe marcasse os gols. Das nove vitórias que o Brighton conseguiu na Premier League, oito foram por um gol de diferença.

 

Melhores contratações

1º- Alisson

Sem dúvida a contratação de mais impacto positivo da temporada, Alisson foi extremamente decisivo para a campanha sensacional do Liverpool. Custou quase 75 milhões de euros, a segunda maior transação envolvendo um goleiro da história, mas cada centavo valeu muitíssimo a pena, com o arqueiro brasileiro sendo o goleiro com mais clean sheets na competição e passando muita segurança defensiva para o time.

2º- Lucas Torreira

O uruguaio, já durante algum tempo, vinha se destacando muito positivamente na Série A italiana. Tendo uma multa rescisória baixa para os padrões atuais, 30 milhões de euros, o Arsenal se aproveitou para contratar o volante por estes valores. Teve um impacto muito positivo no meio-campo do time londrino com uma marcação e vigor físico acima da média e um bom passe. É jovem e tem tudo para se manter como um dos principais nomes da posição no campeonato.

3º- Felipe Anderson

Vimos durante a temporada um West Ham extremamente irregular, mas, mesmo assim, podemos destacar a temporada do brasileiro. Sonho antigo do time londrino, Felipe foi contratado da Lazio no começo da temporada, e assim como todo o time, demorou um pouco a engrenar, mas, após engrenar, entregou um futebol muito bom. Jogando mais à esquerda, o ex-santista mostrou qualidades tanto ofensivas quanto defensivas, basta ver seus 9 gols, 4 assistências e média de 2.5 roubadas de bola e 2.0 interceptações por jogo.

4º- Raul Jiménez

 

O mexicano já vinha em baixa durante um tempo e após passagens apagadas por Atlético de Madrid e Benfica, o centroavante desembarcou na Inglaterra e foi um dos grandes nomes de um surpreendente Wolverhampton. Se destacando não só pelo faro de gol, mas também pela qualidade com a bola no pé, Jimenez terminou o campeonato com 13 gols e 7 assistências. Seu desempenho foi tão bom que o Wolves não poupou esforços para tê-lo em definitivo, pois o mesmo havia chegado por empréstimo no time.

5º- David Brooks

Sua ótima temporada já foi detalhada na categoria “Melhores jogadores jovens”.

6º- Lucas Digne

Sem sombra de dúvidas um dos melhores laterais-esquerdos da temporada, Digne renasceu após sair da sombra de Jordi Alba no Barcelona. Um dos jogadores mais regulares do Everton na temporada, o francês custou “apenas” 18 milhões de euros e contribuiu muito ao time com seus cruzamentos precisos e bola parada perigosa, dando muitas assistências e contribuindo para a campanha dos Toffees na temporada.

7º- Lukasz Fabianski

Depois de passar por problemas com goleiros nas últimas temporadas – nomes como Randolph, Adrián e Joe Hart passaram pela meta com atuações extremamente irregulares, o goleiro polonês chegou e tomou conta da posição. Rebaixado com o Swansea, Fabianski ainda assim foi um destaque e foi contratado pelo time londrino, e seu impacto foi bem positivo. Em uma defesa não tão segura, Fabianski mesmo assim conseguiu e se virar bem e foi o goleiro com o maior número de defesas difíceis do campeonato.

8º- Fabian Schar

Rebaixado com o La Coruña na La Liga, Schar não chegou com muita pompa ao Newcastle, mas teve uma importância gigantesca para a campanha do time na temporada. No esquema de três zagueiros de Rafa Benitez, Schar atuava mais pela direita e unia um ótimo senso de cobertura para bloquear e interceptar e ainda tinha a capacidade de chegar bem ao ataque como elemento surpresa, carregando a bola pelo meio-campo. Possui a confiança do técnico e depois de uma temporada em alto nível, o suíço tem tudo para se consolidar como um dos líderes do elenco e da defesa.

9º- James Maddison

Sua ótima temporada já foi detalhada na categoria “Melhores jogadores jovens”.

10º- Gerard Deulofeu

Outrora considerado eterna promessa do Barcelona, Deulofeu teve certo destaque no Everton e foi contratado de volta pelo time catalão, mas, novamente, não entregou bom futebol. Desacreditado, foi emprestado ao Watford e reergueu sua carreira, se tornando um jogador excepcional para o time e o mesmo não poupou esforços para contratá-lo em definitivo.

 

Piores contratações

1º- Mateo Kovacic

Vindo do Real Madrid com a estigma de jogador que merecia mais minutos em campo com a camisa Merengue o croata não teve o impacto que se esperava em Stamford Bridge, mesmo com o Chelsea sendo comandado por Sarri, que tem um estilo de jogo que combina com as características do meia, um jogador de muita qualidade no passe. Todavia, Kovacic não teve momentos de grandes destaques ou ao menos uma regularidade. Foram 32 jogos, tendo começado como titular em 21 deles, apenas duas assistências e nenhum gol marcado. Ele foi muito bem no que é sua característica principal, como foi dito anteriormente, o passe, terminou o campeonato com uma média de 92% de acerto dos passes. Porém, o meia não realizava passes decisivos, foram apenas 25 passes chaves em toda a Premier League, a título de comparação Kante que jogou pela primeira vez deslocado de primeiro volante para meia central realizou 46 passes chaves. O Chelsea está impedido de contratar por punição, mas mesmo se pudessem contratar seria bem improvável a permanência de Kovacic em Londres visto como foi pouco o impacto do croata na equipe.

2º- Jorginho

O meia ítalo-brasileiro despertava o interesse de Pep Guardiola que via nele um jogador perfeito para seu estilo de jogo, tendo em vista a sua qualidade absurda nos passes e sua contratação era vista com grande chance de ocorrer. Porém, com a ida de Maurizio Sarri para o comando do Chelsea o meia rumou para Londres para ser a base das ideias que o técnico italiano queria implantar no time, sendo seu homem de confiança. Porém, a temporada de Jorginho foi bem abaixo do esperado, o jogador sofreu com a intensidade da Premier League e prejudicou o time defensivamente, tanto por não defender bem, foi o jogador mais driblado do time no campeonato tendo sofrido 51 dribles e quanto por não se posicionar tão bem, sempre deixando espaços e também por perder a bola em momentos que pegavam a defesa desorganizada, já que ele atuava como regista, a frente da defesa.

3º- Oumar Niasse

O Everton deu indícios no início da época que tentaria brigar por vaga europeia, com a contratação de Marco Silva para o comando técnico. O treinador português trouxe Richarlison que tem a sua confiança por conta da temporada anterior, com isso e com Tosun e Calvert-Lewin no elenco, não havia espaço no time de Liverpool para Oumar Niasse. Com isso o atacante senegalês rumou ao Cardiff por empréstimo. O time de Gales subiu na temporada passada e ter um jogador com experiência na Premier League, e que havia participado de 11 gols na temporada anterior, seria interessante, porém o desempenho de Niasse foi muito ruim terminando o campeonato sem nenhum gol marcado, com a baixa média de apenas 1.3 chutes por jogo (foram somente 17 chutes tendo apenas 6 acertado o gol) e realizando um total de apenas 13 partidas na competição.

4º- Jordan Ayew

 O Crystal Palace tem um time decente, com bons jogadores em todos os setores do campo, porém no setor de ataque a equipe londrina está sofrendo para achar um centro avante, investiram muito dinheiro, mais precisamente £27 milhões, para trazer Benteke do Liverpool, mas o belga não correspondeu à altura e com isso o time foi buscar Ayew no Swansea, na esperança de que ele conseguisse ser o seu homem gol. O atacante ganês, entretanto, não conseguiu cumprir com as expectativas colocadas sobre ele, tendo marcado apenas um gol em 20 jogos e perdendo espaço no time com a chegada de Batshuayi no meio da temporada.

5º- Luciano Vietto

Vivendo um momento ruim no Atlético de Madrid, sem conseguir vingar, Vietto foi emprestado ao Fulham, numa tentativa de colocar a sua carreira nos trilhos novamente, porém ele não conseguiu obter sucesso no time recém-promovido. O atacante argentino até teve um bom começo, dando quatro assistências nos seus sete primeiros jogos. Todavia, ele teve uma queda de rendimento, assim como a maior parte dos jogadores do Fulham, terminando a temporada com apenas 20 jogos realizados na competição, sendo apenas 10 como titular, não conseguindo ajudar a equipe a evitar o rebaixamento.

6º- Riyad Mahrez

Mesmo tendo terminado a Premier League com 7 gols e quatro assistências, Mahrez fez uma temporada aquém do esperado, principalmente quando olhamos o contexto. Primeiro porque ele chegou como a segunda contratação mais cara da história do Manchester City, segundo porque De Bruyne ficou fora por metade do campeonato por conta de lesões, então era de se imaginar que o argelino jogaria com frequência, principalmente porque Guardiola já desenhava um Sterling atuando como ponta esquerda, ou seja, a ponta direita estaria sem um titular absoluto, seria a chance perfeita para o argelino tentar uma vaga no time titular. Porém, quem herdou a vaga na posição foi Bernardo Silva, enquanto Sterling atuou outras vezes no setor. Mahrez ainda conseguiu atuar em 14 jogos como titular e mais 13 entrando no decorrer das partidas, mesmo assim não foi uma temporada que represente o valor investido e, principalmente, que lembrasse o futebol apresentado por ele no Leicester.

7º- Max Meyer

O meia alemão saiu do Schalke ao término do seu contrato e muitos times viram uma ótima oportunidade, pois seria a contratação de um jogador jovem e talentoso que chegaria a custo zero. Porém, a pedida salarial alta para um jogador que ainda não é uma realidade afastou a maioria dos clubes, restando apenas o Crystal Palace que aceitou pagar o que Meyer queria e com isso o meia se tornou o jogador mais bem pago do time e mais do que isso, se tornou um dos 20 mais bem pagos da Premier League. O jogador disputou 29 jogos da Premier League, mas apenas 15 como titular, não conseguiu se firmar no time de Hodgson, muito provavelmente pelo técnico inglês impor um estilo de jogo físico e veloz, visto que por diversas vezes Schlupp, lateral de origem, foi utilizado no meio. A formação também pode ter afetado o desempenho de Meyer, já que sua posição preferida é como meia armador, ou seja o ideal seria ele atuar num time que jogue no 4-2-3-1 e o Palace de Hodgson joga num 4-4-2. Com isso ele foi escalado mais como um meia esquerda, posição que demanda muita entrega física. Foram apenas um gol e duas assistências com uma média de apenas 48 minutos jogados por partida. Muito pouco para um dos jogadores mais bem pagos do campeonato.

8º- Alireza Jahanbakhsh

 O ponta iraniano chegou no Brighton após ser o artilheiro da Eredivisie, primeira divisão do campeonato holandês na temporada 2017/18 pelo time do AZ. E chegou com a responsabilidade de ser a contratação mais cara da história da equipe, tendo custado €19 milhões. Entretanto, os torcedores dos Seagulls estiveram longe de ver suas expectativas serem correspondidas. Jahanbakhsh fez apenas 19 aparições na Premier League, sendo 12 como titular, não conseguindo marcar um gol ou dar uma assistência sequer, foram apena cinco passes chaves realizados e 11 dribles, outro quesito que deveria ser um ponto forte seu, ele acertou apenas 11 dos 36 tentados. O atacante foi um péssimo investimento, já que ele não foi nenhum pouco influente na permanência da equipe na primeira divisão.

9º- Rachid Ghezzal

Com a venda de Mahrez para o Manchester City o Leicester foi atrás de Ghezzal para substituí-lo, pagando 14 milhões de euros ao Monaco. Fica a impressão até de que a diretoria do Leicester levou muito a sério a palavra “substituto” e quis contratar um jogador que fosse o mais parecido com o Mahrez possível, se formos comparar: os dois são argelinos, canhotos e tem até uma idade próxima. Entretanto, as comparações terminam por aí, porque ficou claro que Mahrez é bem mais jogador que o Ghezzal, que não tem condições de substituí-lo a altura. Foram 19 jogos, mas apenas oito como titular, somente um gol marcado e partidas bem fracas e irregulares.

10º- Lazar Markovic

Após rodar por vários times por empréstimo do Liverpool, Markovic enfim terminou seu contrato com a equipe e assinou, na janela do meio da temporada, a custo zero com o Fulham, que mesmo com um time repleto de atacantes resolveu contratar mais um. Porém, não chegou a iniciar nenhuma partida como titular, fazendo apenas um jogo. O sérvio definitivamente não correspondeu às expectativas que eram colocadas nele no seu início de carreira no Benfica e o Fulham contratá-lo esperando que ele pudesse agregar algo de diferente com relação aos demais atacantes foi um erro visto o seu baixo desempenho nas temporadas anteriores, pelo menos não houve custo na transferência, dos males o menor.

 

Matéria feita com a colaboração de Thiago Zumpichiate.

Postado por Wallas Vieira Técnico em Edificações, cursando Administração. Torcedor de Flamengo e Liverpool. Fã da intensa Premier League e do tático campeonato italiano. Gosta de táticas, crônicas e número sobre o futebol.